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194 rev port estomatol med dent cir maxilofac. 2019;60(4):189-196
Figura 2. Algoritmo de diagnóstico para a nova classificação periodontal.
1. Refere-se a perda de adesão interproximal detetável em dois ou mais dentes não adjacentes ou perda de adesão vestibular/lingual ≥ a 3mm,
excetuando-se motivos não periodontais como:
a) Recessão gengival de origem traumática
b) Lesões de cárie cervicais
c) CAL na face distal de 2.º molar associada à exodontia ou má posição do 3.º molar
d) Lesão endodôntica com drenagem pelo periodonto marginal
e) Fratura radicular vertical
2. Excluir periodontite necrosante e periodontite como manifestação de doença sistémica.
3. Redução da inserção clínica ou nível ósseo por motivos periodontais (atualmente estabilizados) ou não periodontais (ex.: recessão gengival
traumática, alongamento coronário, etc.).
4. Pacientes com periodontite estável, mas que desenvolvem inflamação gengival, devem permanecer em manutenção periodontal para monitorizar
qualquer reativação da periodontite.
5. Inclui saúde gengival num periodonto intacto e saúde gengival num periodonto reduzido que, por sua vez, inclui pacientes com periodonto
reduzido por motivos não periodontais e pacientes com periodontite estável (definido como um estado no qual a periodontite foi tratada com
sucesso, por meio do controlo de fatores locais e sistémicos, resultando num BOP mínimo, melhorias ótimas na PPD e nos níveis de inserção e na
ausência de destruição progressiva). Diferente de periodontite controlada/ em remissão, na qual o tratamento resultou numa redução (embora
não resolução total) da inflamação e alguma melhoria nos níveis de PPD e de inserção, mas não no controlo ótimo de fatores locais ou
sistémicos.
6. O valor de CAL na zona interproximal com maior perda de adesão.
7. A contagem de dentes perdidos inclui apenas dentes cujo principal motivo de perda seja periodontal.
8. Se um ou mais fator de complexidade de mudança de estágio for eliminado pelo tratamento, o estágio não deverá retroceder para um estágio mais
baixo uma vez que estágio original deve sempre ser considerado na fase de manutenção.
9. Fatores de complexidade
a) disfunção mastigatória
b) trauma oclusal secundário (mobilidade grau ≥2)
c) colapso da mordida/migração dentária
d) menos de 20 dentes remanescentes (10 pares oponentes)
e) defeitos acentuados da crista alveolar
10. Percentagem de perda óssea radiográfica do dente mais afetado/idade

