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XXXIX REUNIÃO ANUAL DA SPAIC / RESUMOS DAS COMUNICAÇÕES ORAIS E DOS POSTERS
a TAC (42% -99 dts) e a coronariografia (19,1% -45 dts). Os antece-
dentes pessoais mais frequentemente identificados foram: cardio-
patia (36,3% -114 dts), rinite (29% -91 dts), insuficiência renal (15,3%-
-36 dts) e asma (10,6% -25 dts). Dos 236 dts, 20,3% (48 dts) tinham
antecedentes de atopia e 20,3% (48 dts) hipersensibilidade a fár-
macos. Dos doentes com fatores de risco (79,2% -187dts), apenas
6,4% (12 dts) fizeram profilaxia com anti -histamínico e/ou corti-
cóide. 50% das reações descritas desenvolveram -se até 1h após a
administração do MC (reações imediatas) e 48% foram reações
tardias; os restantes 2% dos dts desconhecem o intervalo de tem-
po entre a administração do MC e o início da reação. 78% (184
dts) dos dts identificou como causador da reação um MC iodado,
8,4% (20 dts) um MC não iodado e 13,6% (32 dts) desconheciam
qual o MC envolvido. O MC mais frequentemente identificado foi
o MC iodado iodixanol – 19% (44 dts).
Conclusões: O MC mais frequentemente identificado foi o iodixa-
nol, tal como descrito na literatura, o que se pode dever ao facto
de o exame que mais motivou referenciação ter sido a TAC e
também de este MC ser o mais usado. Conclui -se ainda que a maior
parte dos antecedentes pessoais descritos são fatores de risco
para reação a MC e que a maioria dos dts com fatores de risco
não realizou profilaxia previamente à administração de MC, o que
pode justificar uma maior probabilidade de reação.
CO 08 – Reações de hipersensibilidade aos meios de
contrastes iodados: caracterização do estudo
CO 07 – Os últimos 12 anos de uma consulta de alergia a alergológico
meios de contraste J. Barradas Lopes , D. Malheiro , I. Rezende , M. Sousa , L. Cruz ,
2
1
1
1
1
1
1
1
1
M. I. Silva , S. Carvalho , J. Marcelino , F. C. Duarte , A. C. Costa , P. Barreira , I. Lopes , S. Cadinha 1
1
1
1
M. P. Barbosa 1, 2 1 Serviço de Imunoalergologia do Centro Hospitalar de Vila Nova
1 Serviço de Imunoalergologia, Hospital de Santa Maria, Centro de Gaia/Espinho EPE, Vila Nova de Gaia, PORTUGAL
Hospitalar Lisboa Norte, Lisboa, PORTUGAL 2 Serviço de Imunoalergologia do Centro Hospitalar do Porto,
2 Clínica Universitária de Imunoalergologia, Faculdade de Medicina Porto, PORTUGAL
da Universidade de Lisboa, Lisboa, PORTUGAL
Objectivo: Os meios de contraste iodados (MCI) hiposmolares
Objectivo: Introdução: Os Meios de Contraste (MC) são usados são cada vez mais utilizados pelo seu perfil de segurança. Apesar
numa grande variedade de procedimentos médicos diagnósticos e da menor incidência de reações de hipersensibilidade (RH) face
terapêuticos. Apesar dos MC serem produtos seguros, têm sido aos hiperosmolares, estas continuam a ocorrer sendo fundamen-
descritas reações aos mesmos. tal uma adequada definição do seu estudo alergológico. O objeti-
Objetivo: Caracterização de doentes (dts) com história sugestiva vo deste trabalho foi caracterizar o estudo alergológico na suspei-
de hipersensibilidade a MC. ta de RH a MCI.
Metodologia: Metodologia: Estudo observacional retrospetivo Metodologia: Estudo retrospetivo de doentes referenciados à
em que foram selecionados dts observados em consulta de Alergia consulta de alergia a fármacos (1/2009 -7/2018), por suspeita de RH
Medicamentosa por reação a MC entre Junho/2006 e Junho/2018. a MCI. Diagnóstico confirmado por história clínica sugestiva e
Os dts foram caracterizados quanto a dados demográficos, ante- positividade de testes cutâneos (TC) [testes cutâneos por picada
cedentes pessoais, presença de atopia, hipersensibilidade a fárma- (TCP), intradérmicos (ID), epicutâneos (TE)], prova de provocação
cos, realização de profilaxia, via de administração do MC, tempo endovenosa (PEV) e/ou teste de ativação de basófilos (TAB)/teste
entre a administração do MC até à reação e tipo de MC. de transformação linfocitária (TTL).
Resultados e conclusões: Resultados: Foram selecionados 236 Resultados e conclusões: Incluídos 34 doentes; 64% sexo femi-
dts, dos quais 64% (152 dts) do sexo feminino, com média de nino; idade média 54 anos (±16.4); 24% atópicos; Iopromida foi o
idades na 1.ª reação de 53,29 anos e na 1.ª consulta de 58,03 anos, fármaco suspeito em 53%. As manifestações clínicas foram cutâ-
sendo a média entre a 1.ª reação e a 1.ª consulta de 4,74 anos. A neas em 56%, anafilaxia em 26%, mal -estar geral em 5%. As RH
via de administração mais frequente do MC foi a endovenosa (63%- foram imediatas em 71% (n=24) e tardias em 29% (n=10). Foi rea-
-153 dts). Os exames aos quais os dts tiveram mais reação foram lizado estudo com MCI disponíveis. Dezoito doentes não conclui-
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REVIST A POR TUGUESA DE IMUNO ALERGOLOGIA

