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Atualidade profissional
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Tabela 2. Índice de temperatura e humidade (ITH) e a sua relação com a frequência respiratória
medida em respirações por minuto (rpm) e a temperatura corporal.
ITH Frequência respiratória (rpm) Temperatura retal (°C)
68‑72 > 60 > 38,5
72‑79 > 75 > 39,0
80‑89 > 85 > 40,0
90‑98 120‑140 > 41,0
Tabela 3. Escala de respiração ofegante com oito pontos, utilizada em bovinos.
Escala de respiração Padrão respiratório
ofegante
0 Respiração ofegante ausente.
Respiração ofegante ligeira, focinho fechado, salivação ausente, movimentos torácicos
1
fáceis de evidenciar.
2 Respiração ofegante, focinho fechado, salivação presente.
2,5 Similar ao 2 mas com abertura ocasional do focinho, língua não exposta.
3 Focinho aberto, salivação excessiva, cabeça para cima, pescoço estendido.
3,5 Similar ao 3 mas com a língua exposta ocasionalmente estendida por curos períodos.
Focinho aberto com a língua totalmente estendida por longos períodos, salivação excessiva,
4
cabeça levantada, pescoço estendido. Requer medidas de esfriamento urgentes.
Similar ao 4 mas cabeça baixa, o animal parece respirar com o flanco. Ausência de
4,5
salivação, focinho seco. Morte se não houver intervenção.
Modificado desde Gaughan et al. (2008).
de peso em animais em crescimento e na engorda, por calor deve ter como foco não só as vacas em
assim como quebra na produção de leite e sólidos lactação, como também as vacas secas, já que as
totais em vacas leiteiras. vitelas que sofrem de stresse por calor in utero re-
Paralelamente, o gado é propenso a laminites e querem mais serviços por gestação, e a sua lactação
acidose ruminal devido a um desequilíbrio ácido- é 5 kg/d mais baixa do que as que não sofreram de
-base, fruto do aumento da salivação e da redução da stresse por calor in utero.
atividade ruminal. Em termos de qualidade de carne, estamos a
O stresse por calor reduz a qualidade do sémen investigar na Austrália qual é o papel em concreto
devido ao sobreaquecimento da pele do escroto. do stresse por calor na incidência de cortes escuros
Também diminui o fluxo sanguíneo até ao útero e e carnes com elevado pH, já que, ao ser um fenó-
ao tecido mamário, o que dá lugar a abortos e a meno stressante, o stresse por calor reduz o glico-
partos precoces, assim como baixa qualidade do génio contido no músculo e afeta a qualidade da
colostro e produção de leite. O maneio de stresse carne.
Figura 2. Relação entre temperatura ruminal e o índice de temperatura e humidade durante o dia em vacas Holstein-Friesian
(González-Rivas et al., 2018).
TMRB TMRC TMRW ITH médio/h
40,5 Primeira Alimentação Segunda ordenha 80
Temperatura ruminal média (°C) 39,5 74 ITH
ordenha
78
40,0
76
72
70
68
39,0
66
64
38,5
60
38,0
6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 1 2 3 4 5 62
Hora
’3

