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Tendo em conta fragilidade do doente, com insuficiência cardíaca que condiciona
realização de exames invasivos para diagnóstico anátomo-patológico (incluindo
broncofibroscopia – desenvolvimento de edema agudo do pulmão) e recusa do próprio
doente em realizar procedimentos invasivos de diagnóstico, foi decidido realizar prova
terapêutica com corticoterapia sistémica. Iniciou ainda no internamento Prednisolona
1mg/kg/dia - 80mg/dia.
DIAGNÓSTICO DEFINITIVO/ CONCLUSÃO
Pneumonia organizativa provável
Insuficiência cardíaca descompensada (cardiopatia isquémica e hipertensiva) com
edema agudo do pulmão e insuficiência respiratória global aguda
O doente teve alta sob prednisolona 80mg/dia (1mg/kg/dia) com esquema de desmame
gradual ao longo de 6 meses até 5mg/dia, verificando-se rápida melhoria clínica, com
desaparecimento das queixas de tosse e aumento progressivo da tolerância a esforços.Não
foi possível realizar exame de imagem durante a toma de prednisolona em doses elevadas
para avaliar se houve resposta completa.
Foi discutido com o médico cardiologista assistente possibilidade de simplificação ou
alteração da terapêutica para despiste de doença pulmonar secundária a toxicidade
medicamentosa (nomeadamente terapêutica com beta-bloqueante e estatina), mas que não
foi possível tendo em conta gravidade da doença cardíaca.
Repetiu TC Torácica após 6meses (Figs. 6, 7, 8 e 9), sob prednisolona 5mg/dia, com
franca melhoria imagiológica mas sem resolução completa das lesões: “a avaliação do
parênquima pulmonar mostra densidade heterogénea com áreas de condensação em vidro
despolido com predomínio subpleural e micronodularidade centrilobular de fraca
densidade difusa, com maior incidência nos lobos superiores. Espessamento discreto dos
septos interlobulares (…) gânglios mediastínicos de dimensões normais, referenciáveis
pelo seu número, com gânglios de maiores dimensões a nível subcarinal com 10mm de
curto eixo”.

