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XLI REUNIÃO ANUAL DA SPAIC / RESUMOS DAS COMUNICAÇÕES ORAIS E DOS POSTERS
SESSÃO DE COMUNICAÇÕES ORAIS III A terapêutica com MEP e BENR diminui o n.º de exacerbações e
de internamentos, reduz significativamente o n.º Eos e de CS. A
ASMA E ANAFILAXIA melhoria clínica reflete -se favoravelmente nos scores de atividade
de doença e de qualidade de vida. Nesta análise preliminar, não se
Dia: 26 de Setembro verificaram diferenças significativas entre os grupos MEP e BENR
Horas: 08h30 – 10h00 nos parâmetros avaliados, sendo a comparação muito limitada pela
Sala: 1 diferente dimensão dos grupos. São necessários estudos com
maior população e duração de follow -up.
Moderadores: Cristina Santa Marta, Helena Pité, José Alberto
Ferreira
CO 16 – Mepolizumab na asma grave - avaliação da
CO 15 – Terapêutica biológica anti -IL5/IL5R na asma eficácia e segurança após 1 ano de terapêutica.
grave eosinofílica M Paulino, C Varandas, I Silva, R Brás, E Gregório, C Costa, A
1
1
1
C Varandas , M Paulino , I Silva , R Brás , E Gregório , S Lopes da Mendes, E Pedro
1
1
Silva , A Mendes , E Pedro 1 Serviço de Imunoalergologia, Hospital de Santa Maria, Centro
1
1,2
1 Serviço de Imunoalergologia, Hospital de Santa Maria, Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte, Lisboa, PORTUGAL
Hospitalar Universitário Lisboa Norte, Lisboa, PORTUGAL
2 Clínica Universitária Imunoalergologia, Faculdade de Medicina Objectivo: O Mepolizumab (MEP) é um anticorpo monoclonal
Universidade Lisboa, Lisboa, PORTUGAL com atividade anti -IL5 indicado em casos de asma grave eosinofí-
lica. A sua utilização reduz o número de exacerbações e o uso de
Objectivo: A Asma eosinofílica grave constitui um fenótipo clí- corticoides sistémicos (CS). Avaliou -se a eficácia e segurança a
nico de asma associado a inflamação eosinofílica. Avaliou -se a efi- longo prazo desta terapêutica nos doentes seguidos no nosso
cácia da terapêutica biológica dirigida à citocina/receptor IL -5: Serviço.
Mepolizumab -MEP e Benralizumab -BENR, na asma eosinofílica Metodologia: Análise retrospetiva dos doentes sob MEP duran-
grave. te os 12 meses iniciais, com avaliação das características demográ-
Metodologia: Análise retrospetiva dos doentes com asma eosi- ficas, clínicas e avaliação aos 0 (T0) e 12 (T12) meses de: n.º de
nofílica grave sob terapêutica biológica Anti -IL5/IL5R (MEP, BENR) exacerbações, uso de CS, espirometria, n.º de eosinófilos perifé-
num hospital terciário e caracterização demográfica e clínica, por ricos (Eos), atividade da doença – Asthma Control Test (ACT) e
avaliação aos 0 (T0) e 6 (T6) meses de tratamento do: n.º de exa- Control of Allergic Rhinitis and Asthma Test (CARAT), e qualida-
cerbações, corticoide sistémico (CS), espirometria, n.º de eosinó- de de vida – mini Asthma Quality of Life Questionaire (miniAQLQ).
filos periféricos (Eos), atividade da doença -Asthma Control Test Resultados e conclusões: Foram incluídos 19 doentes (F=13/
(ACT) e Control of Allergic Rhinitis and Asthma Test (CARAT) e média de idades 54± 17anos). O diagnóstico de asma foi estabele-
qualidade de vida -mini Asthma Quality of Life Questionaire (mi- cido em média aos 32±16 anos, com a progressão para asma grave
niAQLQ). após em média 12 anos. A duração média da terapêutica com MEP
Resultados e conclusões: Foram incluídos 26 doentes (23MEP, foi de 24±5,6meses. Nenhum doente era fumador ativo, 2 eram
3BENR), 18F, média de idades 54.8±14.8 anos e IMC de 27.5. Diag- ex -fumadores. A polipose nasal foi comorbilidade em 7 doentes.
nóstico de asma aos 34.5±15 anos e de asma grave aos 44.2±15.1 Na espirometria em T0 10 doentes apresentaram alteração ven-
anos. Foi identificada sensibilização alérgica em 15 (58%) doentes. tilatória obstrutiva brônquica ligeira, 1 moderada, 1 moderada-
Na espirometria T0, a média de %prevFEV1 foi 85.7±25.6%, com mente grave e 2 graves (critérios ERS/ATS de 2005). Na maioria
obstrução brônquica em 17(65%). Verificou -se diminuição signifi- dos casos a terapêutica não foi suspensa.
cativa do n.º de exacerbações entre T0 e T6(2.3±1.1 vs 0.6±0.7, 5 doentes tinham realizado previamente omalizumab. Em T0, todos
p<0.001), sem diferença entre os dois fármacos. Em T0, 13 doen- realizavam terapêutica combinada CTS/LABA, LAMA e anti-
tes estavam medicados diariamente com CS, diminuindo para 5 -leucotrieno, 9 xantinas e 6 CS diário.
em T6, 4 deles com redução de dose. Registaram -se 5 internamen- Os Eos periféricos reduziram de 753,2±429x103/L em T0 para
tos por exacerbação de asma nos 6 meses prévios a T0 e nenhum 101.7±102x103/L em T12 (p<0.01). As exacerbações reduziram de
até T6. Analiticamente, verificou -se redução significativa do n.º Eos 3,3/ano para 0,79/ano em T12 (p<0.01). Verificou -se melhoria na
entre T0 e T6 (706.5±440.8 vs 128.4±157.3, p<0.001), sem dife- média dos 3 scores clínicos aos 12 meses: ACT: 14,5+ -4,1 vs 19,9+-
rença na redução entre fármacos, sendo no entanto em T6 o n.º -4,5, p<0,001 e CARAT: 14,7+ -6,7 vs 18,3 + -6,4, p=0,15; e da
Eos inferior no grupo BENR, comparativamente com o MEP qualidade de vida: miniAQLQ: 27+ -24,2 vs 4,8+ -1,1, p=0,15. Não
(16.7±15.3 vs 152.4±164.1, p=0.0195). 5 indivíduos sob MEP reali- se verificou melhoria significativa do FEV1 em T12. Relativamente
zaram previamente terapêutica com Omalizumab, sem diferença à terapêutica, 4 suspenderam CS diário e 2 reduziram a dose, 4
nos outcomes avaliados. Verificou -se melhoria dos 3 scores clíni- pararam as xantinas.
cos entre T0 e T1 (ACT 14±4.8 vs 19.2±4.6, p=0.002; CARAT Em relação à segurança, 4 doentes reportaram efeitos adversos:
14.4±6.7 vs 18.7±7.6, p=0.097; miniAQLQ 20.5±23 vs 40.6±37.5, 3 mialgias e náuseas transitórias (1 -3.ª administrações) e 1 dor
p=0.038), sem diferença entre os 2 grupos. abdominal mantida.
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REVIST A POR TUGUESA DE IMUNO ALERGOLOGIA

