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rev port estomatol med dent cir maxilofac . 2020;61(3):122-127 125
Figura 2. Número de casos diagnosticados com PCM oral de acordo com a idade e
género. F= Feminino; M= Masculino; NI= Não Informado
brancos, em 3,4% (n = 2) dos prontuários a raça não foi infor-
mada. A maioria dos pacientes eram trabalhadores rurais (n = Tabela 2. Achados clínicos dos pacientes em
acompanhamento
15; 25,4%), seguidos por pedreiros (n = 8; 13,5%), motoristas (n
= 7; 11,8%), serviço geral (n = 5; 8,4%) e carpinteiro (n = 3; 5,0%). Descrição Número (%)
Houve um caso de estudante, donas de casa, garçom, agente n = 08 casos
comunitário, mecânico, operador de máquina, pintor, porteiro, Género
representante comercial e caseiro, totalizando em conjunto Masculino 6 (75)
16,9% dos casos. Em 18,6% (n = 11) dos arquivos a ocupação Feminino 2 (25)
não foi informada. Idade 55 – 83 anos
Vinte e quatro pacientes (36,3%) foram registrados como
fumadores e oito deles eram alcoólicos. Dezassete (28,0%) dos Residência 7 (87.5)
Urbana
pacientes eram da cidade do interior e 14 (23,0%) da capital e Rural 1 (12.5)
região metropolitana. Vinte e nove casos (49,0%) não foram
informados. Data do diagnóstico 2005 – 2013
As caracterizações clínicas das lesões foram obtidas nos Indivíduos fumadores 3 (37.5)
registros. As lesões foram descritas como úlcera (n = 39; 66,0%), Sintomatologia
lesão erosiva (n = 8; 13,5%), lesão hiperplásica (n = 4; 6,7%), Sintomático 3 (37.5)
nódulo (n = 4; 6,7%) e sem informação (n = 4; 6,7%). As localiza- Assintomático 5 (62.5)
ções anatómicas das lesões foram: mucosa oral (n = 14; 23,7%), Localização anatómica
lábio (n = 8; 13,5%), língua (n = 10; 16,9%), gengiva / crista alveo- Palato 1 (12.5)
lar (n = 6; 10,1 %), palato (n = 4; 6,7%), assoalho da boca (n = 1; Mucosa oral 2 (25)
1,7%), orofaringe (n = 1; 1,7%); áreas múltiplas (n = 13; 22,0%) e Lábios 2 (25)
Língua 3 (37.5)
não informadas (n = 2; 3,3%). A sintomatologia foi observada
em 38,9% (n = 23) dos indivíduos, enquanto os assintomáticos Hipóteses diagnósticas
foram 27,1% (n = 16) e nenhuma informação 22,0% (n = 20). A Paracoccidioidomicose 6 (75)
primeira hipótese diagnóstica dos casos foi PCM (n = 20; 33,8%), Carcinoma de células escamosas 2 (25)
seguida de carcinoma espinocelular (n = 6; 10,0%). Curados 8 (100)
Após o contato, apenas 8 (13,3%) dos casos retornaram para
Recidivas 0 (0)
reavaliação. Durante os exames, não foram observadas lesões
e as caracterizações demográficas e clínicas foram sumariza-
das na Tabela 2. dos registros de biópsia de 59 pacientes brasileiros encami-
nhados para um centro de diagnóstico oral. Um estudo brasi-
leiro recente, baseado em um relatório da frequência de le-
Discussão sões de PMC em seis centros de referência, demonstrou que a
PCM representa 0,3% dos casos entre as lesões orais e maxilo-
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O PCM é uma importante doença sistêmica na América Lati- faciais diagnosticadas. Os dados do presente estudo corrobo-
na. O presente estudo descreve dados demográficos e clínicos ram com esta estimativa.

