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           teral for muito pequena ou muito grande podem se tornar
           casos desafiadores no momento do levantamento do SM. 12
             Não encontramos durante a revisão de literatura muitos
           trabalhos específicos para avaliação da largura do seio maxilar.
           Assim, a determinação da largura do SM, distância entre a
           parede medial-lateral, nas diferentes reconstruções das ima-
           gens obtidas na TCFC nos pareceu importante para elaboração
           de uma classificação que possa ser utilizada em áreas edên-
           tulas amplas.
                                                               Figura 1. Reconstrução coronal com as medidas da
                                                               largura do SM (distância entre a parede medial-lateral)
           Material e métodos                                  nas alturas de 5 mm, 7 mm, 10 mm, 13 mm e 15 mm a
                                                               partir da crista óssea residual
           Este estudo foi realizado na Disciplina de Radiologia da Facul-
           dade de Odontologia de Bauru da Universidade de São Paulo
           (FOB/USP), no período de novembro de 2016 a dezembro de   véolo de extração recente ou comunicação bucosinusal, espa-
           2017 e aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da FOB/  ço protético insuficiente para instalação de implantes, de in-
           USP.                                               divíduos com síndromes ou outros tipos de anomalias
             Foram incluídos no total, 260 imagens de seios maxilares   craniofaciais. Quando os dois SMs de um mesmo indivíduo,
           de edêntulos totais e parciais com altura óssea residual (AOR)   cumpriam com os critérios de inclusão, os dois foram selecio-
           <10 mm, analisados através de TCFC.                nados para mensuração.
             A aquisição de imagem foi feita através de dois aparelhos   Para obtenção dos dados, padronizamos a espessura de
                                         ®
           tomográficos diferentes: i-CAT Classic  (Imaging Science In-  corte em 0,30 mm antes de cada análise. As mensurações fo-
           ternacional Inc., Hatfield, Pennsylvania, EUA) e 3D Accuitomo   ram realizadas somente na parte média das áreas edêntulas,
           170 (J. Morita Corporation, Suita City, Osaka, Japão). As imagens   simulando uma análise pré-operatória ao levantamento do SM
           foram exportadas em formato DICOM (Digital Imaging and   para reabilitação com implantes dentários.
           Communications in Medicine format) sendo visualizadas e   Na reconstrução sagital foram obtidas medidas da altura
           interpretadas em dois softwares diferentes, o software i-CAT   óssea residual (AOR) na parte media da área edêntula, e clas-
           Vision (Imaging Sciences, Hatfield, Estados Unidos) em um   sificamos em: severamente deficiente (SvD < 4 mm), modera-
           monitor FlexScan S2000 de 20 polegadas (Einzo Nanao Corpo-  damente deficiente (MdD > 4 mm < 7 mm) e ligeiramente de-
               ®
           ration , Hakusan, Japão) e o i-Dixel software (J. Morita, Irvine,   ficiente (LgD > 7 mm < 10 mm).
           Califórnia, USA) num monitor DELL Professional P2412H de 24   Logo após, na reconstrução coronal foram obtidas as me-
           polegadas (DELL Inc. Round Rock, Texas, EUA). Todos os exames   didas da distância entre a parede medial-lateral, nas alturas
           foram selecionados de um arquivo de imagens de pacientes,   de 5, 7, 10, 13 e 15 mm, a partir da crista óssea residual (COR)
           obtidas para outros propósitos e não adquiridas estritamente   (Figura 1). As mensurações feitas nos níveis de 5, 7, e 10 mm
           para este estudo.                                  representam a área de osteotomia que seria realizada no bor-
             Os protocolos de aquisição de imagens utilizados foram:   do inferior da janela lateral de aceso ao SM, e a medida de 15
                     ®
           i-CAT Classic  com campos de visão (FOV) de 13, 10, 8 e 6 cm,   mm representa o lugar onde seria realizado o bordo superior
           tempo de exposição de 20 segundos e voxel de 0,30 e para o   da janela de aceso lateral ao SM. 12
           aparelho 3D Accuitomo 170 foram utilizadas imagens obtidas   A análise intra-examinador foi feita com 20% da amostra,
           no padrão Standard (Std) de 170 x 120 e 140 x 100, tempo de   30 dias após a primeira análise (coeficiente de correlação in-
           exposição 17,5 segundos e voxel de 0,33. Os exames foram   traclasse ICC). A média, desvio padrão, mediana, 33° e 67° per-
           realizados por técnicos radiologistas (R.P.S e F.A.D.C.), creden-  centil foram calculados para representar a largura do SM (dis-
           ciados possibilitando uma exposição mínima de radiação io-  tância entre a parede medial-lateral). Os dados foram
           nizante para uma melhor qualidade das imagens.     analisados utilizando o programa Statistica.v 10.0. Enterprise
             As imagens foram interpretadas por um único examinador,   (StatSoft, Inc., Tulsa, Oklahoma, EUA). O nível de significância
           previamente calibrado após a visualização de várias imagens   adotado foi de 5%.
           por um radiologista, em um ambiente com iluminação ade-
           quada. A distância entre o monitor e o examinador foi de apro-
           ximadamente de 30 cm e os recursos de correção de brilho e   Resultados
           o contraste das imagens foram utilizados a partir das ferra-
           mentas disponíveis nos softwares.                  Inicialmente foram avaliados 2129 exames de TCFC, incluindo
             As imagens selecionadas para este estudo atenderam aos   260 SMs de edêntulos totais e parciais com AOR < 10 mm, que
           seguintes critérios de inclusão: visualização do seio maxilar   cumpriam com os critérios de inclusão. Os detalhes da
           de forma íntegra ou com uma altura mínima de 15 mm a par-  amostra encontram-se na Tabela 1. As médias da largura do
           tir da crista óssea residual, altura óssea residual menor que 10   SM (distância entre a  parede medial-lateral) na altura de 5
           mm, região edêntula adjacente ao SM. Foram excluídas ima-  mm, 7 mm, 10 mm, 13 mm e 15 mm a partir da COR (Figura 2).
           gens incompletas ou com artefactos, imagens onde no SM   As Tabelas 2 e 3 mostram a média, desvio padrão, 33° e 67°
           havia enxertia óssea, imagens com implantes instalados, al-  percentil das mensurações realizadas nas diferentes alturas a
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