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XXXIX REUNIÃO ANUAL DA SPAIC / RESUMOS DAS COMUNICAÇÕES ORAIS E DOS POSTERS
Dos 6 doentes com triptase >11,4 µg/l, 4 foram avaliados para mas- dor máxima relatada foi de 7, não existindo nenhum com dor autor-
tocitose e em apenas 2 se confirmou o diagnóstico. Para estes referida com valor igual ou superior a 8. Os doentes com reações
doentes,os valores de triptase foram de 21,5 e 32,6 µg/l; IgE A me- adversas apresentaram uma média de dor ligeiramente superior aos
llifera 0,09 e 0,03 KU/l; IgE Vespula spp. 0,41 e 0,02 KU/l; IgE Polistes sem reações. Não se registaram outras diferenças significativas. Não
0,31 e 0,24 KU/l, respectivamente. 2 doentes não fizeram estudo de foram observadas outras diferenças significativas intergrupos.
mastocitose (um abandonou a consulta e outro tinha triptase 11,7). Conclusões: Neste estudo, demonstrou -se um baixo score de
Conclusões: A maioria dos doentes são do sexo masculino o que dor provocada pela ITASC com baixa ocorrência reações adversas
poderá ser explicado pelo facto de as profissões com maior ex- sendo, portanto, uma opção segura para a maioria dos nossos
posição ambiental serem ocupadas maioritariamente por homens. doentes pediátricos alérgicos.
O grupo com triptase>11,4 tinha idade significativamente superior.
A percentagem de doentes com triptase>11,4 é diminuta não sen-
do sinónimo de mastocitose. No entanto, deve -se manter este PO 29 – Impacto da imunoterapia específica (ite) no
doseamento no estudo inicial destes doentes. consumo de medicação anti -alérgica
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M. I. P. Martins Batista , B. Kong Cardoso , S. Farinha , R. Reis , E.
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Tomaz , F. Inácio 1
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PO 28 – Intensidade da dor associada à imunoterapia 1 Hospital São Bernardo, Setúbal, PORTUGAL
por administração subcutânea em idade pediátrica
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C. Ferreira , I. Rezende , A. Guilherme , L. Cunha , H. Falcão , I. Objectivo: A Imunoterapia Específica (ITE) permite modificar a
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Lopes 1 história natural da doença alérgica respiratória, com redução sig-
1 Serviço de Imunoalergologia do Centro Hospitalar de Vila Nova nificativa da sintomatologia, e, consequentemente, da utilização
de Gaia / Espinho, Vila Nova Gaia, PORTUGAL de terapêutica de controlo, diminuindo assim não só o efeito ia-
2 Serviço de Imunoalergologia do Centro Hospitalar do Porto, trogénico, como o custo total do tratamento desta patologia.
Porto, PORTUGAL Existem poucos estudos que quantifiquem o impacto da ITE no
consumo de medicação anti -alérgica.
Objectivo: Introdução: A imunoterapia com alergénios é o único O objectivo do nosso estudo foi avaliar o impacto da ITE a aeroa-
tratamento seguro e efetivo capaz de alterar a história natural das lergénios no consumo de medicação anti -alérgica durante os dois
doenças alérgicas. Apesar de se considerar que a dor provocada primeiros anos de ITE.
por esta é mínima, existem, na literatura poucos estudos de ava- Metodologia: Foram analisados nos processos clínicos de 48 doen-
liação da perceção da dor associada à administração de imunote- tes submetidos há pelo menos dois anos a ITE subcutânea a aeroa-
rapia subcutânea com alergénios (ITASC), nomeadamente em lergénios: o sexo, a idade, o diagnóstico, a duração e a composição
doentes em idade pediátrica. da ITE e a medicação anti -alérgica prescrita no ano anterior ao
Objetivos: Avaliar a intensidade da dor provocada pela administração início da ITE (T0), no primeiro (T1) e no segundo ano de ITE (T2).
de ITASC numa população pediátrica seguida em consulta de Imu- Resultados e conclusões: Os 48 doentes (21 mulheres) apresen-
noalergologia em 2 Hospitais Centrais e detetar eventuais reações taram uma média de idades de 20.75 anos (mínima 8; máxima 50; DP
adversas associadas. Foram também analisadas possíveis correlações 11.6). A maioria dos doentes apresentava rinite alérgica (60%), 27%
entre a intensidade da dor com fatores demográficos e clínicos e/ asma alérgica e 12.5% rinite e asma alérgicas. A ITE realizada foi em
ou reações adversas manifestadas. A análise estatística dos resulta- 50% dos casos a ácaros, 12,5% a ácaros e pólens, 35,4% a polens e em
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dos foi realizada com recurso ao software SPSS 23.0 for Windows . 2,1% a fungos. Em T0 foram prescritos a estes doentes um total de
Metodologia: Métodos: Durante 4 semanas consecutivas, avaliou- 68 embalagens de inaladores brônquicos (corticóides e/ou broncodi-
-se a intensidade de dor associada a administração de ITASC em latadores), 154 de anti -histamínicos (A -H) orais, 96 de antagonistas
crianças, através de um questionário anónimo. Este questionário dos leucotrienos (LTRA), 92 de corticóide nasal e 17 embalagens de
utilizou duas escalas de avaliação da dor, de acordo com faixa etá- corticóide oral. Em T1 e T2 verificou -se uma diminuição do número
ria da criança: escala de autoavaliação de faces (score 0 a 10;5 a 8 total de embalagens das diferentes classes de fármacos relativamente
anos) e escala autoavaliação numérica (score 0 a 10;> 8 anos). a T0, com uma diminuição média de 19.5% e de 40.4% respectivamen-
Resultados e conclusões: Resultados: Foram incluídas 101 crianças te. Por classes de fármacos, observou -se entre T0 e T2 uma diminui-
dos 6 aos 17 anos (média de idades: 12±2,9 anos; 67% sexo masculino), ção de 35.3% nos inaladores (p=0.104), 48.7% nos A -H (p<0.01), 60.9%
a maioria com rinite/rinoconjuntivite (60%), recebendo imunoterapia nos corticóides nasais (p<0.01) e de 64.7% nos corticóides orais
subcutânea com ácaros (70%). As doses administradas variaram entre (p<0.05). No caso dos LTRA, observou -se uma diminuição estatisti-
0,25 e 0,8 ml. Foram registadas 15 reações adversas locais, todas elas camente significativa apenas nos doentes sob ITE a pólens (p<0.05).
ligeiras (rubor). Trinta e sete (36.6%) doentes não mencionaram ter Neste estudo verificou -se um decréscimo significativo na prescri-
qualquer dor associada à administração de ITASC (dor 0). Dos 64 ção de fármacos A -H, corticóides nasais e orais logo nos primeiros
pacientes que mencionaram alguma dor, 58 indicaram dor ligeira (va- anos de ITE, constituindo indicador importante da sua eficácia
lores entre 1 e 3) e apenas 5 avaliaram a dor como moderada (valores clínica. Devem ser feitos estudos a longo prazo no sentido de
entre 4 e 6) e 1 como intensa (>7). Obteve -se para ambas as escalas confirmar esta evidência e perceber eventual vantagem económi-
um score mediano de intensidade da dor de 1 e uma média de 1,3. A ca desta opção terapêutica.
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REVIST A POR TUGUESA DE IMUNO ALERGOLOGIA

