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XXXIX REUNIÃO ANUAL DA SPAIC / RESUMOS DAS COMUNICAÇÕES ORAIS E DOS POSTERS





          ram estudo (15 com RH imediata; 3 com tardia): 5 com estudo em   vido, mas realizaram -se PP com A/AINE alternativos (1 tramadol, 1
          curso e restantes por recusa.                     celecoxibe)  que  foram  negativas.  Nos  restantes  24  doentes
          Nos doentes com RH imediata os TCP foram negativos e os ID   realizaram -se TC em 7 (3 paracetamol, 1 ibuprofeno, 1 com
          positivos em 17% (n=4). O TAB foi positivo em 12% (2 em 17   fentanil+rocurónio+tramadol, 2 beta -lactâmicos) e PP diagnósticas
          doentes), verificando -se associação entre ID e TAB (p=0.029). A   em todos (27 PP com A/AINE e 2 com Beta -lactâmicos). Os TC
          PEV com suspeito foi negativa em todos os doentes (n=5), em   foram todos negativos e as PP confirmaram diagnóstico em 5 doen-
          concordância com os ID e os TAB realizados. O diagnóstico foi   tes e excluíram HS a A/AINE em 19 doentes. Os 5 doentes com
          confirmado em 17% (2 doentes por ID e TAB, 2 doentes por ID).  diagnóstico confirmado foram todos referenciados por reações ime-
          Nos doentes com RH tardias os ID foram positivos às 48h em 20%   diatas cutâneas ao ibuprofeno (1 em contexto de infeção) e nas PP
          (n=2) e os TE positivos em 10% (n=1). O TTL foi positivo em 44%   tiveram clínica de expressão cutânea. Nos 19 em que a reação de HS
          (4 em 9 doentes), não se verificando associação entre ID e TTL   foi excluída (A/AINE envolvidos: 5 paracetamol, 12 ibuprofeno, 1
          (p=0.429). A PEV com suspeito foi positiva em todos os doentes,   tramadol, 1 nimesulide), 89% apresentaram manifestações cutâneas,
          os 3 com ID e TTL negativos. O diagnóstico foi confirmado em   sendo em 68% tardias. Destes, 47% tinham infeção concomitante na
          70% (3 por PEV, 2 por ID e TTL, 2 por TTL).       reação e 47% eram atópicos.
          Em conclusão, os TC em associação com o TAB parecem ser úteis   Conclusões: A maioria das reações a A/AINE referenciadas à
          no diagnóstico de RH imediatas a MCI, apresentando concordân-  C -AMP foram tardias e de expressão cutânea. No entanto, as PP
          cia entre eles e com a PEV. Por este motivo, questiona -se a neces-  confirmaram HS a A/AINE em 27% dos doentes, todos com rea-
          sidade de realização de PEV para confirmação diagnóstica nas RH   ções imediatas. Não se efetuaram PP com AAS, não sendo possí-
          imediatas.                                        vel provar reatividade cruzada, o que é uma limitação do estudo.
          Por outro lado, os TC e TTL demonstram utilidade limitada no   Os autores defendem que as reações de HS a A/AINE em idade
          estudo de RH tardias a MCI, parecendo ser fundamental a reali-  pediátrica têm caraterísticas próprias, nomeadamente fenótipos
          zação de PEV para esclarecimento diagnóstico neste grupo.  diferentes dos do adulto, devendo ser estudadas de forma adap-
                                                            tada a este grupo etário.
          CO 09 – Hipersensibilidade a analgésicos/anti ‑inflamatórios
          não esteróides: estudo retrospetivo numa população   CO 10 – Mastocitose: os aines são mais seguros do que
          pediátrica                                        se possa pensar.
                                                                  1
                                                                            2, 3
                                               2
                1
                        1
                                     1
                                                                                       3, 7
          J. Cosme , A. Lopes , A. Spínola -Santos , A. M. Neves , M. Pereira-  T. Rama  , J. Morgado , L. Escribano , I. Alvarez -Twose 2, 3 , L.
          -Barbosa 1,3                                      Sanchez -Muñoz 2, 3 , A. Moreira 1, 4, 5 , A. Órfão 3, 6, 7 , J. Romão , A.
                                                                                                      8, 9
          1   Serviço de Imunoalergologia, Hospital de Santa Maria, Centro   Matito 2, 3
           Hospitalar Lisboa Norte, Lisboa, PORTUGAL        1   Serviço de Imunoalergologia, Centro Hospitalar São João, Porto,
          2   Serviço de Pediatria Médica, Departamento de Pediatria, Hospital   PORTUGAL
           de Santa Maria, Centro Hospitalar Lisboa Norte, Lisboa, PORTUGAL  2   Instituto de Estudios de Mastocitosis de Castilla La Mancha,
          3   Clínica Universitária de Imunoalergologia, Faculdade de Medicina,   Hospital Virgen del Valle, Toledo, SPAIN
           Universidade de Lisboa, Lisboa, PORTUGAL         3   Red Española de Mastocitosis (REMA), Toledo, SPAIN
                                                            4   Faculdade  de Medicina  da  Universidade  do  Porto,  Porto,
          Objectivo: Introdução: As reações de hipersensibilidade (HS) a   PORTUGAL
          A/AINE, na população pediátrica, estão ainda pouco caracterizadas   5   EPIUnit – Instituto de Saúde Pública, Universidade do Porto,
          e a sua classificação segundo os critérios da EAACI/ENDA apre-  Porto, PORTUGAL
          senta limitações. Objectivos: Avaliar o perfil clínico e diagnóstico   6   Servicio General de Citometría, Centro de Investigación del
          das reações de HS a A/AINE referenciadas a uma consulta de   Cáncer (IBMCC -CSIC/USAL e IBSAL), Salamanca, SPAIN
          alergia medicamentosa pediátrica (C -AMP).        7   Departamento de Medicina, Universidad de Salamanca, Salamanca,
          Metodologia: Metodologia: Estudo retrospetivo dos doentes   SPAIN
          referenciados à C -AMP nos últimos 4 anos por provável reação   8   Instituto de Ciências Biomédicas de Abel Salazar, Universidade
          de HS a A/AINE. Analisaram -se dados do processo clínico: dados   do Porto, Porto, PORTUGAL
          demográficos, clínica da reação e resultados dos testes cutâneos   9   Serviço de Anestesiologia, Centro Hospitalar do Porto, Porto,
          (TC) e/ou provas de provocação (PP) realizados.    PORTUGAL
          Resultados e conclusões: Resultados: Analisaram -se os dados de
          26 doentes (31 reações) referenciados à C -AMP por suspeita de   Objectivo: A utilização de antiinflamatórios não esteroides (AI-
          reação HS a A/AINE (idade mediana [Q1, Q3] de 10 [6; 15] anos, 58%   NEs) e de os outros inibidores das ciclooxigenases (iCOX) é, fre-
          do sexo F, 42% atópicos, nenhum tinha asma nem urticária crónica).   quentemente, evitada nas mastocitoses, por questões de seguran-
          As reações que motivaram referenciação foram em 35% imediatas   ça, uma vez que podem provocar libertação de mediadores
          (2 anafilaxias, 5 angioedema, 2 urticária+angioedema, 2 urticaria) e   mastocitários. Na população geral, considera -se que a hipersen-
          em 65% tardias (14 urticaria, 4 exantema maculo -papular, 1 lesões   sibilidade a AINEs decorre da depleção de prostaglandina E2, pro-
          aftosas, 1 vómitos). Nas 2 anafilaxias não se testou o A/AINE envol-  vocada pela inibição das COX e resultante libertação de leucotrie-


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                                             REVIST A POR TUGUESA DE IMUNO ALERGOLOGIA
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