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XLI REUNIÃO ANUAL DA SPAIC / RESUMOS DAS COMUNICAÇÕES ORAIS E DOS POSTERS
co de alelo (ASOqPCR) em amostras de sangue periférico e MO himenópteros (21%) e idiopática (7%). Os diagnósticos alternativos
e através de PCR de ácidos nucleicos peptídicos em amostras incluíram angioedema (AE) por IECA (27%), reação vasovagal
purificadas de mastócitos da MO, quando o ASOqPCR era nega- (14%), AE hereditário (9%), disfunção das cordas vocais (9%), em-
tivo. Foram calculadas sensibilidade, especificidade, valor preditivo bolia pulmonar (9%), escombroidose (9%), hipovolemia (9%), trans-
negativo e positivo (VPN e VPP) para cada um dos modelos pre- torno somatoforme (9%) e sépsis (5%). Quanto à gravidade das
ditivos de clonalidade, para o diagnóstico de MSI e para a detecção reações, 63% foram de grau II e 35% grau III. A variação média de
da mutação do KIT restrita aos mastócitos medulares. Ts foi 207% (95%IC±85) e para anafilaxia 288% (95%IC±110). A
Resultados e conclusões: No que diz respeito à capacidade de equação e o método de referência mostraram respetivamente:
prever clonalidade, o modelo da REMA foi superior, com maior sensibilidade (s) 74,1% e 55,2%, especificidade (e) 86,4% e 95,5%,
sensibilidade (90% vs 81%), especificidade (57% vs 53%), VPP (81% VPP 93,5% e 96,9%, VPN 55,9% e 44,7%, e índice de Youden 0,60
vs 78%) e VPN (72% vs 55%) (Tabela 1). O modelo REMA também e 0,50. Nos casos com variações dentro do limite de referência a
apresentou maior sensibilidade para o diagnóstico de MSI, e maior equação mostrou s 38,5%, e 90,5%, VPP 83,3%, VPN 55,3% e ín-
sensibilidade (82% vs 59%) e VPN (88% vs 77%) para a detecção dice de Youden 0,29. A variação de Ts, s, e, VPP e VPN foram
de mutação do KIT restrita aos mastócitos medulares. superiores para os casos de grau III de gravidade.
Conclui -se que o modelo da REMA apresenta maior acuidade diag- Neste estudo, a equação mostrou maior sensibilidade em compa-
nóstica do que o NICAS, independentemente da causa de anafila- ração com o método diagnóstico de referência, abrangendo mais
xia, para a predição de clonalidade e de mastocitose sistémica. O casos de anafilaxia, embora com menor especificidade. De uma
nosso modelo parece ser particularmente útil em doentes com forma global, a equação parece melhorar o desempenho diagnós-
baixa carga mastocitária medular, em que a mutação do KIT surge, tico da Ts.
frequentemente, apenas nos mastócitos.
CO 21 – Análise da equação “triptase sérica aguda
superior a 1,2 x triptase sérica basal + 2NG/ML” no
diagnóstico de anafilaxia
J Costa Carvalho , A Luisa Moura , P Botelho Alves , R Cunha ,
1
1
1
2
1
C Loureiro , A Todo Bom 1
1 Serviço de Imunoalergologia – Centro Hospitalar e Universitário
de Coimbra, Coimbra, PORTUGAL
2 Serviço de Patologia Clínica – Centro Hospitalar e Universitário
de Coimbra, Coimbra, PORTUGAL
Objectivo: A triptase sérica (Ts) é um biomarcador útil no diag-
nóstico de anafilaxia e distinção de outras emergências de clínica
semelhante. Um aumento de Ts no episódio agudo (TsA) para
níveis superiores a 11,4ng/mL e regressão para níveis basais (TsB),
confirma ativação de mastócitos. Perante doenças clonais e sín-
dromes de ativação mastocitária, este método tem limitações,
sendo proposta em consenso internacional, a equação: “TsA> 1,2
x TsB + 2ng/mL demonstra ativação de mastócitos clinicamente
significativa”. A equação foi validada nos contextos referidos, mas
poucos estudos analisaram a sua utilidade na prática clínica diária.
Metodologia: Estudo retrospetivo (2011 -20), de adultos com
episódios que cumpriram critérios clínicos de anafilaxia (EAACI)
e para os quais foram realizados doseamentos de TsA e TsB. Foi
avaliado o agente suspeito, manifestações clínicas, estratificada a
gravidade (escala Ring e Messmer), estudo alergológico e diagnós-
tico definitivo. O valor diagnóstico da equação foi avaliado no
total dos casos, nos com variações de Ts dentro do limite de re-
ferência, segundo gravidade e comparado com o método diagnós-
tico de referência (TsA>11,4ng/mL).
Resultados e conclusões: Foram incluídos 80 doentes (média
de idade 51±18,6 anos, 56% sexo feminino), 73% com o diagnósti-
co de anafilaxia e 27% com diagnóstico alternativo. As causas de
anafilaxia incluíram fármacos (52%), alimentos (21%), picada de
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REVIST A POR TUGUESA DE IMUNO ALERGOLOGIA

