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96 rev port estomatol med dent cir maxilofac. 2018;59(2):94-99
Os critérios para o manuseamento das fraturas foram ba- tes apresentaram fratura concomitante de outros sítios (85,3%),
seados segundo a classificação clássica de Zide e Kent. 8 sendo mais comum a fratura de parassínfise com 26 casos,
Tipo de tratamento empregado: representado 40,6% da amostra.
Das formas de tratamento abordadas na pesquisa a mais
– Cirúrgico: procedimento sob anestesia geral com acesso utilizada foi o tratamento não -cirúrgico das fraturas, com 53
cirúrgico à fratura (extra oral), redução e fixação dos frag- casos (70,6%) contra 22 casos tratados cirurgicamente (29,4%)
mentos associado a fisioterapia pós -operatória e elasti- como demonstrado na Figura 1.
coterapia. Os pacientes seguiram uma dieta líquida e Os côndilos tratados com cirurgia, foram fixados com mi-
pastosa por 60 dias. niplacas e parafusos de titânio, onde o protocolo de fixação
– Não -cirúrgico: fisioterapia associada a elasticoterapia. mais comumente empregado foi a utilização de apenas uma
Dieta líquida e pastosa por 60 dias. placa, estando presente em 12 côndilos fraturados (54,5% das
fraturas). A segunda forma de fixação mais comumente em-
Os critérios para alta/sucesso do tratamento, baseados em pregada foi através de duas placas, sendo esse método utiliza-
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estudos prévios, foram a ausência de sinais de infeção, oclu- do em 8 pacientes (36,3%). Outras formas de fixação foram
são estável e ausência de queixas álgicas durante função ou realizadas em 2 casos (Figura 2). Quanto aos tipos de fixação
repouso. foi aplicado o Teste Exato de Fisher obtendo -se valor de p=1
As complicações foram detetadas através das evoluções demonstrando que não houve diferença estatística quanto as
registradas nos prontuários. Tais complicações incluíram: fa- formas de fixação.
lha da fixação, paresia do nervo Facial, desvio durante abertu- Dos 75 casos de fratura de Côndilo Mandibular, 20 (26%
ra bucal, má oclusão e reabsorção condilar. da amostra) desenvolveram algum tipo de complicação pós-
A análise dos dados foi realizada através da apreciação -trauma ou pós -operatória. A complicação mais comum foi a
descritiva e percentual por meio dos valores de frequência ab- paresia do nervo Facial com 9 casos (45%), seguido de desvio
soluta (n) e relativa (%) dos dados obtidos. Também se realizou durante abertura bucal em 8 pacientes (40%) e 4 pacientes
o teste Qui -Quadrado para comparação da variável complica- apresentaram algum grau de má oclusão após a lesão. Após
ções entre os grupos cirúrgicos e não -cirúrgicos e o teste Exa-
to de Fisher para a variável formas de fixação, através do pro-
grama Bioestat 5.3 (Instituto Mamirauá, Tefé – AM, Brasil).
Resultados
Foram coletados os dados de 75 pacientes com fratura de
Côndilo Mandibular sendo que 17 pacientes, 22,6% da amos-
tra, apresentaram fraturas bilaterais, totalizando 92 fraturas.
Das fraturas unilaterais, 30 acometeram o lado direito (40%) e
28 o lado esquerdo (37,4%).
Em relação ao género, 81,4% dos casos eram indivíduos do
género masculino (61 homens) e 18,6% eram do género femi-
nino (14 mulheres).
A média de idade encontrada foi de 34,2 anos com idade Figura 1. Distribuição do tratamento de acordo com o
mínima de 1 ano e máxima de 82 anos. Quando comparadas método seguido: cirúrgico vs. não cirúrgico
as idades, 34 pacientes encontravam -se na faixa etária de in-
divíduos adultos (45,7% dos casos), seguidos por adultos jo-
vens, com 32 casos (42,7%), 7 indivíduos menores de idade
(9,3%) e idosos com apenas 2 casos (2,6%).
As mais diversas etiologias foram observadas na pesquisa,
sendo a mais prevalente o acidente de moto, com 29 casos
(38,7% da amostra). Em uma sequência decrescente de etiolo-
gias aparece o acidente automobilístico como segunda causa
mais comum, com treze casos (17,4%), seguido de agressão
física, com 8% (seis casos), acidentes ciclísticos e quedas de
nível com cinco casos cada (6,6%), quedas de própria altura e
atropelamento com quatro casos cada (5,4%), acidentes de tra-
balho e desportivo com três casos cada (4%). Dois pacientes
sofreram ferimento por projétil de arma de fogo (2,6%) e ape-
nas um caso de fratura de Côndilo Mandibular através de fe-
rimento por arma branca (1,3%).
Apenas onze pacientes apresentaram fratura isolada de Figura 2. Distribuição do método de fixação interna
côndilo mandibular (14,7% dos casos), ao passo que 64 pacien- rígida utilizado no tratamento cirúrgico

