Page 11 - Clinica_Animal_1-2018
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cos de combinação tipo CHOP parecem pro‑ constatou ‑se leucocitose (19,47 k/µl, valor de humana, já que os valores desta eram de 1,8
porcionar os melhores resultados, ainda que referência = 5,05 ‑16,76) com neutrófila g/dl (2,2 ‑3,9) e subiram até 2,3 g/dl após
os tempos de sobrevida sejam curtos. Ainda (13,80 k/ µl, valor de referência = 2,95 ‑11,64) transfusão.
assim, devem ‑se evitar drogas de ação rápida e hipoalbuminemia (2 g/dl, valor de referên‑ Nas sucessivas visitas realizou ‑se um con‑
como L ‑asparaginase, pois os cães com linfo‑ cia = 2,2 ‑3,9). trolo hematológico e de albumina. A evolu‑
ma digestivo têm um risco muito elevado de Realizou ‑se uma ecografia abdominal que ção do paciente foi boa, com todos os parâ‑
perfuração intestinal. Uma das possíveis cau‑ confirmou a presença de uma massa intesti‑ metros hematológicos e bioquímicos dentro
sas dessa baixa resposta à quimioterapia é nal heterogénea (5 x 5 cm), vascularizada e dos valores de referência, para além da reto‑
que a maior parte destes linfomas, como se aderida a alguns segmentos intestinais, assim ma do apetite e sem sintomas gastrintestinais.
referiu, são caracterizados por um elevado como a existência de líquido livre e reação
grau histológico de células T, com pior res‑ peritoneal. Conclusão
posta a estes protocolos e mais agressivos do Foi feita uma colheita de uma amostra ci‑
que os de células B. Contudo, os linfomas de tológica por punção com agulha fina eco‑ O linfoma pode ser diagnosticado em mui‑
baixo grau têm melhor prognóstico e o tempo guiada, na qual se encontrou uma população tos casos através de citologia, mas esta técni‑
de sobrevida não é beneficiado pelos proto‑ linfoide monomórfica de células de tamanho ca não pode determinar com segurança o
colos quimioterapêuticos tipo CHOP. Nestes médio a pequeno, compatível com linfoma grau histológico e não permite conhecer o
casos, o tratamento que se recomenda são de baixo grau (ver figura). imunofenótipo das células linfoides implica‑
protocolos de baixa intensidade baseados no Decidiu ‑se fazer uma biopsia intestinal por das. Estes dados são fundamentais para a
uso de clorambucilo e prednisolona. laparotomia para proceder a técnicas imu‑ escolha do tratamento e orientação em ter‑
Portanto, o morfotipo e o imunofenótipo nohistoquímica que por sua vez confirmas‑ mos de prognóstico, e para isso é necessário
do linfoma têm valor prognóstico. Ainda as‑ sem o diagnóstico e proporcionassem o imu‑ recorrer a técnicas moleculares. Em concreto,
sim, a anemia e a hipoalbuminemia que se nofenótipo. A massa que se via na ecografia no nosso caso, as técnicas imunohistoquími‑
manifestam em 30% dos casos, são fatores de era um gânglio linfático mesentérico que ca foram as que marcaram o tratamento que
um mau prognóstico. A presença de diarreia sangrava com facilidade. O intestino apresen‑ deveria ser seguido, e obteve‑se uma boa
e uma má resposta à quimioterapia também tava um aspeto gelatinoso de consistência resposta clínica até ao momento de escrever
estão associados a uma menor sobrevida. friável e colheram ‑se amostras do jejuno. Aos este artigo, sem necessidade de outros pro‑
6 dias de intervenção, após uma evolução tocolos quimioterapêuticos. o
Caso clínico satisfatória, recebeu ‑se o relatório do estudo
anatomopatológico e fenotipado, e o diag‑ Bibliografia
Apresenta ‑se na consulta uma cadela cru‑ nóstico definitivo foi de linfoma intestinal Sayag, D. Fournel ‑Fleury, C. Ponce, F. Prognostic signifi‑
zada esterilizada de 15 anos de idade, com difuso de células T de baixo grau. cance of morphotypes in canine lymphomas: a systema‑
uma história clínica de diarreia há 20 dias, sem tic review of literature. Vet. Comp. Oncol. 2017;0:1 ‑8
https://doi.org/10.1111/vco.12320.
resposta a um tratamento com antibióticos e Tratamento e evolução Selting, KA. Cancer of the Grastrointestinal Tract, section
probióticos que tinham sido prescritos pelo Propôs ‑se um tratamento à base de clo‑ G: Intestinal tumors. In: Withrow and MacEwen’s. Small
médico veterinário. O quadro é acompanha‑ rambucilo (20 mg/m VO cada 14 dias) e Animal Clinical Oncology 5th. Ed. Elsevier Saunders,
2
2013; 412 ‑423.
do por apatia e anorexia desde há 2 ou 3 dias. prednisolona (40 mg/m os primeiros 7 dias Vail, DM. Pinkerton, ME. Young, KM. Hematopoietic tu‑
2
No exame físico geral observou‑se uma para passar a 20 mg/m de forma contínua). mors. In Withrow and MacEwen’s. Small Animal Clinical
2
massa palpável no abdómen médio. Foi ex‑ Antes de iniciar o tratamento quimioterapêu‑ Oncology 5th. Ed. Elsevier Saunders, 2013; 608 ‑627.
Zandvliet, M. Canine lymphoma: a review. Vet. Quarterly,
traído sangue para análise completa e ticos, procedeu ‑se à transfusão de albumina 2016, 36: 76 ‑104.
Nome do medicamento veterinário Seresto coleira 1,25 g + 0,56 g para gatos e cães ≤ 8 kg. Número de autorização: 365/03/11DFVPT. Data da autorização: 8 de Agosto de 2011. Espécie
salvo Felinos (gatos), caninos (cães ≤ 8 kg). Indicações terapêuticas Gatos: Tratamento e prevenção de infestações por pulgas (Ctenocephalides felis) durante 7 a 8 meses. Protege o ambiente
envolvente do animal contra o desenvolvimento das larvas de pulga durante 10 semanas. O medicamento veterinário pode ser utilizado como parte de uma estratégia de tratamento para o controlo
da Dermatite Alérgica a Picada de Pulga (DAPP). O medicamento veterinário tem uma eficácia acaricida (mata) (Ixodes ricinus, Rhipicephalus turanicus) e repelente (impede a alimentação) persis-
tente contra infestações por carraças (Ixodes ricinus) durante 8 meses. É eficaz contra larvas, ninfas e carraças adultas. As carraças já presentes no gato antes do tratamento podem não morrer
nas 48 horas após a colocação da coleira, podendo permanecer fixadas e visíveis. Assim, é recomendada a remoção das carraças presentes no gato no momento da colocação. A prevenção
de novas infestações por carraças inicia -se nos dois dias após a colocação da coleira. Cães: Tratamento (Ctenocephalides felis) e prevenção de infestações por pulgas (Ctenocephalides felis, C.
canis) durante 7 a 8 meses. Protege o ambiente envolvente do animal contra o desenvolvimento das larvas de pulga durante 8 meses. O medicamento veterinário pode ser utilizado como parte
de uma estratégia de tratamento para o controlo da Dermatite Alérgica a Picada de Pulga (DAPP). O medicamento veterinário tem uma eficácia acaricida (mata) contra infestações por carraças
(Ixodes ricinus, Rhipicephalus sanguineus, Dermacentor reticulatus) e uma eficácia repelente (impede a alimentação) persistente contra infestações por carraças (Ixodes ricinus, Rhipicephalus
sanguineus) durante 8 meses. É eficaz contra larvas, ninfas e carraças adultas. As carraças já presentes no cão antes do tratamento podem não morrer nas 48 horas após a colocação da coleira,
podendo permanecer fixadas e visíveis. Assim, é recomendada a remoção das carraças presentes no cão no momento da colocação. A prevenção de novas infestações por carraças inicia -se nos
dois dias após a colocação da coleira. O medicamento veterinário oferece proteção indireta contra a transmissão dos agentes patogénicos Babesia canis vogeli e Ehrlichia canis pela carraça vetor
Rhipicephalus sanguineus, reduzindo assim o risco de babesiose canina e erliquiose canina durante 7 meses. Tratamento de infestação por piolhos mastigadores (Trichodectes canis). Advertên
cias especiais para cada espécie alvo Por norma, as carraças morrem e caem do hospedeiro nas 24 a 48 horas após a infestação, sem se terem alimentado de sangue. Após o tratamento é
possível ocorrer a fixação isolada de carraças. Por este motivo, se as condições forem desfavoráveis, uma transmissão de doenças infeciosas por carraças não pode ser completamente excluída.
Preferencialmente, a coleira deve ser colocada antes do início da época das pulgas ou carraças. Tal como para todos os medicamentos tópicos de utilização prolongada, os períodos sazonais
de queda excessiva de pelo podem levar à redução ligeira e transitória de eficácia, pela perda de substâncias ativas aderidas às porções de pelo. A reposição das substâncias ativas a partir da
coleira inicia -se imediatamente de modo a que a eficácia total será restabelecida sem qualquer tratamento adicional ou substituição da coleira. Para otimizar o controlo dos problemas de pulgas
em residências com fortes infestações pode ser necessário o tratamento ambiental com um inseticida adequado. O medicamento veterinário é resistente à água; mantém -se eficaz se o animal
se molhar. No entanto, deve evitar -se a exposição intensa e prolongada à água ou numerosos banhos com champô, porque a duração da atividade pode ser reduzida. Estudos mostraram que o
banho mensal com champô ou a imersão em água não reduz significativamente a duração da eficácia de 8 meses para as carraças após a redistribuição das substâncias ativas no pelo, enquanto
que a eficácia do medicamento veterinário contra as pulgas diminui gradualmente a partir do 5º mês. Precauções especiais para utilização em animais Não aplicável. Precauções especiais a
adoptar pela pessoa que administra o medicamento aos animais Manter o saco com a coleira dentro da embalagem exterior até à utilização. Como para qualquer medicamento veterinário, não
deixar as crianças pequenas brincar com a coleira ou colocá -la na boca. Os animais que usam a coleira não devem dormir na cama com os seus donos, especialmente as crianças. As pessoas
com hipersensibilidade conhecida aos componentes do medicamento veterinário devem evitar o contacto com o mesmo. Deitar fora imediatamente quaisquer restos ou pedaços cortados da
coleira. Lavar as mãos com água fria após a colocação da coleira. Medicamento veterinário não sujeito a receita médico veterinária. Leia cuidadosamente as informações constantes do
acondicionamento secundário e do folheto informativo e, em caso de dúvida ou persistência dos sintomas, consulte o médico veterinário.
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