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XXXIX REUNIÃO ANUAL DA SPAIC / RESUMOS DAS COMUNICAÇÕES ORAIS E DOS POSTERS
Resultados e conclusões: Resultados: 80% – sexo masculi- (IgA1, IgA2, IgE, IgG1, IgG2, IgG3, IgG4 e IgM). Para este efeito,
no, média de idade 45 anos (14 -70). Grupo A -10 dtes; Grupo foi seguido um protocolo de 10 cores em sangue total, com mar-
B -20 dtes. 4 dtes (2 -grupo A e 2 -grupo B) abandonaram VIT cação de 10x10^6 células e aquisição de ± 5x10^6 células.
durante o primeiro ano. Previamente à VIT, sIgE para rApi m1 Resultados e conclusões: A presença de alergia não se as-
foi detetada em 86,7%, rApi m2 - 46,7%, rApi m3 -16,7%, rApi sociou a alterações estatisticamente significativas dos núme-
m5 -43,3% e rApi m10 -70%. Resultados positivos para pelo ros absolutos de células B de memória e plasmablastos, bem
menos um alergénio de veneno de abelha foram detetados em como do padrão de distribuição dos diferentes isotipos, quan-
100%. 80% dos dtes eram sensibilizados para > 1 alergénio e do se comparou o grupo de 18 doentes com um grupo con-
13,3% para todos os alergénios. O perfil de caracterização dos trolo de 10 indivíduos de idade e género equivalentes, sem
2 grupos -mediana e intervalo interquartil (IQR25/75) antes e manifestações respiratórias e sem sensibilização a aeroaler-
um ano após o início da VIT está representado na tabela 1. génios comuns. Após o início de IE documentaram -se vários
Não houve diferenças estatisticamente significativas no perfil padrões de alterações das subpopulações B, quer após uma
dos dois grupos antes da VIT, porém verificou -se uma dimi- semana quer ao fim de 30 dias, em relação ao observado antes
nuição significativa: p=0,045, p=0,017, p=0,021 a i1, rApi m3, do rush. Estes dados, apesar de limitados pela dimensão re-
rApi m10, respetivamente, no grupo B 1 ano após o início da duzida da amostra, contrastam com a cinética descrita na li-
VIT. teratura de resposta de subpopulações de células B circulan-
Conclusão: Estes dados revelam que 1 ano após o início da tes no primeiro mês após algumas vacinas para agentes
VIT houve uma diminuição significativa de rApi m3 e rApi m10 infecciosos, levando a colocar a hipótese de que o padrão de
no grupo de dtes sem reação. Não foi encontrada uma asso- variação se correlacione com a resposta clínica. A reavaliação
ciação entre os dtes com RS durante VIT e o perfil de sensi- clínica e imunológica dos doentes poderá, a médio prazo, aju-
bilização. No entanto, é importante estudar um maior núme- dar a identificar retrospectivamente marcadores precoces de
ro de dtes. maior benefício com IE.
PO 21 – Impacto da imunoterapia específica em rush PO 22 – Avaliação da tolerabilidade de uma vacina
por via subcutânea nas subpopulações de células B polimerizada depot contendo uma mistura de olea
circulantes em doentes com alergia respiratória europaea e phleum pratense sem o efeito de diluíção
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4
C. Varandas , A. Serra -Caetano , A. Antão , H. Machado , M. C. B. Madariaga , M. A. Lara , G. V. Sánchez , F. J. Monteseirín , L.
Santos , A. E. Sousa , S. L. Silva 1,2 Fernández , J. Quiralte 6
1
5
1
1 Instituto de Medicina Molecular, Faculdade de Medicina, 1 Departamento de Investigação e Desenvolvimento, ROXALL
Universidade de Lisboa, Lisboa, PORTUGAL Medicina España S.A., Zamudio, SPAIN
2 Clínica Universitária de Imunoalergologia, Hospital de Santa 2 Serviço de Alergia, Hospital Universitario San Cecilio, Granada,
Maria, Centro Hospitalar Lisboa Norte, Lisboa, PORTUGAL SPAIN
3 Serviço de Alergia, Hospital Universitario de Henares, Madrid,
Objectivo: A Imunoterapia Específica (IE) é um tratamento com SPAIN
eficácia documentada na alergia respiratória, embora os seus me- 4 Serviço de Alergia, Hospital Virgen Macarena, Sevilla, SPAIN
canismos de actuação sejam ainda insuficientemente conhecidos 5 Serviço de Alergia, Hospital de Zafra, Badajoz, SPAIN
e a resposta clínica seja muito heterogénea. A IE é um tratamento 6 Serviço de Alergia, Hospital Universitario Virgen del Rocío,,
dispendioso e prolongado, com risco associado, impondo -se a Sevilla, SPAIN
selecção criteriosa de doentes.
O objectivo deste trabalho foi avaliar a resposta imunológica das Objectivo: Na Europa, a polisensibilização é mais prevalente que
células B circulantes à IE para ácaros domésticos, causa mais fre- a monosensibilização; alcançando números de 54% em crianças
quente de alergia respiratória. menores de 11 anos, 61,7% em adolescentes e 64,8% em adultos.
Metodologia: Selecionou -se um coorte de 18 doentes com aler- Este estudo tem como objetivo avaliar a tolerabilidade de uma
gia respiratória e sensibilização predominante a ácaros Dermato- vacina subcutânea em apresentação polimerizado depot contendo
phagoides e de armazenamento, identificada por testes cutâneos uma mistura dos aeroalérgenos, sem o efeito da diluição.
em picada. Um subgrupo de 6 doentes foi submetido a IE por via Metodologia: Pacientes polisensibilizados a Olea europea e Ph-
subcutânea, iniciada em esquema rush, com extractos polimeriza- leum pratense receberam uma vacina em pauta abreviada (3 doses
dos despigmentados (50% Dermatophagoides pteronyssinus + 50% com intervalos semanais – duração 2 semanas) ou em pauta agru-
Dermatophagoides farinae ou 50% Dermatophagoides pteronys- pada (duas administrações no mesmo dia separadas por 30 minu-
sinus + 50% Lepidoglyphus destructor). Foi feita imunofenotipagem tos). Ambas as pautas de início, foram seguidas de 3 doses de
das células B circulantes antes da terapêutica (D0), após 7 dias manutenção administradas com intervalos mensais. A variável
(D7) e imediatamente antes da administração da 2.ª dose de IE principal era a segurança e a tolerabilidade das pautas e foi ava-
(D30). Foi avaliada a frequência e número absoluto dos diferentes liada com o número, percentagem e severidade das reações ad-
isotipos de células B de memória e plasmablastos, nomeadamente versas; enquanto que como variável secundaria se incluíram a
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REVIST A POR TUGUESA DE IMUNO ALERGOLOGIA

