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212 rev port estomatol med dent cir maxilofac. 2019;60(4):210-215
Figura 1. Lesão no lado esquerdo do dorso da língua, de Figura 3. Lesão de superfície lisa, rósea -amarelada na
cor amarelada. parte dorsal posterior esquerda da língua.
Figura 2. Detalhe da lesão no lado esquerdo do dorso da Figura 4. Lesão com aproximadamente 0,5 cm, localizada
língua com 0,7 cm, assintomática e amarelada (contorno na parte dorsal posterior esquerda da língua (contorno
pontilhado). pontilhado).
da com bisturi, sob anestesia local infiltrativa utilizando solu- nhum dado significante. O exame clínico revelou uma massa
ção estéril injetável de cloridrato de prilocaína 3% (30 mg/mL) nodular assintomática, firme à palpação, de coloração ligeira-
em associação com felipressina 0,03 UI/mL. O material obtido mente róseo -amarelada, de superfície idêntica à mucosa do dor-
na biópsia foi fixado em formol a 10% e encaminhado para so lingual, com cerca de 0,5 cm de diâmetro no dorso da língua
exame anatomopatológico, que confirmou o diagnóstico de em sua metade esquerda em região posterior (Figuras 3 e 4).
TCG. O presente caso, vem sendo acompanhado há 12 anos, Uma biópsia excisional com margem de segurança de
por meio de contato telefônico com o paciente que ocorre aproximadamente 0,3 cm distante das bordas da lesão, foi
anualmente, sendo que, até o presente momento não ocorreu realizada com bisturi, sob anestesia local infiltrativa utili-
a recidiva da lesão, conforme relatado pelo paciente. zando solução estéril injetável de cloridrato de prilocaína 3%
(30 mg/mL) em associação com felipressina 0,03 UI/mL, o
Caso clínico 2 diagnóstico de TCG foi encontrado, após a fixação do mate-
Paciente de sexo feminino, caucasiana, com 11 anos de idade, rial retirado ser fixado em formol a 10% e ser encaminhado
compareceu com queixa de uma lesão em região de dorso de para exame anatomopatológico. O presente caso vem sendo
língua, de coloração levemente róseo -amarelada. Esta relatou acompanhado há 10 anos, através de contato telefônico que
que a lesão havia surgido há cerca de 3 meses, e que recente- ocorre anualmente, não sendo encontrada recidiva da lesão,
mente aparentava ligeiro crescimento. Não foi encontrado ne- conforme relato da paciente.
nhum sinal de linfoadenopatia cervical ou submandibular. A Em ambos os casos clínicos as hipóteses diagnósticas fo-
história médica e o exame físico extraoral, não revelaram ne- ram de: fibroma, lipoma, schwanoma, neurofibroma, neuroma

