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             Os critérios para o manuseamento das fraturas foram ba-  tes apresentaram fratura concomitante de outros sítios (85,3%),
           seados segundo a classificação clássica de Zide e Kent. 8  sendo mais comum a fratura de parassínfise com 26 casos,
             Tipo de tratamento empregado:                    representado 40,6% da amostra.
                                                                 Das formas de tratamento abordadas na pesquisa a mais
             –  Cirúrgico: procedimento sob anestesia geral com acesso   utilizada foi o tratamento não -cirúrgico das fraturas, com 53
               cirúrgico à fratura (extra oral), redução e fixação dos frag-  casos (70,6%) contra 22 casos tratados cirurgicamente (29,4%)
               mentos associado a fisioterapia pós -operatória e elasti-  como demonstrado na Figura 1.
               coterapia. Os pacientes seguiram uma dieta líquida e   Os côndilos tratados com cirurgia, foram fixados com mi-
               pastosa por 60 dias.                           niplacas e parafusos de titânio, onde o protocolo de fixação
             –   Não -cirúrgico: fisioterapia associada a elasticoterapia.   mais comumente empregado foi a utilização de apenas uma
               Dieta líquida e pastosa por 60 dias.           placa, estando presente em 12 côndilos fraturados (54,5% das
                                                              fraturas). A segunda forma de fixação mais comumente em-
             Os critérios para alta/sucesso do tratamento, baseados em   pregada foi através de duas placas, sendo esse método utiliza-
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           estudos prévios,  foram a ausência de sinais de infeção, oclu-  do em 8 pacientes (36,3%). Outras formas de fixação foram
           são estável e ausência de queixas álgicas durante função ou   realizadas em 2 casos (Figura 2). Quanto aos tipos de fixação
           repouso.                                           foi aplicado o Teste Exato de Fisher obtendo -se valor de p=1
             As complicações foram detetadas através das evoluções   demonstrando que não houve diferença estatística quanto as
           registradas nos prontuários. Tais complicações incluíram: fa-  formas de fixação.
           lha da fixação, paresia do nervo Facial, desvio durante abertu-  Dos 75 casos de fratura de Côndilo Mandibular, 20 (26%
           ra bucal, má oclusão e reabsorção condilar.        da amostra) desenvolveram algum tipo de complicação pós-
             A análise dos dados foi realizada através da apreciação   -trauma ou pós -operatória. A complicação mais comum foi a
           descritiva e percentual por meio dos valores de frequência ab-  paresia do nervo Facial com 9 casos (45%), seguido de desvio
           soluta (n) e relativa (%) dos dados obtidos. Também se realizou   durante abertura bucal em 8 pacientes (40%) e 4 pacientes
           o teste Qui -Quadrado para comparação da variável complica-  apresentaram algum grau de má oclusão após a lesão. Após
           ções entre os grupos cirúrgicos e não -cirúrgicos e o teste Exa-
           to de Fisher para a variável formas de fixação, através do pro-
           grama Bioestat 5.3 (Instituto Mamirauá, Tefé – AM, Brasil).


           Resultados

           Foram coletados os dados de 75 pacientes com fratura de
           Côndilo Mandibular sendo que 17 pacientes, 22,6% da amos-
           tra, apresentaram fraturas bilaterais, totalizando 92 fraturas.
           Das fraturas unilaterais, 30 acometeram o lado direito (40%) e
           28 o lado esquerdo (37,4%).
             Em relação ao género, 81,4% dos casos eram indivíduos do
           género masculino (61 homens) e 18,6% eram do género femi-
           nino (14 mulheres).
             A média de idade encontrada foi de 34,2 anos com idade   Figura 1. Distribuição do tratamento de acordo com o
           mínima de 1 ano e máxima de 82 anos. Quando comparadas   método seguido: cirúrgico vs. não cirúrgico
           as idades, 34 pacientes encontravam -se na faixa etária de in-
           divíduos adultos (45,7% dos casos), seguidos por adultos jo-
           vens, com 32 casos (42,7%), 7 indivíduos menores de idade
           (9,3%) e idosos com apenas 2 casos (2,6%).
             As mais diversas etiologias foram observadas na pesquisa,
           sendo a mais prevalente o acidente de moto, com 29 casos
           (38,7% da amostra). Em uma sequência decrescente de etiolo-
           gias aparece o acidente automobilístico como segunda causa
           mais comum, com treze casos (17,4%), seguido de agressão
           física, com 8% (seis casos), acidentes ciclísticos e quedas de
           nível com cinco casos cada (6,6%), quedas de própria altura e
           atropelamento com quatro casos cada (5,4%), acidentes de tra-
           balho e desportivo com três casos cada (4%). Dois pacientes
           sofreram ferimento por projétil de arma de fogo (2,6%) e ape-
           nas um caso de fratura de Côndilo Mandibular através de fe-
           rimento por arma branca (1,3%).
             Apenas onze pacientes apresentaram fratura isolada de   Figura 2. Distribuição do método de fixação interna
           côndilo mandibular (14,7% dos casos), ao passo que 64 pacien-  rígida utilizado no tratamento cirúrgico
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