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          Respiratórios                             Melhoria direta da conversão
          O complexo respiratório suíno é uma doença multi-  e da rentabilidade
          fatorial na qual para além de fatores desencadeantes
          intervirem, estão também presentes fatores etiológi-
          cos (PRRS, gripe, micoplasma, PCV2, etc.).  Há uma série de pontos que se devem destacar pela sua importância na melho-
            As condições ambientais influenciam na sanidade   ria da conversão e da rentabilidade na fase de engorda:
          dos animais e no desenvolvimento da engorda (tabe‑  •  Modelização do programa de alimentação que se aplica a cada linha genética e
          la 3). Deve -se assegurar que a entrada dos animais   em cada uma das fases de engorda (quantidade de kg de cada um dos alimentos
          com 20 kg se faz com uma temperatura de 22 ˚C,   compostos e alimentação por idades e necessidades nutricionais dos animais).
          evitando flutuações de temperatura superiores a 6 ˚C,   •  Prestar atenção à densidade dos animais, sobretudo no verão, já que deste modo
          e mantendo uma humidade relativa entre os 50 e   se limitam muito às perdas de calor e, portanto, reduz-se a ingestão de alimento.
          80% ao longo da engorda, evitando ainda as corren-  •  Monitorizar as temperaturas e condições ambientais dos pavilhões, já que as
          tes de ar.                               variações térmicas darão lugar a problemas colibacilares e a processos respiratórios.
            É fundamental limitar os fluxos contínuos nas   •  Ajustar o comedouro para limitar o desperdício de alimento.
          engordas de tamanho considerável. Os fluxos contí-  •  Rever bem os carregamentos de animais para obter o máximo de benefício dos
          nuos onde se misturam animais de diferentes idades,   animais da engorda (jejuns e percentagens de animais que entram para a média),
          têm sempre um risco sanitário associado. Trabalhan-  assim como conhecer o peso ótimo para o abate, para a nossa genética e cliente.
          do deste modo, nunca se podem eliminar as cadeias
          de infeção, e por isso não se podem estabelecer pon-
          tos de corte na infeção dos animais. Portanto, sempre
          que seja possível, deve -se trabalhar com sistemas   Os comedouros têm de ter uma área ocupada pelo
          todos dentro -todos fora.               alimento de apenas 40% da sua superfície do prato.
                                                  Assim, consegue -se que os animais não desperdi-
          Maneio dos comedouros                   cem o alimento e aumenta -se o seu consumo. Para
                                                  conseguir este objetivo, é essencial conhecer como
          O alimento composto é o maior dos custos de pro-  funciona cada um dos comedouros que existem no
          dução nesta fase. Portanto, um bom controlo nos   mercado e é imprescindível um controlo diário dos
          comedouros é fundamental para serem eficientes.   mesmos. O parâmetro mais utilizado para contro-



            Tabela 1.                              Causas e agentes de doenças.
               Sintoma principal   Agentes etiológicos       Sintomatologia                  Lesões
                                                                                    Muco na traqueia, áreas afetadas
                                     Vírus da gripe   Prostração geral e início muito agudo
                                                                                           no pulmão
                                                      Espuma sanguinolenta nas aberturas
                                  A. pleuropneumoniae  nasais, início agudo, recidivante e   Necrose hemorrágica em grandes áreas
                                                                                           do pulmão
                                                              prostração
            Tosse                                                                 Pneumonia instersticial, acumulação de
                                       PRSS                Dispneia e anorexia
                                                                                       líquido no lóbulo cranial
                                                                                  Áreas com atelectasias no lóbulo cranial,
                                   M. hyopneumoniae         Tosse e anorexia
                                                                                           não fibrina
                                                       Acompanhado de outros sintomas
                                       S. suis                                        Lesões petequiais no pulmão
                                                       neurológicos, artrite, prostração
                                                                                   Pneumonia intersticial, acumulação de
                                       PRRS            Evolui com edema das pálpebras
                                                                                       líquido no lóbulo cranial
            Espirros                                                                  Predispõe a ação de agentes
                                   Agentes ambientais    Lacrimejo e secreção ocular
                                                                                           secundários
                                     Rinite atrófica     Desembocam em epistaxe       Atrofia dos cornetos nasais
                                                       Forte febre e edema das pálpebras    Polisserosite fibrinosa, dano na pleura e
                                   Doença de Glasser
                                                              e das orelhas              órgãos adbominais
                                                        Sintomas neurológicos, artrite,
                                       S. suis                                        Lesões petequiais no pulmão
            Outros processos                           prostração, orelhas para trás, febre
            sistémicos                                   Sintomatologia hiperaguda,
                                   Doença dos edemas                             Edema das pálpebras e colon na necropsia
                                                           não apresenta febre
                                                      Dispneia sem tosse, emagrecimento,   Pneumonia intersticial, palidez das
                                      Circovírus
                                                     atraso do crescimento, palidez corporal  mucosas e hipertrofia de nódulos linfáticos

                                                              ’1
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