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Publirreportagem

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                                •  A existência de infeções anteriores  mente. Sabe -se que os índices estão correlacionados
                                •  Vacas infetadas de modo persistente  entre si (ex.: produtividade – patologias – refugo), e
                                •  O período de secagem, que é talvez o fator mais   que quando se melhora um índice, pode -se piorar um
                                 importante para as infeções por Strep. uberis,   outro, mas diminuir, por exemplo, os custos de pro-
                                 onde o rácio de infeções intramamárias por este   dução. O objetivo principal da gestão deverá ser o
                                 agente chega a ser 5,5 vezes maior do que no pe-  equilíbrio dos índices no ponto de maior benefício, e
                                 ríodo de lactação.                    que não é igual em todas as explorações.
                                 Finalmente, para responder à questão se podemos   A contagem de células somáticas, embora possa
                                ou não eliminar o agente de uma vaca infetada, a   ter por vezes pouca especificidade e grande variabi-
                                resposta não é linear, pois depende de alguns fatores   lidade, ainda assim permite ao médico veterinário
                                como: a sua gravidade (se é ligeira, grave, subclíni-  poder fazer uma classificação do rebanho no que
                                ca,…), o animal em si (do número de lactações que   respeita ao nível de risco (< 200.000 – risco baixo; >
                                tem, se é uma primeira infeção ou uma situação re-  200.000 – risco alto), e ter uma noção do padrão
                                petida, do historial de CCS), e o próprio agente en-  epidemiológico (se é mais contagioso, ou mais am-
                                volvido. De acordo com Oriol, para eliminar E. coli   biental), embora toda esta análise seja influenciada
                                nos casos hiperagudos, devem utilizar -se AINE’s,   pela prevalência dos potenciais agentes de mastites
                                antibiótico parenteral e fluidoterapia, enquanto que   isolados, dos padrões de transmissão demonstrados
                                nos casos ligeiros ou moderados, apenas tratar com   pelos dados e do maneio geral da exploração.
                                AINE. Para tratar Strep. uberis utiliza -se AINE’s,   Os índices epidemiológicos de mastites clínicas são
                                antibiótico parenteral (Penicilina/ penetamato), du-  igualmente muito importantes para a correta gestão
                                rante 5 -8 dias. Portanto, deve -se sempre adequar os   da exploração, tais como: a taxa de incidência anual,
                                tratamentos à bactéria implicada na mastite, tendo   os casos clínicos inferiores a 30 DEL, os casos clíni-
                                sempre muito cuidado com as resistências crescentes   cos na 1.ª lactação versus os casos em multíparas, a
                                aos antimicrobianos.                   gravidade dos mesmos, os casos repetidos, a propor-
                                 Depois de um pequeno intervalo, Luís Pinho par-  ção de repetições na taxa anual e o refugo ou mortes
                                tilhou para a audiência a sua perspetiva no que res-  por mastite.
                                peita ao tratamento de dados como a CCS na tomada   Outros dados interessantes que devem ser traba-
                                de decisões na exploração. É fundamental a existên-  lhados, são os gastos médios com os intramamários,
                                cia de registos para conhecer o produtor e a explora-  pois permitem determinar os protocolos de atuação,
                                ção, e definir áreas de atuação e prioridades. Há que   aferir a sua (in)congruência na aplicação de trata-
                                definir bem os índices adequados para a monitoriza-  mentos, confirmam ou não a fiabilidade dos registos,
                                ção dos objetivos, e mantê -los atualizados mensal-  permitem a comparação com outras explorações, etc.
                                                                         Todos estes dados devidamente trabalhados per-
                                                                       mitem fazer uma análise mensal das novas infeções,
                                                                       das infeções no 1.º contraste (recém -paridas) e das
                                                                       infeções crónicas. Permitem igualmente identificar as
                                                                       vacas potencialmente elegíveis para tratamento, sem-
                                                                       pre tendo em consideração que as vacas com novas
                                                                       infeções ou recém -paridas, poderão ter uma auto-
                                                                       -cura. Os animais não curados desde o mês anterior
                                                                       são os mais significativos para análise, pois têm um
                                                                       potencial de serem persistentes, seja um potencial
                                                                       clínico ou contagioso. Ainda assim, as decisões de
                                                                       elegibilidade de tratamento dependem de fatores
                                                                       relacionados quer com o rebanho (fatores económi-
                                                                       cos, dinâmica da infeção, se se trata de padrão con-
                                                                       tagioso, o desempenho no período seco, etc.), quer
                                                                       relacionados com fatores individuais da vaca (qual o
                                                                       agente e probabilidade de cura, a estirpe, a cronici-
                                                                       dade do caso, o número de casos clínicos anteriores,
                                                                       o estado de gestação, a produção diária, etc.).
                                                                         Assim, depois da sistematização feita e da elegibi-
                                                                       lidade dos animais a tratar, é mais simples definir
                                                                       ações a tomar para as vacas problema, sejam elas:
                                                                       •  Não fazer nada e aguardar
                                                                       •  Recolher amostras e fazer culturas
                                Luís Pinho                             •  Descartar o leite

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