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Estudo Da Auto-Imunidade (doseamento de anticorpo anti-Péptido Citrulinado,
anticorpos anti-nucleares, Ag. Nucleares Solúveis e ANCAs, fator reumatóide):

Negativo



Serologias Infeciosas (despiste de HIV, HBV, HCV):

Negativas



EVOLUÇÃO CLÍNICA

Admitiu-se como mais provável quadro de edema agudo do pulmão hipertensivo
desencadeado por stress agudo (broncofibroscopia), com insuficiência respiratória global

aguda nesse contexto, pelo que foi medicado com oxigenoterapia suplementar a 15l/min
(máscara com reservatório), furosemida ev, dinitritato de isossorbida (DNI) sublingual,

bolus de morfina, hidrocortisona e terapêutica broncodilatora MDI em câmara expansora
– salbutamol e brometo de ipratrópio; por insuficiência respiratória global com acidémia

mantida foi também instituída ventilação não invasiva (VNI) com binível. Houve boa

evolução com a terapêutica instituída, com controlo tensional e da insuficiência
respiratória aguda, descontinuando-se VNI ao fim de algumas horas e sem necessidade de

oxigenoterapia suplementar após as primeiras 24 horas.
Tendo em conta quadro clínico de instalação súbita e com insuficiência respiratória

parcial que não melhorou após terapêutica imediata, associado a D-dímeros positivos, foi
também colocada inicialmente hipótese alternativa de tromboembolismo pulmonar,

peloque foi instituídaanticoagulação terapêutica com enoxaparina até ao resultado da

angio-TC torácica, que excluiu esta hipótese.
Não se verificaram alterações electrocardiogáficas nem ecocardiográficas de novo e o

doente manteve-se sempre sem dor precordial, pelo que se excluiu também hipótese de s.

coronário agudo. Variação de troponinas interpretada em contexto de sobrecarga com
hipoperfusão relativa e subsequente enfarte tipo 2.



O caso clínico foi discutido em reunião multidisciplinar com a Radiologia. Tendo em

conta avaliação retrospetiva da história clinica (quadro inespecífico de astenia e dispneia
de esforço, com tosse seca persistente, sem sibilância ou outras queixas respiratórias; sem

alterações de relevo na gasimetria nem na avaliação analítica)e dos exames de imagem,

com lesões focais parenquimatosas alveolares migratórias e flutuantes, de localização
periférica bilateralmente, foi admitido diagnóstico provável de pneumonia organizativa.
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