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Revista Portuguesa de Estomatologia,
Medicina Dentária e Cirurgia Maxilofacial
rev port estomatol med dent cir maxilofac. 2018;59(1):30-35
Investigação original
Avaliação retrospectiva das alterações orais
em crianças com leucemia linfoblástica aguda
Emmily T F Pinto, Salomão I M L Queiroz*, Patrícia G P Goncalves, Bruno C V Gurgel
Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, RN, Brasil
informação sobre o artigo r e s u m o
Historial do artigo: Objetivo: Avaliar as alterações estomatológicas de paciente com leucemia linfoblástica agu-
Recebido a 21 de Fevereiro de 2018 da (LLA) em quimioterapia, bem como as abordagens terapêuticas utilizadas.
Aceite a 21 de Maio de 2018 Métodos: Foi realizada uma avaliação retrospectiva por meio da coleta de dados nos pron-
On-line a 28 de Junho de 2018 tuários de crianças que estiveram em tratamento oncológico nos últimos 18 anos em um
serviço de atendimento a pacientes oncológicos na cidade de Natal (LIGA). Foram avaliadas
Palavras-chave: as variáveis sexo, idade, raça, manifestação oral antes e durante o tratamento quimioterá-
Câncer pico, doenças sistêmicas simultâneas a leucemia e suas possíveis associações. Ressalta-se
Crianças que um mesmo paciente pode apresentar mais uma manifestação oral.
Leucemia Resultados: A amostra foi constituída por 71 prontuários de pacientes. A mucosite oral foi
Mucosa a alteração mais frequente (72,1%), seguida pela hiperemia (32,8%), petéquias (23%), candi-
díase (13,1%), fungo (4,9%), sangramento gengival (4,9%), hiperplasia, xerostomia e herpes
(ambos com 3,3%), queilite, ulceração e despapilação do dorso da língua (ambos com 1,6%).
A mucosite esteve mais presente no sexo feminino, sendo essa associação estatisticamen-
te significativa (p=0,020).
Conclusão: É evidente a alta ocorrência de lesões orais durante o tratamento quimioterápico
em crianças com LLA. Algumas dessas lesões podem ser evitadas ou minimizadas pela
atuação do Cirurgião-Dentista, na tentativa de diminuir a morbilidade relacionada a essas
complicações bucais, aumentando o conforto e a qualidade de vida dos pacientes durante
a terapia. (Rev Port Estomatol Med Dent Cir Maxilofac. 2018;59(1):30-35)
© 2018 Sociedade Portuguesa de Estomatologia e Medicina Dentária.
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(http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/).
* Autor correspondente.
Correio eletrónico: salomaoisrael10@gmail.com (Salomão Israel Monteiro Lourenço Queiroz).
http://doi.org/10.24873/j.rpemd.2018.06.224
1646-2890/© 2017 Sociedade Portuguesa de Estomatologia e Medicina Dentária. Published by SPEMD.
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