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XXXIX REUNIÃO ANUAL DA SPAIC / RESUMOS DAS COMUNICAÇÕES ORAIS E DOS POSTERS





          reações foram cutâneas. Dos doentes alérgicos, 34 toleram BL   A ocorrência de reações de HS durante dessensibilizações a BL,
          alternativo, a maioria a CXM (n=30).              podem ser consideradas como PP positivas em doentes com TC
          A alergia a BL é frequentemente sobrediagnosticada. O reporte   positivos (grupo D, n=68); 62% dos casos estudados reagiram du-
          de anafilaxia foi comum e a realização de TCs com BLs demonstrou   rante o protocolo.
          boa sensibilidade diagnóstica e foi segura. Os nossos resultados   Conclusão:
          reforçam a importância da leitura tardia dos TCP e TID. A refe-  Esta revisão demonstra que o VPP dos TC com BL é alto o sufi-
          renciação à IAL permitiu confirmar a alergia aos BLs e encontrar   ciente (>80%) nas reações imediatas e tardias para, juntamente
          alternativas terapêuticas.                        com a iatrogenia comprovada dos TC para BL (grupo C), corro-
                                                            borar a prática atual de não provocar doentes com história suges-
                                                            tiva e TC positivos para BL.
          CO 05 – Provocar ou não provocar: revisão da literatura
          sobre o valor preditivo positivo dos testes cutâneos com
          beta -lactâmicos                                  CO 06 – Serão os testes cutâneos úteis no diagnóstico
                   1,2
          A. M. Chiriac , M. J. Vasconcelos , L. Izquierdo , L. Ferrando , O.   de hipersensibilidade a quinolonas?
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          Nahas , P. Demoly 1,2                             M. Alves , C. Ribeiro , A. Ciobanu , R. A. Fernandes , J. Pita , J.
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          1   Department of Pulmonology, Division of Allergy, Hôpital Arnaud   Azevedo , A. Todo Bom 1
           de Villeneuve, University Hospital of Montpellier, Montpellier,   1   Serviço de Imunoalergologia, Centro Hospitalar e Universitário
           FRANCE                                            de Coimbra, COIMBRA, PORTUGAL
          2   Equipe EPAR – IPLESP, Sorbonne Université, Paris, FRANCE  2   Unidade de Imunoalergologia, Centro Hospitalar Tondela -Viseu,
          3   Serviço de Imunoalergologia, Centro Hospitalar de São João E.P.E,   VISEU, PORTUGAL
           Porto, PORTUGAL
                                                            Objectivo: Introdução
          Objectivo:                                        As reações de hipersensibilidade (HS) a Quinolonas têm aumen-
          Introdução: Os antibióticos beta -lactâmicos (BL) são os principais   tado nos últimos anos e o seu diagnóstico é difícil muitas vezes
          responsáveis por reações de hipersensibilidade (HS) a fármacos.   pela imprecisão da história clínica, pelo valor limitado dos testes
          O diagnóstico baseia -se na clínica, testes in vivo [testes cutâneos   cutâneos (TC) que causam frequentemente resultados falsos-
          (TC) e provas de provocação (PP)] e por vezes, testes in vitro. A   -positivos e os testes in vitro ainda não estão bem validados. A
          importância dos TC é globalmente reconhecida para todos os   prova de provocação oral (PPO) é o gold standard diagnóstico,
          doentes com suspeita de HS aos BL. No caso de serem negativos,   mas não é isenta de riscos.
          geralmente segue -se uma PP; se positivos, é assumido um risco   Metodologia: Métodos
          importante de reação e um fármaco alternativo ou um protocolo   Estudo retrospetivo em doentes com suspeita de HS a Quinolonas,
          de dessensibilização são propostos. O valor preditivo negativo   referenciados à Consulta de Imunoalergologia do Centro Hospi-
          (VPN) destes TC tem sido calculado em vários estudos, contudo,   talar e Universitário de Coimbra entre 2015 e 2018, submetidos
          pouco se sabe sobre o seu valor preditivo positivo (VPP) dadas as   a TC prick (TCP) e intradérmicos (ID), seguidos de PPO. As con-
          questões éticas subjacentes.                      centrações usadas nos TCP foram ciprofloxacina 2mg/mL e levo-
          Objectivo: Analisar estudos relacionados com o VPP dos TC para BL  floxacina 5mg/mL. Nos ID foram utilizadas as diluições de 1:1000
          Metodologia: Realizada revisão de literatura através da PubMed pelo   e 1:100 para a ciprofloxacina e 1:1000 para a levofloxacina.
          cruzamento dos termos “teste cutâneo”, “beta -lactâmico” e “hiper-  Resultados e conclusões: Resultados
          sensibilidade a fármacos”. Foram avaliados artigos de 1966 a 2011.  Foram incluídos 37 doentes, 21 do género feminino (56,8%), com
          Os casos selecionados incluíram 4 situações reveladoras de HS a   uma média de idades de 54,32 anos. Os fármacos implicados foram:
          BL: (A) re -administração (acidental ou por PP) do BL positivo nos   ciprofloxacina (n=17), levofloxacina (n=13), moxifloxacina (n=2), oflo-
          TC, (B) administração (acidental ou por PP) de um BL com supos-  xacina (n=1), prulifloxacina (n=1), e em 3 doentes não foi possível
          ta reactividade cruzada (RC) com o BL positivo nos TC, (C) reação   especificar a quinolona utilizada. 23 doentes apresentavam reação
          de HS sistémica durante TC positivos e (D) reação de HS durante   sugestiva de HS imediata e 14 de HS tardia. 29 doentes apresentavam
          protocolo de dessensibilização a fármaco com TC positivo.  sintomas mucocutâneos (urticária e/ou angioedema e/ou exantema)
          Resultados e conclusões: Dos 1432 artigos analisados, 73 cum-  e 8 doentes clínica sugestiva de anafilaxia (n=5 com levofloxacina,
          priam os critérios de inclusão. Mais de metade originada de estu-  n=2 com ciprofloxacina e n=1 com quinolona não -especificada). Os
          dos europeus. No grupo A (n=63), nos doentes com história de   resultados dos TCP, ID e PPO são apresentados na Tabela I.
          reação imediata, o VPP foi de 81%; no caso de reação anafilática   Conclusões: 21,6% do total de reações de HS foram graves (ana-
          foi de 100%. Nas reações não imediatas o VPP foi de 84%. No   filaxia). Três dos 12 doentes cuja PPO diagnóstica foi negativa ti-
          grupo B (n=96) foi de 14% porém, em alguns doentes foi testado   nham apresentado ID positivos, o que corresponde a 25% de
          um BL com TC negativo, apesar da presumível RC das cadeias   falsos -positivos. Estes dados sugerem que o valor dos testes cutâ-
          laterais, o que torna este VPP questionável. As reações sistémicas   neos no diagnóstico de HS a Quinolonas ainda não se encontra
          durante os TC (grupo C, n=133), ocorreram maioritariamente em   completamente esclarecido. A decisão de realizar PPO deve ser
          reações imediatas (2 casos fatais reportados durante TC com BL).   estabelecida caso a caso.


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                                             REVIST A POR TUGUESA DE IMUNO ALERGOLOGIA
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