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Figura 3. Relação entre a temperatura ruminal e o índice de temperatura e humidade durante o período experimental
em vacas Holstein-Friesian (González-Rivas et al. 2018).
Bibliografia disponível em www.albeitar.grupoasis.com/
ITH médio/h
TMRW
40,4 TMRB TMRC bibliografias/estresporcalor219.doc ITH crítico 80
78
40,2
Temperatura ruminal média (°C) 39,8 72 ITH
76
40,0
74
70
39,6
68
39,4
66
39,2
62
39,0 64
60
2/3/15 3/3/15 4/3/15 5/3/15 6/3/15 7/3/15 8/3/15 9/3/15 10/3/1511/3/1512/3/1513/3/1514/3/1515/3/1516/3/1517/3/1518/3/1519/3/15
Dia de experiência
Maneio nutricional do stresse Figura 4. Relação entre frequência respiratória, temperatura retal,
por calor hora do dia e período experimental (González-Rivas et al. 2017).
A
Associado ao maneio ambiental e animal (provisão 240 Calor máximo Calor máximo
de sombra, uso eficiente de ventiladores e asperso- 220
res, disponibilidade de água limpa e fria, e evitar 200
maneios stressantes durante as horas de maior ca- 180
lor), o maneio nutricional deve ser dirigido a suprir 160
as elevadas necessidades energéticas do gado, já que Frequência respiratória (rpm) 140
a energia é utilizada na termorregulação, e a meta- 120
bolização do tecido gordo reduz -se. Portanto, é 100
necessário incorporar ingredientes à ração que re-
duzam o calor da digestão e aumentem a energia da 80
dieta. 60
Algumas experiências realizadas na Austrália de- 40
monstraram que ao administrar dietas que contém B Milho 3 % NaOH‑trigo Trigo não tratado
grãos de fermentação lenta como o milho, ou redu- 40,2
zindo a fermentação ruminal do trigo, tratando -o Calor máximo Calor máximo
com hidróxido de sódio, diminuíram os efeitos fisio- 40,0
lógicos do stresse por calor em pequenos ruminantes
(figura 4). Também se demonstrou em vacas leiteiras 39,8
que dietas baseadas em milho reduziram a tempera-
tura retal e melhoraram a produção de leite no verão. Temperatura retal (°C) 39,6
Estas experiências confirmam que grande parte do
calor metabólico produzido pelos ruminantes pro- 39,4
vém da atividade de fermentação no rúmen, e que ao
regular a quantidade de calor libertado, os efeitos do 39,2
stresse por calor podem -se reduzir. Por essa mesma
razão, em animais em intensivo, deve -se modificar a 39,0
hora de administração do alimento para a tarde, a fim 9 h 13 h 17 h 21 h 9 h 13 h 17 h 21 h 9 h 13 h 17 h 21 h
de não coincidir com o calor gerado pela fermentação Termoneutro Stresse térmico Stresse térmico
e digestão dos alimentos com as elevadas temperatu- (P1, 1,7×M) (P2, 1,7×M) (P3, 2×M
ras ambientais. Período 1: P1; Termo neutral (18‑21°C e 40‑50% humidade relativa) e alimentação restringida
Em resumo, o stresse por calor afeta a saúde, pro- (1,7 x manutenção (M).
dução e bem -estar do gado de carne e de leite, e é Período 2: P2; Stresse por calor (28‑38°C e 30‑50% humidade relativa) e alimentação restrin‑
necessário que os produtores aprendam a reconhecer gida (1,7 x M).
os sinais de stresse por calor e ponham em prática Período 3: P3; Stresse por calor e alimentação sem restrição (2 x M) em cordeiros alimentados
medidas de prevenção. • com milho, trigo e trigo tratado com 3% NaOH.
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