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rev port estomatol med dent cir maxilofac . 2020;61(2):64-71 69
Figura 7. Relação entre ser fumador e o género Figura 8. Relação entre ser fumador e o género
na população com deficiência. na população sem deficiência.
Figura 9. Relação entre consumo de bebidas alcoólica Figura 10. Relação entre consumo de bebidas alcoólica
e o género na população com deficiência. e o género na população sem deficiência.
Quanto aos hábitos alimentares, cerca de 73% da popula-
ção com deficiência afirmou consumir alimentos cariogénicos Discussão
(biscoitos e bolos; geleias ou mel; pastilhas com açúcar; doces/ No presente estudo, 94,2% dos indivíduos da amostra sem de-
guloseimas; refrigerantes) pelo menos uma vez por semana, ficiência realizam a higiene oral diariamente, 49,2% usa elixir
valor este bastante significativo e similar ao da população sem oral e 47,1% usa fio dentário, sendo tais resultados semelhan-
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deficiência (75,5%). tes aos verificados na população geral portuguesa, em que
Verificámos também que 24,2% da amostra com deficiência 97,6% da amostra higieniza a cavidade oral de forma diária e
intelectual leve era fumadora e 24% afirmou ter consumido be- 45,4% utiliza elixir oral. Como potenciais causas para os re-
bidas alcoólicas no último mês. Já na população sem deficiência, sultados encontrados na população sem deficiência podem-
22,1% dos indivíduos eram fumadores e 57,1% consumiu bebidas os, eventualmente, apontar as escassas capacidades económi-
alcoólicas no mês anterior. Em ambas as populações, a percenta- cas de uma parte significativa da população, bem como a falta
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gem de fumadores (população sem deficiência X =35,420; de consciencialização acerca da importância dos cuidados de
p=0,001; população com deficiência X (1)=11,996; p=0,001) e o higiene oral, pois a saúde oral não é considerada uma priori-
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consumo de bebidas alcoólicas (população sem deficiência dade face a outras potenciais necessidades médicas.
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X =51,330; p=0,001; população com deficiência X =5542,0; p<0,001) Já na população portadora de deficiência intelectual leve,
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foram superiores para o género masculino (Figuras 7, 8, 9 e 10). verificámos resultados inferiores uma vez que apenas 79,6%

