Page 57 - RPIA_26-SUPL1
P. 57

XXXIX REUNIÃO ANUAL DA SPAIC / RESUMOS DAS COMUNICAÇÕES ORAIS E DOS POSTERS





          descrevem 98% da variabilidade entre amostras e fornecem   e publicada em estudos anteriores. Através da análise da correla-
          informações discriminatórias entre essas. A PC1 contribui com   ção de Spearman’s analisou -se a influência dos fatores meteoro-
          96% da variação da amostra e a PC2 com 2%. Analisando a PC1   lógicos sobre os níveis atmosféricos de pólen de Platanus.
          é possível observar a descriminação de dois grandes grupos,   Resultados e conclusões:  Resultados: Entre as localidades
          um grupo englobando as amostras de sobreiro e quenopódio   registaram -se diferenças qualitativas, quantitativas e de compor-
          e o outro as amostras de oliveira, gramíneas, parietária e tan-  tamento aerobiológico. O pólen de Platanus apresentou, em mé-
          chagem. No primeiro grupo, a evidente separação das amostras   dia, a seguinte representação no espectro polínico das localidades;
          de sobreiro das restantes em estudo pode dever -se à diferen-  6% Porto, 9% Coimbra, 6% Lisboa, 8 % Évora, 2% Vila Real, Cas-
          te composição bioquímica que caracteriza este tipo polínico,   telo Branco, Funchal e Ponta Delgada e <1% em Portimão. Em
          considerado como o menos alergizante comparativamente aos   todas as localidades, a estação de polinização foi muito curta e
          restantes. A separação pela PC2, para além de também poder   ocorreu durante os meses Março e Abril. As concentrações des-
          estar relacionada com as diferenças ao nível da composição   te pólen no ar fora desse período foram mínimas. Os índices e
          bioquímica, pode ainda dever -se a diferenças na estrutura da   níveis diários de pólen mais elevados registaram -se em Coimbra
          parede do grão e número de aberturas. Esta hipótese coloca-  e particularmente em Évora. O pólen durante a polinização está
          -se ao constatar que o pólen de gramíneas que contem apenas   presente na atmosfera ao longo de todo o dia, sobretudo durante
          uma abertura apresenta um valor mais elevado relativamente   as horas de sol, tendo a distribuição horária do pólen variado ao
          aos restantes, caracterizados pela presença de várias aberturas   longo do dia entre as localidades
          (3 ou mais).                                      Obtiveram -se correlações significativas entre os seus níveis e os
          Conclusões: A análise exploratória dos dados mostrou que a   parâmetros meteorológicos.
          aplicação da espectroscopia FT -NIR permite obter uma separação   Conclusões: Dada a significativa e importante prevalência do pólen
          das amostras de acordo com a sua origem taxonómica. Parece   de Platanus no meio ambiente em várias áreas do País e o seu
          assim haver evidências de que esta técnica é sensível às caracte-  potencial alergénico, torna -se útil e relevante a sua divulgação aos
          rísticas morfológicas e à composição bioquímica dos grãos de   técnicos de saúde e população em geral, a fim de se poder corre-
          pólen.                                            lacionar com eventuais sensibilizações e sintomatologia de polino-
          Este estudo preliminar mostra o potencial que a aplicação da es-  se. A salientar que este tipo de pólen se encontra no ar essencial-
          pectroscopia FT -NIR poderá no futuro apresentar na monitoriza-  mente nos meses de Março e Abril.
          ção das biopartículas aeroalergénicas.            Tendo em conta esta informação levanta -se a questão da impor-
                                                            tância do debate acerca da sua presença ou não nos espaços ver-
                                                            des das zonas urbanas.
          PO 18 – Aerobiologia do pólen de platáno (Platanus
          Hispânica Miller ex Münchh) em portugal
          E. Caeiro , C. Nunes , I. Câmara Camacho , M. Morais de   PO 19 – Quantificação e valor clínico de IgE específica
                 1,2
                           1,3
                                            1,4
          Almeida 1,5                                       para PHL P1/5 e Ole e1 em doentes com testes cutâneos
          1   Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica –   positivos para gramíneas e oliveira
           SPAIC – Grupo de Interesse de Aerobiologia, Lisboa, PORTUGAL  P. Morais Silva  , S. Nunes  , N. Santos  3
                                                                               2
                                                                      1,2
          2   Instituto de Ciências Agrárias e Ambientais Mediterrânicas –   1   Alergologia e Imunologia Clínica. Hospital Particular do Algarve,
           ICAAM, Universidade de Évora, Évora, PORTUGAL     Portimão, PORTUGAL
          3   Centro de Imunoalergologia do Algarve, Portimão, PORTUGAL  2   Department of Biomedical Sciences and Medicine, University of
          4   Faculdade das Ciências da Vida, Universidade da Madeira, Funchal,   Algarve, Faro, PORTUGAL
           PORTUGAL                                         3   Serviço de Imunoalergologia. Centro Hospitalar e Universitário
          5   Centro de Alergia, Hospitais CUF -Descobertas e CUF Infante   do Algarve, Unidade de Portimão, Portimão, PORTUGAL
           Santo, Lisboa, PORTUGAL
                                                            Objectivo: A rinite alérgica devido a pólenes é uma patologia
          Objectivo: A árvore plátano é muito utilizada como ornamental   com impacto significativo na qualidade de vida. Em Portugal, pó-
          nos ambientes urbanos e o seu pólen é considerado uma impor-  lenes de gramíneas (entre elas, o de Phleum pratense) e oliveira
          tante causa de polinose na Europa.                parecem ser dos mais relevantes clinicamente. Apesar de resul-
          Objectivo: Analisar a prevalência e o comportamento aerobiólo-  tados de testes cutâneos por picada (TCP) serem frequentemen-
          gico do pólen de Platanus hispânica Miller ex Münchh em Portugal.  te suficientes para identificar um perfil de sensibilização, situa-
          Metodologia: Metodologia: Neste estudo, utilizaram -se os dados   ções  de  polissensibilização  aumentam  a  complexidade  do
          diários das monitorizações do pólen de Platanus e os dados me-  diagnóstico e dificultam a escolha de extratos para imunoterapia.
          teorológicos, de 2002 a 2017, dos 9 centros da Rede Portuguesa   A identificação de sIgE para as proteínas alergénicas principais
          de Aerobiologia – RPA: Vila Real, Porto, Coimbra, Castelo Bran-  de cada espécie pode auxiliar na escolha dos extratos e as provas
          co, Lisboa, Évora, Portimão, Funchal e Ponta Delgada. Nas moni-  de provocação nasal (PPN) com alergénios são consideradas o
          torizações usou -se um captador Burkard Seven Day Volumetric   gold standard para a identificação das sensibilizações com signi-
          Spore -trap  e a metodologia a ele associada da RPA referenciada   ficado clínico.
                  ®

                                                                                                              31

                                             REVIST A POR TUGUESA DE IMUNO ALERGOLOGIA
   52   53   54   55   56   57   58   59   60   61   62