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138                    rev port estomatol med dent cir maxilofac. 2021;62(3):133-140



            Tabela 3. Análise qualitativa dos artigos incluídos usando a Escala Qualitativa de Jadad.
                                                 O método para gerar          O método de
                                      O estudo foi                O estudo foi            Houve descrição
                                     descrito como   a sequência de   descrito como   duplo ‑cego foi   das perdas e   Escore
                                     randomizado?  randomização foi   duplo ‑cego?  descrito e   exclusões?  total
                                                 descrito e apropriado?       apropriado?
            Gurpinar et al. (2019)  16  Sim            Sim           Não          –           Não         2
            Benic et al. (2019)  17     Sim            Sim           Sim         Sim          Sim         5
            Acar et al. (2018)  18      Sim            Não           Não          –           Sim         2
            Kurana et al. (2018)  19    Não             –            Sim         Não          Não         1
            Watanabe et al. (2018)  20  Sim            Não           Não          –           Não         1
            Jervøe ‑Storm et al. (2018)  21  Sim       Sim           Sim         Sim          Sim         5
            Ademovski et al. (2017)  22  Sim           Sim           Sim         Sim          Sim         5
            Van der Sluijs et al. (2017)  23  Sim      Sim           Não          –           Sim         3

            Nakano et al. (2016)  24    Sim            Sim           Sim         Sim          Sim         5
            Sheikh & Iyer (2016)  25    Sim            Sim           Sim         Sim          Sim         5
            Mota et al. (2016)  26      Sim            Não           Não          –           Não         1
            Seemann et al. (2016)  27   Sim            Não           Sim         Sim          Sim         4
            Saad et al. (2016)  28      Sim            Sim           Não          –           Sim         3
            Dereci et al. (2016)  29    Sim            Sim           Sim         Não          Sim         4
            Van der Sluijs et al. (2016)  30  Sim      Sim           Não          –           Sim         3
            Lopes et al. (2016)  31     Sim            Não           Não          –           Sim         2
            Feres et al. (2015)  32     Sim            Sim           Sim         Sim          Sim         5





                                                              tados no tratamento da halitose quando associados à escova-
           Discussão                                          gem com um spray antibacteriano ou enxaguantes bu-
           A halitose é uma condição de etiologia multifatorial, considerada   cais. 25,28,32  Feres et al.,  por exemplo, analisou a eficácia de
                                                                                32
           um problema de saúde por afetar uma grande parcela da popu-  escovar os dentes com creme dental fluoretado e em seguida
               3
           lação.  Com base nisso, o dentista deve compreender suas etiolo-  enxaguar a boca com um antisséptico contendo cloreto de ce-
           gias e aplicar tratamentos adequados para sanar essa problemá-  tilpiridínio (CPC), um antimicrobiano potente na redução da
           tica, entretanto, um estudo prévio com alunos um mês antes de   microflora bucal, tendo como resultados as reduções de gases
           se graduarem em uma faculdade portuguesa de medicina dentá-  organolépticos e de bactérias periodonto -patogênicas causa-
           ria demonstrou que mais da metade da amostra desconheciam   doras de maiores emissões de CVS.
           quais os agentes terapêuticos aplicados para tratar a halitose e   Vale ressaltar ainda que, quando a etiologia da halitose é
           cerca de 72% afirmaram não se sentirem preparados para uma   intraoral (como em 90% dos casos), é imprescindível reduzir a
           abordagem clínica em pacientes com essa condição. 33  micro carga bacteriana dos indivíduos. 4,32  Nessa perspetiva,
             Nesse sentido, com objetivo de reunir as principais inter-  uma das intervenções encontradas nessa revisão foi o uso de
           venções pesquisadas nos últimos cinco anos, esse artigo en-  enxaguatórios bucais contendo clorexidina ou princípios ati-
           controu, principalmente, métodos mecânicos, químicos e bio-  vos de zinco, concomitantes ou de forma isolada. Todos os
           lógicos (compostos com probióticos), associados ou não, que   enxaguatórios são considerados os meios mais fáceis para a
           tiveram o intuito de atenuar a halitose nas populações estu-  veiculação de substâncias antissépticas, sendo uma mistura
           dadas. A partir de uma análise criteriosa da metodologia usa-  do componente ativo, água, álcool, surfactantes, umectantes
           da nessas pesquisas, foi observado que aproximadamente   e flavorizantes. 34
           64,70% (n=11) tinham qualidade aceitável, em detrimento de   Algumas revisões sistemáticas que analisaram a eficácia
           35,30% (n=6) que possuíam baixa validade interna, o que fazem   do uso de enxaguatórios orais na redução do mau odor, além
           com que esses possam não serem possíveis de aplicação em   de afirmarem a total eficiência antimicrobiana e redutora da
           outras populações (validade externa).              halitose provenientes de enxaguantes bucais, encontraram
             Sob esse prisma, dos artigos metodologicamente factíveis   resultados similares ao dessa pesquisa bibliográfica com rela-
           de reprodução ou aplicação, 3 trabalhos obtiveram bons resul-  ção aos princípios ativos mais usados nas pesquisas (clorexi-
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