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rev port estomatol med dent cir maxilofac . 2020;61(2):79-85             81


























            Figura 1. Radiografia panorâmica que destaca a presença   Figura 2. Radiografia panorâmica que destaca a presença de
            de imagem radiolúcida no periápice das unidades 32 e   lesão mista associada ao ápice dentário dos elementos 41,
            33 correspondente a DCP em fase inicial (2012).     31, 32 e 33 indicando um quadro de DCP estagio II (2014).


           Além da presença dos terceiros molares a radiografia revelou
           também uma área radiolúcida na região dos incisivos inferi-
           ores, próxima ao periápice dos dentes 32 e 33, em que o es-
           paço do ligamento periodontal e a lâmina dura permaneciam
           preservados (Figura 1).
              Apesar deste achado não ser a queixa principal da paciente,
           a mesma não relatava nenhum incomodo no local, negava trau-
           matismos anteriores e ao exame físico observou -se que os
           dentes se encontravam hígidos, com resposta positiva ao teste
           de sensibilidade pulpar, caracterizando vitalidade nos mesmos,
           ausência de aumento de volume na região e também de quais-
           quer sinais clínicos que justificassem a lesão observada na
           radiografia. A conduta inicialmente proposta a paciente foi a
           realização do tratamento endodôntico dos elementos próximos
           a lesão e, após a conclusão do mesmo, ela deveria retornar ao
           ambulatório para realizar a excisão cirúrgica da lesão. No en-
           tanto, a paciente optou por ouvir uma segunda opinião a res-
           peito dos achados radiográficos e conduta clínica inicial, porém
           teve uma grande surpresa quando foi diagnosticada como DCP,
           e a conduta proposta por este foi a proservação e acompanha-  Figura 3. Tomografia computadorizada de corte axial
           mento clínico -radiográfico anual da patologia, ficando a mes-  que destaca imagem predominantemente osteolítica e
                                                                conteúdo hiperdenso em seu interior (2014).
           ma de decidir qual das duas condutas iria seguir.
              Após 15 dias da consulta a paciente retorna e informa que
           trataria o caso conservadoramente, sendo assim estipulados
           períodos de retornos, onde se fariam radiografias de acompan-
           hamento e caso houvessem alterações significativas outras
           condutas poderiam ser tomadas.
              Posteriormente, no ano de 2014, foi observado pequeno
           crescimento da displasia, que se estendia lateralmente a uni-
           dade 33 até a unidade 41, ambos por mesial. Apresentava -se
           uma lesão predominantemente osteolítica com conteúdo hip-
           erdenso em seu interior, evidenciado imagem mista, que cor-
           responde a fase intermediária da DCP (Figuras 2, 3, 4 e 5). Além
           disso, não houve evidências de expansão das corticais ósseas
           adjacentes e a paciente não acusava sintomatologia dolorosa.
           Novamente o teste de sensibilidade pulpar teve resposta pos-
           itiva em todos os dentes envolvidos, descartando a possibili-  Figura 4. Imagem osteolítica envolvendo os ápices
           dade de necrose pulpar.                              dentários das unidades 41, 31, 32 e 33 (2014).
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