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rev port estomatol med dent cir maxilofac . 2018;59(1):30-35             31


                                            Retrospective evaluation of oral changes in children with acute
                                            lymphoblastic leukemia

                                            a b s t r a c t

           Keywords:                        Objective: To evaluate the stomatologic changes in a patient with acute lymphoblastic leu-
           Cancer                           kemia (ALL) under chemotherapy, as well as the therapeutic approaches used.
           Children                         Methods: A retrospective evaluation was carried out by collecting data on oncological cancer
           Leukemia                         treatment in the town of Natal (LIGA). The evaluated variables were sex, age, race, oral ma-
           Mucosa                           nifestations before and during the chemotherapeutic treatment, simultaneous systemic
                                            diseases and possible associations. It should be emphasized that a single patient may pre-
                                            sent more than one oral manifestation.
                                            Results: Seventy-one patients were evaluated. Oral mucositis was the most frequent altera-
                                            tion (72.1%), followed by hyperemia (32.8%), petechiae (23%), candidiasis (13.1%), fungus
                                            (4.9%), gingival bleeding (4.9%), hyperplasia (3.3%), xerostomia (3.3%), herpes (3.3%), cheilitis
                                            (1.6%), ulceration (1.6%) and depolarization of the back of the tongue (1.6%). Mucositis was
                                            more present in women, with a statistically significant association (p = 0.020).
                                            Conclusion: There is a high incidence of lesions during chemotherapy in children with ALL.
                                            This incidence can be minimized by the dentist, in an attempt to reduce morbidity and oral
                                            complications, thus increasing the patient’s comfort and quality of life during therapy. (Rev
                                            Port Estomatol Med Dent Cir Maxilofac. 2018;59(1):30-35)
                                                            © 2018 Sociedade Portuguesa de Estomatologia e Medicina Dentária.
                                                  Published by SPEMD. This is an open access article under the CC BY-NC-ND license
                                                                        (http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/).








                                                               também nos tecidos normais, principalmente naqueles que
           Introdução                                                                               10,12
                                                               possuem rápida divisão celular (mucosa bucal).
           O câncer é a maior causa de morte por doenças em crianças e   Sabe -se, que fatores como tipo de droga, dose e frequência do
                                                   1
           adolescentes, 13% a 24% nos países desenvolvidos.  A neopla-  tratamento, tipo de malignidade, idade e hábitos de higiene oral
           sia maligna mais prevalente nesta faixa etária é a leucemia,   do paciente, afetam diretamente a severidade dessas lesões. 9,11
           25% a 50% de todos os tipos de câncer que acometem crianças   Essas complicações orais podem ser graves e interferir na
           e adolescentes. 2                                   terapêutica médica, ocasionando complicações sistêmicas que
              As leucemias ocorrem devido à proliferação desorganizada   podem afetar a qualidade de vida dos pacientes. 4,6,11  O
           dos blastos. Com o acúmulo de blastos na medula óssea, as   cirurgião -dentista (CD) é indispensável nesse contexto com o
           outras células sanguíneas são suprimidas e à medida que a   diagnóstico e ao longo do tratamento, promovendo o controle
           doença progride e excesso de blastos pode ganhar a corrente   dos focos de infecção e aliviando o desconforto. 6
                                       1,2
           sanguínea e infiltrar outros tecidos.  A leucemia é subdividi-  Partindo da hipótese que altas frequências de leões orais
           da em grupos. A primeira divisão ocorre nas formas aguda e   em pacientes com LLA submetidos ao tratamento quimiote-
           crônica (evolução da doença), e a segunda divisão ocorre de   rápico perdem em qualidade de vida, sendo o CD indispensá-
           acordo com a linhagem celular afetada, sendo denominadas   vel na melhora desse quadro o objetivo deste estudo é avaliar
           leucemias mielóides e linfoides. 1,3  A leucemia linfoblástica   as alterações estomatológicas mais frequentes, bem como as
           aguda (LLA) é o tipo mais comum na infância. 2,4    abordagens terapêuticas mais utilizadas.
              Os pacientes com LLA em tratamento quimioterápico apre-
           sentam manifestações bucais em 30 -95% dos casos. 5 -11  Esses
           pacientes também podem apresentar infiltração leucêmica   Métodos
           gengival, processos inflamatórios gengivais acentuados, san-
           gramentos gengivais espontâneos e sangramento submucoso   Trata -se de um estudo transversal, tendo como unidade de
           bucal, devido à trombocitopenia. 5,7                observação e análise a criança com LLA. Foram utilizados os
              Durante o tratamento antineoplásico, as lesões orais (mu-  dados presentes em prontuários da Casa Durval Paiva e Poli-
           cosite, xerostomia e infecções virais ou fúngicas) podem surgir   clínica (1998 -2016). Este projeto foi submetido ao Comitê de
           como reações adversas, sendo as manifestações orais são mais   Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Rio Grande do
           comuns na fase de indução. 8 -12                    Norte.
              A quimioterapia deveria destruir as células malignas, mas   Foram incluídos pacientes pediátricos do sexo masculino
           devido ao seu mecanismo de ação inespecífico, acaba agindo   ou feminino, com idades entre 1 -16 anos, diagnosticados com
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