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Publirreportagem
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VIII Conferência do CPSU
Pelo 8.º ano consecutivo, realizou ‑se em Braga, no Hotel do Parque – Bom Jesus, a Conferência Anual do Conselho Português
da Saúde do Úbere, onde assistiram cerca de 100 pessoas, para além da indústria ligada ao setor.
O dia começou com uma apresentação de Catarina • A incidência de mastite e de metrite
Krug, licenciada pela Universidade de Lisboa e dou- • A capacidade reprodutiva
torada no Canadá, trabalhando atualmente em saúde • A dor a nível do úbere decorrente de uma possí-
pública em Londres. vel distensão do mesmo.
A sua apresentação incidiu sobre os efeitos de uma Foram selecionadas aleatoriamente 400 vacas mul-
ordenha incompleta durante os primeiros dias pós- típaras para o grupo controlo e outras 400 para o
-parto na saúde do úbere e do próprio rendimento grupo tratamento, em vacarias que permitiam medir
produtivo das vacas de leite. a quantidade de leite retirado em tempo real. O pro-
De acordo com o estudo feito, uma das formas de tocolo no grupo tratamento iniciava com um máximo
atenuar o balanço energético negativo seria provocar de 10l/dia, passando para 12l/dia no 4.º dia, 14l/dia
um aumento progressivo da produção de leite através no 5.º dia e somente a partir do 6º dia é que se faria
da diminuição da frequência de ordenhas durante os a ordenha completa. No outro grupo, fazia -se a orde-
primeiros 5 -7 dias, começando apenas com 1 orde- nha convencional (OC), como era habitual nas vaca-
nha/dia nos primeiros 5 dias e só depois passando a rias. O número de ordenhas que era praticado foi
2 ordenhas/dia a partir do 6.º dia. Esta estratégia, igual em ambos os grupos.
apesar de trazer resultados positivos num menor Os animais foram seguidos até aos 305 dias pós-
balanço energético negativo, demonstrou provocar -parto, avaliando -se a sua produção leiteira, dados de
uma menor produção de leite ao longo da lactação, composição do leite (gordura e proteína), se havia
algo que o produtor não aceita bem. Uma outra es- casos de mastites, a influência na reprodução ou no
tratégia com o mesmo objetivo é o de fazer ordenhas refugo dos animais.
incompletas durante os primeiros 5 dias, sem reduzir Principais pontos estudados e conclusões tiradas:
a frequência das mesmas. • No 1.º dia pós -parto, não houve qualquer dife-
O estudo foi realizado em 13 vacarias comerciais, rença entre os 2 tipos de ordenha, enquanto que
tendo como principais objetivos avaliar o impacto de a partir do 2.º dia, a quantidade de leite recolhida
uma ordenha incompleta (OI) durante os primeiros no grupo da OI foi cerca de metade face à do
5 dias pós -parto sobre: grupo de OC.
• A hipercetonemia • Em termos de leite corrigido em energia, não se
• A produção leiteira (305 dias) e o refugo dos ani- verificaram, em nenhuma das semanas, diferen-
mais ças significativas entre os 2 grupos.
• Tentou -se aferir o impacto da ordenha incomple-
ta na saúde do úbere, através da CCS e avaliando
as mastites clínicas e subclínicas. Constatou -se
que a probabilidade de um novo caso de mastite
subclínica é 10% inferior no grupo de OI compa-
rativamente com a OC, muito provavelmente
devido ao facto do sistema imunitário do animal
estar mais robusto. Já quanto ao risco de mastite
clínica, não houve qualquer diferença estatistica-
mente significativa entre os dois grupos.
• Para se avaliar a possível dor no úbere, sobretudo
das vacas de alta produção, foi utilizado um algó-
metro, exercendo o avaliador uma pressão no
úbere até que o animal reagisse, aferindo assim a
quantidade de força (em kg) necessária para levar
o animal a manifestar algum sinal de dor (limiar
nociceptivo mecânico). Constatou -se que a rea-
ção ao algómetro era 4x mais elevada em primí-
paras comparativamente com vacas com mais de
3 lactações. Também se observou que o tempo
Catarina Krug após a ordenha influenciava o limiar nociceptivo
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