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rev port estomatol med dent cir maxilofac . 2021;62(3):133-140 139
dina e alguns compostos derivados do zinco). As evidências cos), usados isoladamente ou em conjunto, são os mais
mais convincentes foram o uso dos princípios ativos clorexi- indicados para tratar a halitose.
dina + cloreto de cetilpiridínio + zinco (CHX + CPC + Zn) e Dessa forma, o médico dentista deve ser apto a compreen-
cloreto de zinco + cloreto de cetilpiridínio (ZnCl + CPC). 35,36 der a etiologia e desenvolvimento do mau odor bucal, a partir
Dessa forma, compreendendo que as bactérias gram- de uma boa anamnese, solicitando exames e entendendo o
-negativas anaeróbicas são as principais emissoras de com- histórico médico, quando necessário de forma multidiscipli-
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postos sulfatados voláteis uma das intervenções possíveis de nar, para individualmente aplicar a melhor terapêutica inter-
se aplicar no tratamento da halitose são os probióticos. Sob vencionista a fim de erradicar esse problema.
essa ótica, os probióticos são micro -organismos vivos capazes
de promover saúde ao reduzir o espaço de crescimento de bac-
térias prejudiciais. Em medicina dentária, os probióticos vêm Responsabilidades éticas
sendo usados nos tratamentos de cáries, candidíase, doenças
periodontais, e também na halitose. 16,17,37 Proteção de pessoas e animais. Os autores declaram que para
Benic et al. desenvolveu um dos poucos estudos, de qua- esta investigação não se realizaram experiências em seres
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lidade metodológica boa, sobre o uso de probiótico para tratar humanos e/ou animais.
a halitose. Nesse trabalho, cerca de 32 indivíduos do grupo tes-
te receberam pastilhas produzidas com a bactéria Streptococcus Confidencialidade dos dados. Os autores declaram que não
salivarius, um microrganismo gram -positivo capaz de produzir aparecem dados de pacientes neste artigo.
bactericinas, substâncias que inibem o crescimento de outras
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bactérias, como a S. pyogenes. Os autores dessa pesquisa con- Direito à privacidade e consentimento escrito. Os autores
cluíram que o uso do probiótico com S. salivarius foi eficiente declaram que não aparecem dados de pacientes neste artigo.
para diminuir os índices de halitose, contudo, deve -se analisar
que o fator tempo é considerativo para sanar o problema, além
de que mais estudos devem ser feitos para elucidar de facto a Conflito de interesses
eficácia do tratamento com probióticos, tendo em vista que os
achados são quantitativa e qualitativamente insuficientes para Os autores declaram não haver conflito de interesses.
recomendações adicionais, especialmente no que diz respeito
às estratégias de administração. 39
Com base nas evidências, o tratamento mais rápido e efi- orcid
caz para a halitose, quando referente ao mau odor matinal, é
a escovagem da língua associada ao uso de pastas dentífricas Ismael Lima Silva 0000-0002-5661-9633
contendo derivados do zinco ou o enxaguar da boca com 15 Layla Beatriz Barroso de Alencar 0000-0002-8567-3671
ml de água, e com efeito similar beber um copo de 200 ml de Samara Crislâny Araújo de Sousa 0000-0003-4911-3797
água ao amanhecer. 23,30 Por conseguinte, é salutar verificar o Vitória Freitas de Araújo 0000-0002-6581-3729
motivo da queixa principal do paciente e averiguar se essas João Nilton Lopes de Sousa 0000-0003-3726-386X
intervenções podem se aplicar.
Destarte, dentre as limitações dessa revisão pode -se des-
tacar o baixo número de artigos encontrados, impossibilitando referências
inferir todas as intervenções estudadas nos últimos cinco
anos. Deve -se realizar, assim, novas pesquisas bibliográficas 1. Nunes JC, Oliveira L, Martínez - Sahuquillo A. Halitose: estudo
bem como novos estudos intervencionistas, com qualidade de prevalência e fatores de risco associados numa Unidade
descritiva e metodológica, afim de atenuar lacunas na valida- de Saúde Familiar. Rev Port Med Geral Fam. 2012;28:344 -9.
de interna dos estudos para melhor aplicação e generalização 2. Aguiar MCA, Pinheiro NCG, Marcelino KP, Lima KC. Halitose e
fatores associados em idosos institucionalizados. Rev Bras
para prática clínica dos profissionais com pressuposto de rees- Geriatr Gerontol. 2017;20:866 -79.
tabelecer a saúde dos indivíduos com halitose. 3. Biblioteca Virtual em Saúde. Ministério da Saúde. Halitose
[Acesso em 12 Agos 2020]. Disponível em: http://bvsms.
saude.gov.br/
Conclusões 4. Silva IL, Sousa SCA, Alencar LBB, Palmeira JT, Araújo VF, Sousa
JNL. Etiologia e fatores associados à halitose: uma revisão
integrativa da literatura. Revista Da Faculdade De
A halitose é uma condição de etiologia multifatorial tendo as- Odontologia – UPF. 2021;25:319 -26.
sim diversas intervenções possíveis de se aplicar. Contudo, há 5. Grandizoli DK, Lopes IA, Tucunduva RMA, Castro Junior RC,
a necessidade de mais pesquisas, pois poucos estudos foram Rubira CMF, Santos PSS. Halitose - Etiologia, diagnóstico e
produzidos sobre essa temática nos últimos cinco anos, tratamento - Uma Revisão de Literatura. Prática Hospitalar
destacando -se apenas onze artigos metodologicamente acei- (Impresso). 2014;94:41 -5.
táveis que conduziram a resultados satisfatórios. 6. Mourão EF. Prevalência da halitose, fatores fisiopatológicos
Pode -se inferir que tratamentos mecânicos (escovagem associados. Uma proposta de avaliação. Dissertação
dos dentes e da língua), químicos (enxague bucal com com- [Mestrado em Medicina Dentária] – Universidade Católica
Portuguesa; 2014.
postos ativos derivados do zinco, clorexidina, pastas dentífri- 7. Amorim JA, Lins RDAU, Souza AD, Alves RD, Maciel MAS,
cas, comprimidos e pastilhas) e também biológicos (probióti- Lucena RN. Aspectos epidemiológicos e etiológicos da

