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            mecânico, embora não tendo sido constante ao
            longo do dia.
          •  Foi testado igualmente o comportamento de re-
            pouso para saber se nas vacas com OI esse com-
            portamento se alteraria face às de OC. Foi coloca-
            do no membro posterior esquerdo um Hobo que
            regista a aceleração e a posição do dispositivo de
            acordo com os eixos, em intervalos de 60 segun-
            dos. Concluiu -se que o impacto da OI no tempo
            médio de repouso não foi estatisticamente dife-
            rente face ao outro grupo.
            Embora este estudo tenha as suas limitações,
          concluiu -se que a ordenha incompleta leva a uma
          diminuição da hipercetonemia, o que conduz a um
          impacto positivo no sistema imunitário, a um menor
          número de mastites, sem perdas de leite e não cau-
          sando dor ou desconforto nos animais.   Oriol Franquesa
            De seguida, Oriol Franquesa incidiu a sua 1.ª apre-
          sentação do dia sobre os aspetos, a nível teórico, mais
          relevantes nas mastites ambientais. Começou por   •  A hiperaguda, mais frequente em vacas recém
          explicar que a etiologia das mastites tem evoluído, ao   paridas, de alta produção e com uma baixa CCS,
          mesmo tempo que se tem melhorado o controlo dos   estando mais relacionado com o estado imunitá-
          agentes contagiosos. A dicotomia clássica sobre quais   rio da vaca do que propriamente com a patogeni-
          os agentes de origem ambiental (ex: E. coli, S. uberis,   cidade da estirpe de E. coli.
          Streptococcus spp, CNS, coliformes, Klebsiella, Ser‑  •  A moderada, mais habitual em lactações já avan-
          ratia, etc) e de origem contagiosa (Streptococcus   çadas e com sintomas muito mais moderados,
          agalactiae, S. aureus, Mycoplasma bovis, Prototheca   sendo imperiosa a analítica para se poder identi-
          spp, etc.), evoluiu, havendo casos como S. uberis de   ficar o agente.
          origem contagiosa, ou Prototheca spp que, embora   Relativamente a Strep.uberis, sabe -se que existem
          tenha a sua origem ambiental (pois é uma alga), pode   mais de 400 estirpes diferentes e que tem diversos
          passar a ser contagiosa dentro de um rebanho, ou   fatores de virulência e de adaptação ao hospedeiro.
          ainda o caso de E. coli que, sendo de origem ambien-  As apresentações clínicas são normalmente ligeiras
          tal, no caso de falta de higiene na ordenha, poderá   ou moderadas, no entanto, também podem ocorrer
          contagiar todo um rebanho. Como tal, a classificação   mastites subclínicas. Este agente tem uma grande
          de alguns agentes terá de ser necessariamente mista,   capacidade de persistência dentro do úbere e, de
          ora com maior prevalência na sua componente am-  acordo com a experiência de Oriol, verifica -se uma
          biental, ora contagiosa, dependendo de uma multitu-  cada vez maior resistência aos antibióticos.
          de de fatores como sendo a própria estirpe, a higiene   Respondendo à 2.ª questão, estes agentes podem
          ambiental da vacaria, a máquina de ordenha, etc.  ser encontrados nos solos, camas, locais de passa-
            Considerando E. coli e Streptococcus uberis os   gem, na água e bebedouros, na máquina de ordenha,
          principais agentes responsáveis por mastites ambien-  nas fezes, pastos, pele dos animais, etc.
          tais, Oriol salientou a importância que tem para o   Sabe -se que há materiais utilizados nas camas que
          médico veterinário conseguir responder, com a maior   são mais propícios à presença de Strep. uberis, como
          exatidão possível, a perguntas como: de que agente   é o caso da palha, e aqueles onde estes agentes não
          se trata?; onde vive?; como chega ao úbere são?;   proliferam tanto, como é o caso da areia ou do com-
          como o eliminar do úbere infetado?      posto, cada vez mais utilizado também em Portugal.
            Para responder à 1.ª questão, dever -se -ão fazer   Pensando na 3.ª questão, o médico veterinário
          PCR no tanque de leite, ou avaliar as mastites clínicas   deve sensibilizar o produtor para as diversas formas
          e subclínicas, principalmente de vacas crónicas, vacas   de estes agentes chegarem ao úbere saudável. Há
          com nova infeção ou vacas paridas com uma elevada   assim alguns fatores de risco que devem ser tidos em
          CCS no primeiro controlo. Estudos realizados já   conta, tais como:
          demonstraram que 80 -90% de todas as infeções por   •  Nível de higiene de todas as instalações e equipa-
          E. coli provocam mastite clínica, e que os sinais clí-  mentos
          nicos numa mastite por E. coli podem -se verificar   •  A higiene e limpeza dos tetos na sala de ordenha
          logo que se alcança o pico de número de bactérias.   •  O funcionamento da máquina de ordenha
          Sabe -se igualmente que há diferentes graus de seve-  •  O balanço energético negativo que acarreta uma
          ridade:                                  imunossupressão à vaca

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