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XLI REUNIÃO ANUAL DA SPAIC / RESUMOS DAS COMUNICAÇÕES ORAIS E DOS POSTERS
SESSÃO DE COMUNICAÇÕES ORAIS IV CO 23 – Imunoterapia sublingual com PRU P 3:
Segurança do protocolo rush versus ultra -rush
ALERGÉNIOS E ITA E IDP M ISsilva, M Paulino, F C Duarte, C Costa, E Pedro
Serviço de Imunoalergologia, Hospital de Santa Maria, Centro
Dia: 26 de Setembro Hospitalar Universitário Lisboa Norte, Lisboa, PORTUGAL
Horas: 08h30 – 10h00
Sala: 2 Objectivo: As proteínas de transferência lipídica(LTP) estão
presentes nos alimentos vegetais e as manifestações de hiper-
Moderadores: Amélia Spínola, Carlos Lozoya, Rodrigo Rodrigues Alves sensibilidade variam desde síndrome de alergia oral(SAO) à anafi-
laxia. O risco de reação grave e a probabilidade dos doentes(dts)
CO 22 – Série de 7 casos de imunoterapia com veneno reagirem a outros alimentos(síndrome LTP) tornam esta alergia
de himenópteros com pauta ultrarrápida de 4 passos um alvo importante para imunoterapia(IT). A IT sublingual(SLIT)
R Moço Coutinho, A M Mesquita, J L Plácido, A Coimbra com Pru p3 pode ser usada como terapêutica eficaz, mas a fase
Centro Hospitalar Universitário de São João, Porto, PORTUGAL de indução(FI) do protocolo rush(PR) é demorada. O objetivo
consiste em comparar a segurança do PR SLIT Pru p 3 versus
Objectivo: As pautas ultrarrápidas (UR) utilizadas para iniciação protocolo ultra -rush(PUR), adaptado do Hospital Virgen Maca-
de imunoterapia com veneno (VIT) de himenópteros são proto- rena de Sevilla.
colos mais simples e convenientes, mantendo a segurança. O pro- Metodologia: Estudo retrospetivo comparando a segurança
tocolo de Birnbaum [Clin Exp Allergy, 2003] consiste em 6 admi- da SLIT Pru p3(Alk -Abello ) PR versus PUR em dts com sín-
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nistrações de doses crescentes de veneno até à dose cumulativa drome LTP seguidos entre 2012 e 2020 na Unidade de Alergia
de 101,1 µg em 210 minutos. No nosso serviço, desde 2015 que as Alimentar.
pautas foram encurtadas para 5 passos com dose cumulativa total Resultados e conclusões: 45 dts: 40(29 mulheres -72,5%) -PR e
de 101 µg, administrada em 180 minutos, sem aumento das reações 5(4 mulheres -80%) -PUR. Apresentação do síndrome LTP: SAO
sistémicas graves [RPIA 2019, Supl. 1]. em 11 (27,5%) dts e reações sistémicas em 29 (72,5%) -15 (51,7%)
Objetivo: Avaliação da segurança de 7 pautas UR de VIT encur- urticária/angioedema e 14 (48,3%) anafilaxia no PR; SAO em 2
tadas para 4 passos. (40%) dts e anafilaxia em 3 (60%) no PUR. Valor médio de Pru
®
Metodologia: Revisão dos registos clínicos de 7 doentes que p3(ImmunoCAP ISAC ThermoFisher Scientific, ISU -E): 4,9 no
realizaram pautas UR para iniciação de VIT com um protocolo grupo PR e 5,9 no grupo PUR. No PR, FI de 4 dias com doses
acelerado de 4 aplicações com dose inicial de 10 µg, dose cumula- cumulativas (DC) de Pru p3: 0,24ug -dia 1; 2,2ug -dia 2; 36ug -dia 3;
tiva total de 100 µg administrada em 150 minutos, seguidos de um 40ug -dia 4; no PUR, FI de 2 dias com DC: 2,44ug -dia 1; 100ug -dia
período de vigilância de pelo menos 4 horas em Hospital de Dia. 2. Na FI, 5 dts do PR tiveram reações: 3 (60%) SAO (DC 0,022,
Todos os doentes tinham feito pré -medicação com anti -histamínico 2,44 e 0,022ug) com resolução espontânea, 1 (20%) aperto oro-
e estavam cateterizados e monitorizados. faríngeo (DC 8ug) que resolveu com anti -histamínico(anti -H1) oral
Resultados e conclusões: Os doentes tinham idades entre os e 1 (20%) edema da úvula (DC 38ug) que resolveu com anti -H1 e
36 e os 60 anos, 5 eram do sexo masculino, 4 pautas com veneno corticóide endovenosos; no PUR 2 dts tiveram reações: 1 (50%)
de vespa e 3 com abelha. Todos os protocolos foram concluídos. SAO (DC 0,32ug) com resolução espontânea e 1 (50%) eritema
Dos doentes alérgicos a vespa, apenas 1 referiu impressão orofa- palmar com tosse (DC 102ug) que resolveu com anti -H1 e corti-
ríngea (reação diferente à da picada) duas horas após ter termina- cóide endovenosos. O doente com maior valor de Pru p3(PR -25,3
do. Os restantes 3 doentes toleraram o tratamento sem sintomas. ISU -E) apresentou o síndrome LTP com anafilaxia tendo apenas
Dos doentes alérgicos a abelha, um teve anafilaxia e uma teve SAO durante a FI; dts com reações sistémicas na FI tinham valores
exantema generalizado. Ambos tiveram a reação após o terceiro baixos de Pru p3 -média 1,44 ISU -E. Todos os dts completaram a
passo (dose cumulativa de 60 µg) e ambas as reações foram repro- FI dos dois protocolos.
dutíveis relativamente à reação com a picada. O terceiro doente As reações na FI foram semelhantes nos dois grupos e nenhum
tolerou o tratamento sem sintomas. registou anafilaxia, pelo que o novo protocolo pode ser conside-
Concordante com outras séries, a imunoterapia com veneno de rado seguro, mesmo em dts com história de reação sistémica(com
vespa tem reações adversas habitualmente menos graves e menos DC maiores). Não foi possível encontrar uma relação direta entre
frequentes. Pode ser possível abreviar as pautas sem comprometer o valor de Pru p3 e maior probabilidade de reação na FI. Apesar
a segurança nos doentes alérgicos a veneno de vespa. As pautas da amostra ser menor, o PUR parece ser uma opção segura e in-
UR com veneno de abelha cursam com maior número de reações diretamente menos dispendiosa.
adversas, mesmo quando são utilizadas pautas mais lentas. Nesta
pequena amostra de 3 doentes, um não teve qualquer reação, mas
uma teve reação sistémica cutânea e outro anafilaxia. É possível
que alguns dos doentes alérgicos a veneno de abelha beneficiem
com administrações iniciais de doses inferiores para aumentar a
segurança da imunoterapia nas doses cumulativas superiores.
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REVIST A POR TUGUESA DE IMUNO ALERGOLOGIA

