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XXXIX REUNIÃO ANUAL DA SPAIC / RESUMOS DAS COMUNICAÇÕES ORAIS E DOS POSTERS
Metodologia: Este estudo observacional prospetivo incluiu PO 20 – Contribuição do diagnóstico molecular em
doentes com mais de 12 anos com rinite alérgica e TCP dupla- doentes alérgicos ao veneno de abelha com reações
mente positivos para extratos de gramíneas selvagens (Phleum, sistémicas durante o ultra ‑rush
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1
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1,2
Dactylis, Lollium), e oliveira. Posteriormente, os doentes foram T. Lourenço , A. Lopes , E. Pedro , M. Pereira Barbosa , M. C.
divididos de acordo com a presença de sIgE para os alergénios Pereira Santos 2,3
principais de Phleum pratense (Phl p1/p5) e oliveira (Ole e1) e 1 Serviço de Imunoalergologia, Hospital Santa Maria – Centro
comparados entre si. Finalmente, aos doentes que autorizaram, Hospitalar Lisboa Norte, LISBOA, PORTUGAL
foi realizada uma prova de provocação nasal (PPN) com cada um 2 Clínica Universitária de Imunoergologia – Faculdade de Medicina,
dos extratos. Universidade Lisboa, LISBOA, PORTUGAL
Resultados e conclusões: Foram observados 50 doentes (60% 3 Laboratório de Imunologia Clínica, Faculdade de Medicina /
homens, idade mediana 29 anos, 40% com asma, 12% com eczema Instituto de Medicina Molecular, Universidade de Lisboa, LISBOA,
atópico). Posteriormente, 31 doentes realizaram PPN. PORTUGAL
Apenas 25 (50%) doentes apresentavam valores positivos para Phl
p1/p5 e Ole e1. Dos restantes, 14 (28%) só exibiam sIgE para Phl Objectivo: Introdução: A alergia ao veneno de abelha é uma das
p1/p5 e 6 (12%) só para Ole e 1. Cinco doentes tinham sIgE nega- causas mais comuns de anafilaxia grave em adultos. A imunotera-
tivas para ambos. pia com veneno de abelha (VIT) é considerada o tratamento mais
Idade, sexo, local de residência, diâmetro médio da pápula para eficaz. No entanto, podem ocorrer reações sistémicas (RS), espe-
um dos extratos e valores de IgE total dos doentes em cada grupo cialmente durante o ultra -rush. O diagnóstico por componentes
não apresentaram diferenças estatisticamente significativas. O moleculares torna -o mais preciso, não havendo ainda descrito na
grupo sem sensibilização a Phl p1/p5 e a Ole e1 apresentava signi- literatura associação entre este e RS durante a VIT.
ficativamente menos doentes com asma e eczema. Objetivo: Caracterizar o perfil de sensibilização por componentes
A sensibilidade da sIgE para Phl p1/p5 para prever uma PPN posi- moleculares dos doentes (dtes) com reações anafiláticas ao vene-
tiva para extrato de gramíneas foi de 100% (IC95% 86 -100%) e a no de abelha sob VIT e investigar se as RS durante o ultra -rush
especificidade de 85,7% (IC95% 42 -99%). Sensibilização a Ole e1 estão relacionadas com diferentes padrões de sensibilização.
previu uma PPN positiva para oliveira com 100% (IC95% 80 -100%) Metodologia: Métodos: Estudo prospetivo incluindo 30 dtes
e 85,7% (IC95% 57 -98%), respectivamente. submetidos a VIT durante pelo menos 1 ano. Considerou -se 2
A escolha adequada do extrato de imunoterapia é crucial. Nesta grupos: grupo de dtes que reagiram durante o ultra -rush (Grupo
amostra, os resultados de TCP não permitiriam identificar os aler- A) que foi comparado com o grupo sem reação (Grupo B).Foram
génios clinicamente mais relevantes. A quantificação de sIgE para avaliadas a IgE específica (sIgE) de veneno abelha (i1) e componen-
alergénios principais parece ter boa sensibilidade e especificidade tes moleculares recombinantes: rApi m1, rApi m2, rApi m3, rApi
para prever uma PPN positiva. m5 e rApi m10 antes e 1 ano após o início de VIT por ImmunoCAP
(Termofisher Scientific, Uppsala, Suécia). Um valor> 0,35kUA/l foi
considerado positivo. Todos os testes estatísticos foram realizados
com Graph -Pad Prism v5.01.
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REVIST A POR TUGUESA DE IMUNO ALERGOLOGIA

