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rev port estomatol med dent cir maxilofac . 2020;61(3):106-111 109
Tabela 1. Distribuição do índice de CPO -D pelas variáveis sociodemográficas e de consumo de BD e/ou BE
Componente “cariado” Componente “perdido” Componente “obturado” CPO -D
Média (dp) Média (dp) Média (dp) Média (dp)
0,44 (0,97) 0,29 (0,95) 2,48 (2,57) 3,21 (2,98)
Faixa etária (n=91) †
17 a 19 anos 0,47 (1,08) 0,06 (0,34) 1,32 (1,32) 1,85 (1,74)
20 a 38 anos 0,42 (0,91) 0,42 (1,15) 3,18 (2,87) 4,02 (3,27)
p=0,876 p=0,058 p=0,002* p=0,001*
Consumo de BD e/ou BE (n=91) †
Sim 0,43 (0,94) 0,31 (1,04) 2,40 (2,46) 3,13 (2,86)
Não 0,48 (1,08) 0,22 (0,60) 2,74 (2,91) 3,43 (3,37)
p=0,622 p=0,794 p=0,791 p=0,912
Tempo de consumo de BD e/ou BE (n=91) †
0,3 a 4,0 anos 0,24 (0,65) 0,18 (0,61) 1,69 (1,77) 2,11 (1,94)
5,0 a 15,0 anos 0,78 (1,28) 0,57 (1,56) 3,78 (3,01) 5,13 (3,32)
p=0,028* p=0,507 p=0,004* p<0,001*
*Estatisticamente significativo; (dp) desvio padrão; †Teste de Mann -Whitney
bela 3). Dos 26 dentes fraturados, 80,8% (n=21) eram incisivos Apesar da maioria dos atletas (93,4%; n=85) ter reconheci-
superiores. A nível de extensão da fratura, metade dos dentes do o PB como um meio de prevenção, apenas 22,0% (n=20)
(n=13) apresentou fratura até dois terços da porção coronal. utilizava – destes, 75,0% (n=15) utilizava um fabricado pelo
Dos 23 dentes afetados por luxação, 47,8% (n=11) eram inci- dentista e 20,0% (n=4) termo -moldável.
sivos superiores. A não utilização de PB foi justificada pela dificuldade na
respiração e/ou na fala (59,2%; n=42), 16,9% (n=12) consider-
aram desnecessário e 9,9% (n=7) pelo elevado custo financeiro.
Tabela 2. Distribuição da presença de erosão dentária
pelas variáveis de consumo de BD e/ou BE O maior número de traumatismos orofaciais correspondeu aos
atletas que não utilizavam PB (p=0,240), bem como àqueles
Presença de erosão com maior número de treinos semanais (p=0,014) (Tabela 4).
dentária (n=12)
Nos atletas do estudo verificou -se um overjet médio de
Consumo de BD e/ou BE (n=91) ρ=0,227 p=0,031* 3,0 mm (±2,5) [ -4;15], em que 19,8% (n=18) apresentou malo-
clusão, dos quais 5,5% (n=5) com classe II (divisão 1). Esta
Tipo de bebida consumida (n=68) ρ=0,094 p=0,444
classe de maloclusão (p=0,731) e a dimensão de overjet > 3,0 mm
Consumo em todos os treinos (n=68) ρ=0,158 p=0,197 (p=0,797), não demonstraram significância com a ocorrência
de traumatismos orofaciais.
Consumo em todas as competições (n=68) ρ=0,366 p=0,002*
Dos 14 treinadores inquiridos, 64,3% (n=9) presenciaram
Consumo às vezes nos treinos (n=68) ρ= -0,116 p=0,345 episódios de traumatismos orofaciais em atletas, sendo que
Consumo às vezes nas competições (n=68) ρ= -0,190 p=0,120
Consumo noutros momentos (n=68) ρ= -0,049 p=0,690
Tabela 4. Distribuição de traumatismos orofaciais pelas
Tempo de consumo (em anos) (n=68) ρ=0,514 p<0,001* variáveis de frequência de prática desportiva e utilização
de PB
*Estatisticamente significativo; Correlação de Spearman
Traumatismos orofaciais
durante a prática desportiva
Tabela 3. Tipos de traumatismos orofaciais
Sim Não Valor p
Tipo de traumatismo orofacial (n=61) n (%) n (%) n (%)
Fratura dentária 18 (19,8) Treinos/semana (n=91) †
Luxação 11 (12,1) < 4 treinos 20 (32,8) 18 (60,0) 0,014*
≥ 4 treinos 41 (67,2) 12 (40,0)
Avulsão 1 (1,1)
Utilização de PB durante a prática desportiva (n=91) ††
Fratura da mandíbula 1 (1,1)
Sim 12 (19,7) 4 (13,3)
Laceração dos tecidos moles 53 (58,2) Às vezes 4 (6,6) 0 (0) 0,240
Mucosa labial 43 (47,3) Não 45 (73,8) 26 (86,7)
Mucosa jugal 28 (30,8) † ††
Língua 12 (13,2) * Estatisticamente significativo; Teste de Mann -Whitney; Teste de
Kruskal Wallis

