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102 rev port estomatol med dent cir maxilofac. 2018;59(2):100-106
teral for muito pequena ou muito grande podem se tornar
casos desafiadores no momento do levantamento do SM. 12
Não encontramos durante a revisão de literatura muitos
trabalhos específicos para avaliação da largura do seio maxilar.
Assim, a determinação da largura do SM, distância entre a
parede medial-lateral, nas diferentes reconstruções das ima-
gens obtidas na TCFC nos pareceu importante para elaboração
de uma classificação que possa ser utilizada em áreas edên-
tulas amplas.
Figura 1. Reconstrução coronal com as medidas da
largura do SM (distância entre a parede medial-lateral)
Material e métodos nas alturas de 5 mm, 7 mm, 10 mm, 13 mm e 15 mm a
partir da crista óssea residual
Este estudo foi realizado na Disciplina de Radiologia da Facul-
dade de Odontologia de Bauru da Universidade de São Paulo
(FOB/USP), no período de novembro de 2016 a dezembro de véolo de extração recente ou comunicação bucosinusal, espa-
2017 e aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da FOB/ ço protético insuficiente para instalação de implantes, de in-
USP. divíduos com síndromes ou outros tipos de anomalias
Foram incluídos no total, 260 imagens de seios maxilares craniofaciais. Quando os dois SMs de um mesmo indivíduo,
de edêntulos totais e parciais com altura óssea residual (AOR) cumpriam com os critérios de inclusão, os dois foram selecio-
<10 mm, analisados através de TCFC. nados para mensuração.
A aquisição de imagem foi feita através de dois aparelhos Para obtenção dos dados, padronizamos a espessura de
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tomográficos diferentes: i-CAT Classic (Imaging Science In- corte em 0,30 mm antes de cada análise. As mensurações fo-
ternacional Inc., Hatfield, Pennsylvania, EUA) e 3D Accuitomo ram realizadas somente na parte média das áreas edêntulas,
170 (J. Morita Corporation, Suita City, Osaka, Japão). As imagens simulando uma análise pré-operatória ao levantamento do SM
foram exportadas em formato DICOM (Digital Imaging and para reabilitação com implantes dentários.
Communications in Medicine format) sendo visualizadas e Na reconstrução sagital foram obtidas medidas da altura
interpretadas em dois softwares diferentes, o software i-CAT óssea residual (AOR) na parte media da área edêntula, e clas-
Vision (Imaging Sciences, Hatfield, Estados Unidos) em um sificamos em: severamente deficiente (SvD < 4 mm), modera-
monitor FlexScan S2000 de 20 polegadas (Einzo Nanao Corpo- damente deficiente (MdD > 4 mm < 7 mm) e ligeiramente de-
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ration , Hakusan, Japão) e o i-Dixel software (J. Morita, Irvine, ficiente (LgD > 7 mm < 10 mm).
Califórnia, USA) num monitor DELL Professional P2412H de 24 Logo após, na reconstrução coronal foram obtidas as me-
polegadas (DELL Inc. Round Rock, Texas, EUA). Todos os exames didas da distância entre a parede medial-lateral, nas alturas
foram selecionados de um arquivo de imagens de pacientes, de 5, 7, 10, 13 e 15 mm, a partir da crista óssea residual (COR)
obtidas para outros propósitos e não adquiridas estritamente (Figura 1). As mensurações feitas nos níveis de 5, 7, e 10 mm
para este estudo. representam a área de osteotomia que seria realizada no bor-
Os protocolos de aquisição de imagens utilizados foram: do inferior da janela lateral de aceso ao SM, e a medida de 15
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i-CAT Classic com campos de visão (FOV) de 13, 10, 8 e 6 cm, mm representa o lugar onde seria realizado o bordo superior
tempo de exposição de 20 segundos e voxel de 0,30 e para o da janela de aceso lateral ao SM. 12
aparelho 3D Accuitomo 170 foram utilizadas imagens obtidas A análise intra-examinador foi feita com 20% da amostra,
no padrão Standard (Std) de 170 x 120 e 140 x 100, tempo de 30 dias após a primeira análise (coeficiente de correlação in-
exposição 17,5 segundos e voxel de 0,33. Os exames foram traclasse ICC). A média, desvio padrão, mediana, 33° e 67° per-
realizados por técnicos radiologistas (R.P.S e F.A.D.C.), creden- centil foram calculados para representar a largura do SM (dis-
ciados possibilitando uma exposição mínima de radiação io- tância entre a parede medial-lateral). Os dados foram
nizante para uma melhor qualidade das imagens. analisados utilizando o programa Statistica.v 10.0. Enterprise
As imagens foram interpretadas por um único examinador, (StatSoft, Inc., Tulsa, Oklahoma, EUA). O nível de significância
previamente calibrado após a visualização de várias imagens adotado foi de 5%.
por um radiologista, em um ambiente com iluminação ade-
quada. A distância entre o monitor e o examinador foi de apro-
ximadamente de 30 cm e os recursos de correção de brilho e Resultados
o contraste das imagens foram utilizados a partir das ferra-
mentas disponíveis nos softwares. Inicialmente foram avaliados 2129 exames de TCFC, incluindo
As imagens selecionadas para este estudo atenderam aos 260 SMs de edêntulos totais e parciais com AOR < 10 mm, que
seguintes critérios de inclusão: visualização do seio maxilar cumpriam com os critérios de inclusão. Os detalhes da
de forma íntegra ou com uma altura mínima de 15 mm a par- amostra encontram-se na Tabela 1. As médias da largura do
tir da crista óssea residual, altura óssea residual menor que 10 SM (distância entre a parede medial-lateral) na altura de 5
mm, região edêntula adjacente ao SM. Foram excluídas ima- mm, 7 mm, 10 mm, 13 mm e 15 mm a partir da COR (Figura 2).
gens incompletas ou com artefactos, imagens onde no SM As Tabelas 2 e 3 mostram a média, desvio padrão, 33° e 67°
havia enxertia óssea, imagens com implantes instalados, al- percentil das mensurações realizadas nas diferentes alturas a

