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XLVII REUNIÃO ANUAL DA SPAIC / RESUMOS DAS COMUNICAÇÕES ORAIS,
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          CC18 – QUANDO A DESSENSIBILIZAÇÃO A               3.ª sessão (4 frascos; protocolo reformulado com duplicação do
          FÁRMACOS FALHA: A TEMPESTADE CITOCÍNICA           tempo de perfusão nos passos do frasco D, passos intermédios,
          COMO OBSTÁCULO TERAPÊUTICO                        reforço da pré-medicação e fluidoterapia): reação no 1.º passo do
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          Geraldes R , Guedes C , Freitas T , Ribeiro C , Cunha F , Todo -Bom A 1,2  frasco D (20 mL/h), com dor lombar/torácica muito intensa, re-
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          1   Serviço de Imunoalergologia, ULS Coimbra, Coimbra, Portugal  fratária à terapêutica (>2h), calafrios e cianose labial.
          2   Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra, Coimbra,   DFA: IL-6=4041 pg/mL.
           Portugal                                         A reação foi tratada, mas o tratamento não foi retomado, tendo
                                                            mudado de esquema terapêutico.
          Introdução: As tempestades citocínicas (TC) caracterizam-se pela   Discussão: Os achados clínicos, associados às elevações seriadas da
          libertação massiva de citocinas pró-inflamatórias, podendo ser induzi-  IL-6, corroboram o diagnóstico de TC durante as dessensibilizações
          das por fármacos como oxaliplatina, taxanos e anticorpos monoclonais.   realizadas. Este caso ilustra que a dessensibilização pode ser inviável
          Nestas reações, a dessensibilização pode constituir um desafio clínico.  em contexto de TC, apesar dos casos de sucesso descritos. Tera-
          Descrição do Caso: Mulher, 44 anos, com carcinoma do reto   pêuticas dirigidas ao milieu citocínico, nomeadamente o tocilizumab
          metastizado sob quimioterapia adjuvante com FOLFOX (oxalipla-  (anti-IL-6), poderão constituir alternativas promissoras nestes casos.
          tina/leucovorina/fluorouracilo)+bevacizumab, apresentou em
          2023, no 9º ciclo, exantema facial exuberante, lombalgia e vómitos,
          que impediram a sua conclusão. Posteriormente, cumpriu novo   CC19 – DA RINITE OCUPACIONAL À ANAFILAXIA
          esquema terapêutico, sem intercorrências até 2026. Por nova pro-  ALIMENTAR: SENSIBILIZAÇÃO À GOMA DE GUAR
          gressão da doença, retomou FOLFOX+bevacizumab, com reação   E REATIVIDADE CRUZADA COM LEGUMINOSAS
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          semelhante no 1º ciclo durante a perfusão de oxaliplatina.   Guimarães J , Silva L , Dias C , Vieira J , Pereira H , Marcelino J 1,2,3 ,
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          Assim, elaborou-se um protocolo de dessensibilização à oxalipla-  Tomaz E 1
          tina, visando a sua manutenção.                   1  Unidade Local de Saúde da Arrábida, Setúbal, Portugal
          1.ª sessão (3 frascos): reação no 4º passo do frasco C (120 mL/h) com   2  Charité–Universitätsmedizin Berlim, Berlim, Alemanha
          prostração, cianose labial e febre (38,5ºC). Após melhoria com para-  3   Fraunhofer Institute for Translational Medicine and Pharmacology
          cetamol, metilprednisolona e clemastina foi possível completar o ciclo.   ITMP, Berlim, Alemanha
          Doseamentos em fase aguda (DFA): IL-6=10178 pg/mL (<7 pg/ml);
          triptase=3,4 ug/L (<11,4 ug/L).                   Introdução: A goma de guar é um polissacarídeo extraído da
          2.ª sessão (mesmo protocolo; reforço da pré-medicação e fluidotera-  leguminosa Cyamopsis tetragonolobus amplamente utilizada na
          pia): reação no 2º passo do frasco C (40 mL/h), com lombalgia, calafrios   indústria como espessante, estabilizador e agente gelificante. A
          e cianose labial. Completou o ciclo após terapêutica sintomática.   exposição inalatória crónica pode potenciar a sensibilização e in-
          DFA: IL-6=567 pg/mL.                              duzir alergia alimentar por reatividade cruzada.


































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                                             REVIST A POR TUGUESA DE IMUNO ALERGOLOGIA
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