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XXXIX REUNIÃO ANUAL DA SPAIC / RESUMOS DAS COMUNICAÇÕES ORAIS E DOS POSTERS





          Os apicultores com mais anos de apicultura apresentaram maior   de ITE e sem reação sistémica), verificando -se, no entanto, no TAB
          número de TID positivos com 0,1 µcg/L (p<0,05). Adicionalmente,   diminuição da concentração mínima de ativação em T2.
          a sensibilização a pólenes de gramíneas associou -se a um maior   Este estudo inclui um número limitado de doentes e 6 meses de
          número de TID positivos com 0,1 µcg/L e 1 µcg/L (CC=0,402,   ITE parece ser insuficiente para se observarem variações signifi-
          p=0,001; CC=0,249, p=0,048; CC=0,332, p= 0,007 e CC=0,275,   cativas no TAB. Será importante aumentar o tempo de ITE e incluir
          p=0,028).                                         mais doentes para perceber a utilidade do TAB na monitorização
          Neste grupo, mais de metade dos apicultores (38), estavam sen-  da ITE a VH.
          sibilizados ao veneno da abelha e isso possivelmente deve -se à
          maior exposição das picadas (não usar fato completo, maior nú-
          mero de picadas, mais tempo de apicultura). A exposição regular   PO 27 – Triptase e mastocitose em doentes com reação
          ao veneno de abelha nestes indivíduos poderá conferir -lhes maior   generalizada à picada de himenópteros
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          tolerância e por isso diminuir o risco de eventuais reações alérgi-  R. Samelo , A. Maresch , B. Tavares , R. Cunha , F. Rodrigues 1
          cas sistémicas com a picada. Estudos com maiores amostras po-  1   Serviço de Patologia Clínica, Centro Hospitalar e Universitário
          derão ajudar a esclarecer estas questões.          de Coimbra, Coimbra, PORTUGAL
                                                            2   Serviço de Imunoalergologia, Centro Hospitalar e Universitário
                                                             de Coimbra, Coimbra, PORTUGAL
          PO 26 – Utilidade do teste de activação de basófilos na
          avaliação da imunoterapia específica a veneno de   Objectivo: A quantificação dos níveis de triptase total basal pro-
          himenópteros                                      porciona a avaliação dos riscos de reações graves em doentes
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                                               1
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          M. I. P. Martins Batista , B. Kong Cardoso , S. Farinha , S. Correia ,   alérgicos aos venenos. O seu doseamento também é utilizado
                                                       1
          R. Reis , E. Tomaz , F. Inácio 1                  como um critério de diagnóstico para a mastocitose.
               1
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          1  Hospital São Bernardo, Setúbal, PORTUGAL       Pretendeu -se efectuar um estudo retrospectivo nos últimos 4,5
                                                            anos em doentes com reacção generalizada a veneno de Himenóp-
          Objectivo: A alergia a venenos de himenópteros (VH) é uma   teros com base nos valores de triptase e respectiva incidência de
          causa importante de anafilaxia, sendo a imunoterapia específica   mastocitose.
          (ITE) o único tratamento eficaz na sua prevenção. A avaliação da   Metodologia: Pesquisaram -se os valores de triptase, IgE Especí-
          sua eficácia seria idealmente realizada através de prova de provo-  fica a veneno de Apis mellifera, Vespula spp. e Polistes dominulus
          cação por picada pelo himenóptero, indisponível em Portugal. Uma   nos doentes observados de novo. Foi realizado estudo demográ-
          vez que a variação nos valores de IgE’s e IgG’s específicas não se   fico e análise estatística do total da amostra e comparando dois
          correlaciona com a eficácia da ITE, importa encontrar biomarca-  grupos de doentes separados pelo valor de referência da triptase:
          dores para a avaliação desta terapêutica. Estudos apontam o Tes-  Triptase>11,4 e Triptase<=11,4 µg/l. Identificaram -se os casos de
          te de Ativação de Basófilos (TAB) como ferramenta possivelmen-  mastocitose no primeiro grupo.
          te útil na avaliação da eficácia da ITE a VH. Este trabalho pretende   Resultados e conclusões: Foram incluídos no estudo 148 doen-
          avaliar a evolução da resposta ao TAB a VH em doentes sob ITE.  tes, cuja descrição e análise estatística está exposta no quadro
          Metodologia: Selecionaram -se 7 doentes a realizar ITE a VH. Os   abaixo. Os escalões etários de 21 aos 70 anos englobaram 86,6%
          doentes realizaram TAB no início do estudo (T1) e 6 meses depois   da amostra. No total dos doentes, verificou -se correlação positi-
          (T2). TAB considerado positivo se ativação maior ou igual a 10%.   va moderada entre os valores de IgE a Vespula spp. e Polistes
          Foram também analisados: o sexo, a idade, a profissão, o veneno,   dominulus (r=0,619, p<0,0001).
          a duração de ITE e avaliada a existência de reações a picadas aci-
          dentais próximas de T1 e T2.
          resultados e conclusões: Os doentes (6 M, 1 F) tinham média
          de idades de 46.6 anos (mínima 8; máxima 71). Seis doentes faziam
          ITE ao veneno de abelha (85.7%), um ao de polistes (14.3%). Quatro
          doentes são apicultores (57.1%), 2 são trabalhadores rurais (28.6%)
          e 1 estudante, residente em área rural (14.3%). Em T1, 5 doentes
          encontravam -se no 1.º ano de ITE (71.4%), 1 doente no 3.º ano e 1
          doente no 5.º ano. Em T1 todos os doentes apresentaram TAB
          positivo, com concentrações mínimas de ativação que variaram
          entre 10 a 1000 ng/ml. Em T2, 6 doentes mantiveram TAB positivo
          e 1 negativou. As concentrações mínimas de ativação em T2 varia-
          ram entre 2.5 a 5000 ng/ml. Na avaliação por doente, observou -se
          em 2 doentes o aumento da concentração mínima de ativação, 2
          mantiveram a concentração de T1 e outros 2 diminuíram. Não se
          observou relação entre o ano de ITE e a variação na resposta ao
          TAB. Apenas ocorreram picadas acidentais num doente (no 5.º ano


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                                             REVIST A POR TUGUESA DE IMUNO ALERGOLOGIA
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