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rev port estomatol med dent cir maxilofac . 2018;59(2):119-124         123























            Figura 10. Posição da margem gengival 1 semana      Figura 13. Vista do sorriso um ano após cirurgia
            pós-operatório (remoção da sutura)



                                                               Discussão e conclusões

                                                               A erupção passiva alterada é uma situação comumente
                                                               tratada recorrendo a cirurgia de alongamento coronário,
                                                               por gengivectomia ou retalho de reposicionamento apical,
                                                                                                       9
                                                               com ou sem ostectomia, dependendo do subtipo. No pre-
                                                               sente caso, foram utilizadas sondas de Chu (medidores de
                                                               proporcionalidade) e sondagem óssea para assistir diferen-
                                                               tes fases de planeamento e procedimento cirúrgico. É ne-
                                                               cessário ter em conta que a cirurgia óssea ressectiva, quan-
                                                               do  excessiva,  poderá  levar  a  recessão  gengival.  Por  outro
                                                               lado, uma cirurgia óssea ressectiva insuficiente ou a incor-
                                                               reta manipulação do retalho poderá determinar apenas
                                                               uma resolução parcial da EPA.  Caso a margem do retalho
                                                                                       7
            Figura 11. Follow-up 1 mês após cirurgia           seja posicionada ao nível da crista óssea, ocorre em média
                                                               um ganho pós-operatório dos tecidos supraósseos em tor-
                                                                          4
                                                               no dos 3mm,  podendo levar um mínimo de 3 meses a
                                                               completar o crescimento vertical. Para cirurgias realizadas
                                                               em áreas que envolvem a zona estética, poderá levar cerca
                                                               de 6 meses até se obter a posição final da margem gengival
                                                               livre. 13
                                                                 Um planeamento correto e cuidadoso pode evitar compli-
                                                               cações indesejadas e aumentar a estabilidade pós-cirúrgica do
                                                               formato gengival. 4
                                                                 A escolha de um retalho de reposicionamento apical deve-
                                                               -se à excelente previsibilidade do outcome, uma perda óssea
                                                               pós-operatória reduzida e preservação da gengiva queratini-
                                                                   14
                                                               zada.  Ainda assim, é importante considerar que esta técnica
                                                               acarreta um risco de recessão gengival e de hipersensibilidade,
                                                               por exposição das superfícies radiculares. 11,15
                                                                 Mais recentemente, técnicas alternativas como gengi-
                                                               vectomia com laser foram consideradas em cirurgia plás-
            Figura 12. Follow-up 1 ano após cirurgia
                                                               tica periodontal e têm-se tornado cada vez mais frequen-
                                                                  16
                                                               tes.   Dado  que  dependendo  do  caso,  muitas  vezes  é
                                                               necessária a realização de ostectomia para evitar a recidi-
           sorriso. A paciente retornou à consulta passado 1 mês (Figu-  va da margem gengival e preservar a estabilidade, esta te-
           ra 11), seis meses e intervalos anuais após o procedimento   rapia é considerada insuficiente na resolução de alguns ca-
           cirúrgico (Figuras 12 e 13), mostrando-se satisfeita com o re-  sos de EPA.
           sultado final.                                        No que toca ao uso de toxina botulínica, esta poderá ser
                                                               vantajosa em casos de hiperatividade muscular ou quando o
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