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rev port estomatol med dent cir maxilofac . 2018;59(2):119-124         121


           gival livre existente. Deste modo, a ressecção seria limitada a
           alterar o osso numa direção ocluso-apical, atingido uma di-
           mensão de 3mm de exposição dentária supracrestal. 11
              O conceito de espaço biológico foi definido como o com-
           primento médio do epitélio juncional e inserção do tecido con-
           juntivo, que ronda os 2 mm e exclui o sulco gingival (0,69 mm).
           Devido a este conceito, é imperativo que o alongamento coro-
           nário diste 3 mm entre a crista óssea e a JAC ou margem da
           restauração, garantindo a preservação deste espaço. 1, 10, 11
              De modo a atingir um alongamento coronário proporcional
           e estético é vantajoso utilizarem-se medidores de proporção
           de Chu. Estas sondas de proporcionalidade adicionam uma
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           abordagem biológica à técnica cirúrgica periodontal.
              O objetivo deste caso clínico prende-se com a descrição da
           sequência clínica de alongamento coronário com recurso a um   Figura 2. Vista pré-operatória dos dentes maxilares
           retalho de reposição apical de modo a corrigir a EPA.  anteriores


           Caso clínico                                        alongamento coronário. Primeiro foi efetuada uma sondagem
                                                               óssea, com uma sonda óssea (Sounding Gauge, Hu-Friedy Inc,
           Uma paciente de 21 anos, caucasiana, do sexo feminino foi   Chicago, IL, USA), procedimento que permitiu planear a me-
           encaminhada  para o  Departamento  de  Periodontologia da   lhor abordagem cirúrgica a tomar (Figura 3).
           Clínica Dentária Universitária Egas Moniz com o desejo de   De seguida, a proporção comprimento/largura ideal para os
           melhorar a estética nos seus dentes ântero-superiores. A pa-  dentes foi determinada usando a sonda de proporção (Figure 4);
           ciente  apresentava  um  bom  estado  de  saúde  geral. A  nível
           dentário apresentava dentes anteriores maxilares com coroas
           clínicas curtas (Figura 1). O motivo da consulta prendia-se
           com o excesso gengival ao sorrir e referia descontentamento
           por apresentar dentes maxilares anteriores pequenos, curtos
           e quadrados (Figura 2).
              Ao exame clínico, determinou-se saúde periodontal, com
           gengiva queratinizada entre 4 a 7 mm de altura e menos de 3
           mm de profundidade de sondagem em todas as localizações.
           Foi diagnosticada EPA tipo I subdivisão A.
              Previamente à cirurgia, a paciente foi informada relativa-
           mente ao procedimento cirúrgico, aos seus objetivos e foi-lhe
           dado um consentimento informado.  Após bochecho com
           clorhexidina a 2% durante um minuto, a área cirúrgica foi
           anestesiada e foram utilizadas medidores de proporção de Chu
           (Hu-Friedy Inc, Chicago, IL, USA) de modo a guiar a técnica de
                                                                Figura 3. Sondagem do sulco e sondagem óssea






















            Figura 1. Vista pré-operatória da paciente. Sorriso
            gengival e erupção passiva alterada com alterações nas   Figura 4. Avaliação das proporções dentárias recorrendo
            dimensões dentárias                                 à sonda de proporção
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