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188                    rev port estomatol med dent cir maxilofac. 2021;62(3):186-192
















            Figura 1. Reconstrução panorâmica da tomografia
            computorizada de feixe cónico indicando a lesão e o
            terceiro molar incluso no interior do seio maxilar esquerdo.















                                                               Figura 3. Corte axial da tomografia computadorizada de
                                                               feixe cónico, indicando o envolvimento da lesão com o
                                                               dente e estruturas próximas.













            Figura 2. Corte coronal da tomografia helicoidal dos seios
            da face, evidenciando a lesão.



           nóstica foi de cisto dentígero ou tumor odontogénico cerato-
           cístico (Figura 3).
             A cirurgia de enucleação total da lesão foi realizada sob
           anestesia geral em agosto de 2019. A técnica cirúrgica foi pre-
           cedida de punção aspirativa com saída de líquido amarelo   Figura 4. Técnica de Caldwell -Luc com deslocamento
           claro e sanguinolento, confirmando a natureza cística da lesão.  mucoperiosteal e osteotomia da parede vestibular.
             Em seguida, usou -se infiltração de lidocaína 2% com epi-
           nefrina 1:100.000 na região de fundo de sulco do lado esquerdo.
           A remoção da lesão, juntamente com o dente envolvido, foi
           planeada através da técnica de Caldwell -Luc, onde foi feita   tendo 0,9% de cloreto de sódio e uma solução injetável de an-
           uma incisão em fundo de vestíbulo na região de canino até   tibiótico (Garamicina 80 mg/2 ml) foi finalizado com sutura
           segundo molar expondo a parede anterior do seio maxilar,   simples com fio monocryl 4 -0 e mononylon 5 -0 (Figura 7), dei-
           através de um deslocamento mucoperiosteal. Posteriormente,   xando uma abertura para a colocação de um dreno, com son-
           foi efetuado a osteotomia da parede vestibular do seio maxilar   da uretral, número 8 para irrigação, e número 6 para aspiração,
           com brocas diamantadas circulares número 8 e 10 de diâmetro   auxiliando na drenagem de fluidos do local operado evitando
           acopladas à peça de mão (Figura 4).                assim a abertura contra -lateral da parede nasal (Figura 8). O
             Com o acesso ao seio maxilar, prosseguiu -se com a enu-  material coletado (Figura 9) foi acondicionado em solução de
           cleação completa da lesão (Figura 5) e remoção do dente en-  formaldeído 10% e enviado para o exame histopatológico. Na
           volvido (Figura 6) com auxílio de pinça Allis. Após a limpeza   amostra foi detetada a presença da parede fibrosa do cisto e
           da cavidade e irrigação abundante com soro fisiológico con-  revestimento epitelial espesso, com formação de células cubói-
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