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XLI REUNIÃO ANUAL DA SPAIC / RESUMOS DAS COMUNICAÇÕES ORAIS E DOS POSTERS





          CO 26 – Imunoterapia com aeroalergénios durante a   CO 27 – Comparação de dois testes laboratoriais
          pandemia COVID -19: O reinício                    distintos de diagnóstico molecular – ISAC vs ALEX
          M Bragança, J L Plácido, L Amaral                 A Palhinha , M Lobato , I Carrapatoso , A M Romeira , S Prates ,
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          Serviço de Imunoalergologia, Centro Hospitalar Universitário de   V Matos , P Leiria -Pinto 1,3
          São João, Porto, PORTUGAL                         1   Serviço de Imunoalergologia, Hospital de Dona Estefânia, Centro
                                                             Hospitalar Universitário de Lisboa Central, Lisboa, PORTUGAL
          Objectivo: A atividade assistencial não urgente do Serviço de   2   Laboratório de Imunologia, Hospital de São José, Centro
          Imunoalergologia (SIA) foi suspensa devido à pandemia COVID -19.   Hospitalar Universitário de Lisboa Central, Lisboa, PORTUGAL
          Com a retoma da rotina hospitalar, os doentes sob Imunoterapia   3   CEDOC, Integrated Pathophysiological Mechanisms Research
          Subcutânea com aeroalergénios (SCIT -a) foram convocados para   Group, Nova Medical School, Lisboa, PORTUGAL
          retomar o tratamento. Para evitar a sobrelotação da sala de es-
          pera, a SCIT foi reiniciada na fase de manutenção. O objetivo   Objectivo: O diagnóstico molecular entrou na rotina da investi-
          deste trabalho foi avaliar a segurança do reinício da SCIT sem   gação alergológica. O ISAC é o ensaio multiplex utilizado na nos-
          ajuste de dose.                                   sa prática clínica, mas há um novo teste (ALEX) atualmente dis-
          Metodologia: Avaliação retrospetiva dos doentes que reiniciaram   ponível. O objectivo foi comparar a utilidade clínica de ISAC e
          SCIT entre maio e julho de 2020 após suspensão da administração   ALEX no diagnóstico e decisão terapêutica.
          da mesma em contexto de estado de emergência por COVID -19.   Metodologia: Selecionámos consecutivamente 20 doentes com
          Foram incluídos os doentes a realizar SCIT -a no SIA, que se en-  ISAC pedido, nos quais ambos os ensaios foram realizados. Dois
          contravam na fase de manutenção sem história de reações prévias.   grupos distintos de investigadores, com acesso à mesma informa-
          Os extratos utilizados eram exclusivamente polimerizados sendo   ção clínica, avaliaram os resultados de cada teste e cada um fez a
          administrados pela equipa de enfermagem, sob vigilância do imu-  sua proposta de diagnóstico e terapêutica de acordo com os re-
          noalergologista assistente com um período de vigilância de 30   sultados. Foram comparados os resultados e as decisões clínicas
          minutos. As reações adversas foram classificadas como imediatas   dos grupos.
          (até 30 minutos) ou tardias, e locais, locais extensas (> 2,5 cm) ou   Resultados: A amostra apresentou uma idade média de 28,2±16,4
          sistémicas, de acordo com tempo de manifestação e extensão,   anos, com distribuição de género similar. Dezanove doentes apre-
          respetivamente.                                   sentavam alergia respiratória (AR) e 9 tinham alergia alimentar
          Resultados e conclusões: Um total de 273 doentes foram agen-  (AA) suspeita/confirmada. O ISAC foi pedido em 14 doentes para
          dados e 241 realizaram o reinício no SIA; 46,5 % do sexo feminino,   decisão de imunoterapia para aeroalergénios (ITE) e em 6 para
          idade média de 23±14 anos. O diagnóstico mais frequente é a ri-  investigação de AA. Dos doentes com AR, relativamente aos ae-
          nite, acometendo 97,5% doentes, 45,1% dos quais com rinocon-  roalergénios presentes em ambos os ensaios, 12 apresentaram
          juntivite. A asma estava presente em 38,6%, e é diagnóstico único   resultados semelhantes, mas em 7 casos sensibilizações conside-
          em 2,5% dos doentes. Mais de metade dos doentes (51%) realiza-  radas significativas foram detetadas apenas no ISAC, condicionan-
          vam SCIT de ácaros, 24,1% de pólenes, 24,1% de mistura de ácaros   do diferentes propostas de imunoterapia em 4 deles. Adicional-
          e pólenes, e 0,8% de mistura de ácaros e faneras de gato. A média   mente, em 8 doentes o ALEX identificou sensibilizações
          de dias de atraso era 65±20 dias. Apenas 5 doentes apresentaram   potencialmente relevantes a alergénios não presentes no ISAC
          reação local, 4 dos quais estavam sob SCIT de ácaros e 1 de mis-  (Alnus, Amaranth, Glycyphagus). Encontrámos falsos positivos
          tura de ácaros e faneras de gato. Nenhum doente apresentou   para alergénios moleculares alimentares em ambos os testes (4
          reação local extensa ou sistémica e todos continuaram a SCIT.  ISAC, 11 ALEX).
          As recomendações para reinício da SCIT são escassas e pouco   Conclusão: ALEX e ISAC demonstraram resultados compará-
          consensuais implicando a repetição do protocolo de indução ultra-  veis na maioria dos doentes. Contudo, em doentes com AR,
          -rush, na maior parte dos casos. Os resultados obtidos sugerem   resultados discrepantes levaram a diferentes decisões clínicas de
          que, nos extratos polimerizados, é seguro reiniciar SCIT -a na fase   ITE. O ALEX detetou sensibilizações previamente desconhecidas,
          de manutenção sem ajuste de dose. Nenhum dos doentes com   cuja relevância clínica exije investigação futura. Estes resultados
          SCIT com pólenes apresentou reação adversa, questionando a   sugerem que os ensaios multiplex podem não ser suficientes para
          necessidade de ajustar a dose de reinício destes extratos durante   decidir a melhor ITE. Nos doentes com suspeita de AA, ambos
          a época polínica. Mais dados são necessários para suportar estas   os ensaios foram úteis na identificação de alergénios moleculares
          hipóteses.                                        específicos de espécie, mas encontrámos diferenças como a in-
                                                            capacidade do ALEX identificar Jug r 3, um alergénio com rele-
                                                            vância clínica nos doentes estudados. É essencial saber reconhe-
                                                            cer resultados falsos positivos, na nossa amostra mais frequentes
                                                            com o ALEX. Nenhum dos testes foi particularmente útil quan-
                                                            do a história clínica era vaga. A amostra é pequena pelo que
                                                            estes resultados precisam ser confirmados em grupos com maior
                                                            número de doentes.




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                                             REVIST A POR TUGUESA DE IMUNO ALERGOLOGIA
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