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                                            Two surgical proposals for labial frenectomy
                                            – conventional and high-power laser

                                            a b s t r a c t

           Keywords:                        The aim of this study was to report two clinical cases of labial frenectomy, one performed by
           Laser therapy                    the conventional technique and the other using a high-power laser, regarding the presence
           Labial frenulum                  of trans-surgical bleeding, surgical time, pain, post-surgical edema and inflammation, need
           Oral surgical procedures         for medication, and mucosal tissue appearance after seven days. Two patients sought care at
                                            the Clinic of Dentistry at the Federal University of Maranhão with an indication of frenectomy.
                                            We opted for the conventional surgical technique in patient 1 and for the high-power diode
                                            laser in patient 2. The two surgeries happened at the same time so that comparison would be
                                            possible. Laser frenectomy proved to be very convenient since there was no trans- and post-
                                            operative bleeding, no need for pre- or post-surgical medication, no pain, no edema nor in-
                                            flammation after seven days, and the surgical time was shorter, when compared to conven-
                                            tional. (Rev Port Estomatol Med Dent Cir Maxilofac. 2018;59(2):125-130)
                                                            © 2018 Sociedade Portuguesa de Estomatologia e Medicina Dentária.
                                                 Published by SPEMD. This is an open access article under the CC BY-NC-ND license
                                                                       (http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/).





                                                              pensada, tal como utilização de diversos instrumentos, o que
           Introdução
                                                              pode facilitar aceitação da cirurgia, principalmente por pacien-
           O freio labial é uma prega da mucosa bucal com formato   tes odontopediátricos, 11-12  uma vez que só é necessário o LA-
           triangular ou em lâmina de faca, de origem congênita, consti-  SER e o jogo clínico de atendimento.
           tuída por tecido fibroso ou fibromuscular recoberto por mem-   O aspeto durante a cirurgia é bastante favorável, devido à
           brana mucosa, que se estende da face interna do lábio até o   ausência de sangramento. 10,11  A quantidade de anestésico, o
           limite mucogengival, na região dos incisivos centrais. 1,2,3  Por   tempo de cicatrização, a dor e o edema também são reduzidos
           limitar movimentos dos lábios, impede excessiva exposição   quando se utiliza o LASER para realizar a frenectomia. 6,8,10
           gengival e promove estabilização da linha média. 2,4  Diante do exposto, o objetivo deste trabalho é relatar dois
             No entanto, existem casos em que a inserção do freio   casos clínicos de frenectomia labial, sendo um realizado pela
           ultrapassa o limite mucogengival, provocando tração anor-  técnica convencional, e o outro utilizando LASER de diodo
           mal do lábio e da gengiva marginal, dificultando movimen-  de alta potência, apresentando alguns critérios para compa-
           tação labial e promovendo retração gengival e exposição   rar as duas técnicas quanto ao trans-operatório (tempo gas-
           radicular. 5,6                                     to durante a cirurgia, quantidade de material utilizado), a dor
             Para diagnóstico correto das anomalias do freio labial, são   pós-operatória e a utilização de medicação, embasados na
           necessários exames clínico e radiográfico. O exame clínico   literatura pertinente e avaliando os pacientes após 7 dias da
           consiste, fundamentalmente, em tracionar o lábio e localizar   cirurgia.
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           visualmente a região de isquemia.  Freio anormal comumen-
           te produz isquemia na face palatina da papila, e geralmente
           vem acompanhado de diastema mediano interincisivo. 3,7-9    Casos clínicos
           Exame radiográfico faz-se necessário para descartar presença
           de dentes supranumerários ou ausência da fusão dos proces-  Caso clínico 1
           sos maxilares. 3                                   Paciente do género masculino, 39 anos, buscou atendimento
             Frenectomia é indicada quando o freio estiver associado   na Clínica III do Curso de Odontologia da Universidade Federal
           à inflamação da gengiva, resultante da dificuldade de higie-  do Maranhão (UFMA), para realização de frenectomia, após ter
           ne, recessão gengival, vestíbulo raso, ou provocar diastema   sido encaminhado por ortodontista. Nenhuma alteração rele-
           interincisivo, interferindo na estética, na fonação e na adap-  vante foi relatada na anamnese.
           tação de próteses. 4,7  Frenectomia pode ser realizada pela   Ao tracionar o lábio superior, foi possível observar dias-
           técnica convencional com bisturi, eletrocautério, ou a LASER   tema interincisivos e nítida isquemia na região da papila en-
           de alta potência. 7,6,10,11                        tre incisivos centrais superiores, indicando inserção anormal
             A técnica utilizando LASER de alta potência é uma opção   do freio (Figura 1). Optou-se pela frenectomia utilizando téc-
           que tem demonstrado resultados bastante satisfatórios, por   nica cirúrgica convencional. O paciente estava sob controle
           apresentar alta precisão de incisão e redução do tempo ci-  periodontal, sem sítios inflamados e com índice de placa in-
           rúrgico, pois corta, vaporiza, coagula e esteriliza, 9-11  além de   ferior a 20%. Foi administrado, via oral a medicação de Dexa-
           não necessitar de sutura, na grande maioria dos casos. 1,3,7,10,12    metasona 4 mg (Laboratório Medley, Brasil) uma hora antes
           A montagem do campo operatório tradicional também é dis-  do procedimento.
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