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XLI REUNIÃO ANUAL DA SPAIC / RESUMOS DAS COMUNICAÇÕES ORAIS E DOS POSTERS





            CO 24 – Segurança da imunoterapia subcutânea e    CO 25 – Avaliação da eficácia da imunoterapia na
            utilização de protocolos rush em idades pediátricas  rinoconjuntivite através de provas de provocação
            A M Mesquita, R Moço Coutinho, A Coimbra, J L Plácido  conjuntival – Um estudo de vida real
                                                                          1
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                                                                                           1,2
                                                                                                          1
            Serviço de Imunoalergologia, Centro Hospitalar e Universitário   M J Vasconcelos , A M Mesquita , T Rama , R Moço Coutinho , J
                                                                   1
            S.João, Porto, PORTUGAL                           Mianda , J L Plácido , D Silva 1,2
                                                                            1
                                                              1   Serviço de Imunoalergologia, Centro Hospitalar Universitário de
            Objectivo: A imunoterapia específica com aeroalergénios por via   São João, Porto, PORTUGAL
            subcutânea (SCIT) é um tratamento seguro e eficaz na doença   2   munologia Básica e Clínica, Departamento de Patologia,
                                                               I
            alérgica. Apesar de raras, estão descritas reacções adversas so-  Faculdade  de  Medicina  da  Universidade  do  Porto,  Porto,
            bretudo durante a iniciação. Em idades pediátricas existem preo-  PORTUGAL
            cupações acrescidas, relativamente às reacções, principalmente
            com pautas de iniciação rush.                     Introdução: As provas de provocação conjuntival (PPC) têm sido
            O objectivo do estudo foi avaliar a segurança da SCIT e a utili-  usadas para avaliar a eficácia da imunoterapia com aeroalergénios
            zação de pautas rush nos protocolos de iniciação em idades   (ITA) em ensaios clínicos, contudo escasseiam estudos sobre a sua
            pediátricas.                                      aplicabilidade na prática clínica.
            Metodologia: Revisão dos registos clínicos de doentes (<18   Objetivo: Avaliar a eficácia da ITA, utilizando as PPC, e a satisfa-
            anos) submetidos a SCIT com aeroalergénios no nosso serviço   ção com o tratamento, aplicando a “Escala de Satisfação de Doen-
            em 2019. Na fase de iniciação foi utilizada a pauta rush (0.2ml   tes que Receberam Imunoterapia com Alergénios” (Questionário
            + 0.3ml com intervalo de 30 minutos entre as aplicações). A   ESPIA) em doentes com o rinoconjuntivite a D.pteronyssinus (Dp)
            SCIT foi administrada pela equipa de enfermagem sob supervi-  e/ou pólenes de gramíneas.
            são médica e todos permaneceram pelo menos 30 minutos após   Metodologia: Estudo prospetivo num centro hospitalar univer-
            a administração.                                  sitário com doentes com rinoconjuntivite que realizaram PPC
            Resultados e conclusões: Foram aleatoriamente selecionados   antes e pelo menos um ano após o início do tratamento com ITA
            174 doentes que realizaram SCIT durante 2019, 99 (57%) do sexo   com Dp e/ou gramíneas (Dactylis, Festuca, Lolium, Phleum e Poa).
            feminino, com idade média de 11 (± 3) anos. O tempo médio de   As PPC foram realizadas com extractos padronizados da Leti  com
                                                                                                        ®
            SCIT foi de 22 (±16) meses.                       concentrações crescentes de alergénio. A pontuação total de sin-
            Relativamente à doença alérgica subjacente, 52 (30%) tinham   tomas oculares (TOSS) foi avaliada e um resultado positivo foi
            rinite, 53 (31%) rinoconjuntivite, 7 (4%) asma, 2 (1%) conjuntivi-  considerado se pontuação total maior ou igual a 5 pontos. Os
            te, 1 (~1%) dermatite atópica e 59 (34%) tinham mais do que uma   resultados das PPC antes e após o início de ITA foram comparados.
            patologia.                                        Foi aplicada uma versão traduzida e culturalmente adaptada do
            SCIT com extracto de ácaros foi realizada em 93 (53%), pólenes   questionário ESPIA.
            (gramíneas, ervas e árvores) em 52 (30%), mistura de ácaros com   Resultados e conclusões: Um total de 29 PPC foram realizadas
            pólenes em 28 (16%) e Alternária em 1 (1%). Todos os extratos   em 20 doentes (14 com Dp e 15 com gramíneas), 70% do sexo
            eram polimerizados.                               feminino, idade mediana de 15 anos (60% crianças) e metade com
            Cinquenta e sete (33%) tiveram reacções locais, 6 (11%) tiveram   diagnóstico concomitante de asma. Num quarto dos doentes foi
            reacções na fase inicial da pauta, 51 (90%) nas administrações sub-  prescrita ITA apenas com gramíneas, em 15% apenas Dp e em 60%
            sequentes e 19 (33%) reagiram em ambas as fases. Não foram   mistura de Dp e gramíneas. A duração média do tratamento foi
            reportadas reacções sistémicas. O tratamento incluiu medidas   de 21 meses. A concentração necessária para uma PPC positiva
            locais e/ou anti -histamínicos, mas em 8 doentes as doses subse-  aumentou em 93% dos doentes tratados com Dp (até 100x supe-
            quentes foram divididas em ambos os braços. Não foi necessário   rior); com as gramíneas aumentou em 40% e diminuiu em 20% dos
            reduzir a dose em nenhum doente e ninguém suspendeu a SCIT.   doentes. Os 3 doentes com aumento da reatividade ocular para
            Não foi encontrada nenhuma correlação entre as reacções locais   as gramíneas recebiam ITA com mistura de alergénios. No ques-
            e as doenças alérgicas ou os aeroalergénios.      tionário ESPIA, os doentes tratados com Dp, gramíneas ou ambos
            Neste grupo em idade pediátrica não foram reportadas reac-  reportaram uma pontuação mediana de 60[52;69], 62[48;71] e
            ções sistémicas e apenas 1/3 teve reacções locais, que foram   60[52;69] pontos, respetivamente.
            tratadas sem necessidade de reduzir a dose ou suspender o   Conclusão: As PPC poderão ser uma ferramenta para avaliar a
            tratamento.                                       eficácia da ITA na prática clínica mas ainda são necessários estudos
            A imunoterapia subcutânea é segura em idade pediátrica, mesmo   com amostras maiores e período de seguimento superior para
            quando utilizada uma pauta rush nos protocolos de iniciação. É   confirmar estes resultados. Por outro lado, protocolos distintos,
            importante salientar que a administração deve sempre ser reali-  utilizando progressões mais lentas, podem ter diferentes resulta-
            zada em local apropriado, com profissionais treinados para reco-  dos. Os questionários de satisfação podem ser uma ferramenta
            nhecer os potenciais riscos e tratar as reacções adversas.  adicional na avaliação da eficácia deste tratamento.






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            REVIST A POR TUGUESA DE IMUNO ALERGOLOGIA
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