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          •  Fazer uma cura bacteriológica
          •  Fazer uma secagem antecipada
          •  Refugar o animal.
            Em resumo, a recolha de dados é fundamental
          para tentar encontrar padrões, depois perceber se
          existe alguma relação biológica com aquilo que se
          verifica na prática, i.e., se se adequa à rotina e cultu-
          ra de trabalho daquela exploração e daquela região,
          para poder finalmente tomar ações concretas devida-
          mente fundamentadas.
            Logo de seguida, Xabier Salgueiro, partilhou a
          experiência que tem desde 2009 do On farm culture,
          uma ferramenta que permite a obtenção de um resul-
          tado microbiológico rápido na própria exploração,
          ajudando assim na tomada de decisão se o animal
          deve ou não ser tratado, com ou sem antibiótico.
            A base de sustentação desta ferramenta remonta à
          década de 90, onde vários estudos já referiam que 40%
          das mastites eram provocadas por agentes gram nega-
          tivos. Em 2003, um outro estudo referia que entre   Xabier Salgueiro
          10 -40% das mastites clínicas não precisavam de trata-
          mento antibiótico para a sua resolução devido à respos-
          ta do sistema imunitário dos próprios animais, e em   tagens superiores a 100.000 CS, fazem cultura em
          2007, Pol e Ruegg observaram que 80% dos antimi-  placas. Se nessas placas houver crescimento, faz -se
          crobianos usados nas explorações dos EUA eram usa-  antibioterapia de secagem. Se não houver crescimen-
          dos em saúde do úbere, e que dentro dessa percenta-  to, apenas selantes interno.
          gem, cerca de 50% para tratamentos da mastite clínica.   Após ter descrito a sua experiência com esta ferra-
          Em 2011, A. Lago et al. publicaram 2 importantes   menta em algumas explorações, apresentando núme-
          trabalhos sobre o tratamento seletivo de mastites clíni-  ros e conclusões em cada uma das vacarias, concluiu
          cas baseado no on farm culture e os seus efeitos em   dizendo que é de facto uma ferramenta muito útil,
          diversos parâmetros. Dividiram a amostra em dois   mas que por si só não resolve o problema da incidên-
          grupos e as principais conclusões obtidas foram:  cia de mastites, mas constitui um sistema compatível
          •  Verificou -se uma redução de 50% do uso de an-  com os laboratórios de referência.
            tibióticos                             Oriol Franquesa abriu o período da tarde com a
          •  Não houve diferenças estatisticamente significati-  sua segunda palestra – “Mastites ambientais: estraté-
            vas entre a cura clínica e a bacteriológica  gias de controlo”, detalhando os principais fatores
          •  Não se verificaram diferenças estatisticamente   nelas envolvidos:
            significativas no risco de falha de tratamento
          •  Não houve diferenças estatisticamente significati-
            vas nos casos recorrentes, na produção de leite,
            na CCS e na sobrevivência das vacas.
            Xabier Salgueiro de seguida explicou com detalhe
          a técnica feita na exploração que permite a interpre-
          tação da mastite clínica e o que fazer:
          •  Se são agentes gram positivos – tratar com anti-
            biótico
          •  Se são agentes gram negativos (casos ligeiros ou
            moderados e sem crescimento – não tratar com
            antibiótico, mas sim com AINE durante 3 dias
          •  Se há uma placa considerada contaminada, com
            crescimento duplo ou triplo – repetir a amostra
            ou enviar para um laboratório de referência.
            O protocolo que atualmente Xabier segue nas
          explorações onde é consultor foca -se no período seco,
          onde são realizadas as culturas, e é o seguinte: vacas
          que chegam ao período seco com uma CCS superior
          a 150.000 e vacas que chegam ao 1.º parto com con-  Daniel Zalduendo

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