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Atualidade profissional
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Gestão da engorda em suínos
A fase da engorda em suínos tem um forte impacto económico na rentabilidade da produção, já que pode constituir
65 a 75% do custo de produção, de acordo com o custo do alimento.
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Manuel Toledo Castillo Dependente dos custos do alimento composto, a monstrarão será um ou outro (figura 1). Quanto às
e José Manuel Pinto Carrasco 2 etapa de engorda pode constituir entre 65 e 75% do dimensões das instalações, a densidade ótima é de
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1 Consultor veterinário custo de produção. Também a qualidade do leitão e 0,75 m para animais que entram com 18 kg e saem
2 Engenheiro Agrónomo as instalações desempenham um papel muito impor- com 110 kg de peso vivo. Igualmente cada animal
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Juan Jiménez García SAL tante para que os suínos possam expressar todo o seu deverá dispor, no mínimo de 3 m de ar. A orientação
potencial genético. Por isso, são vários os fatores que dos pavilhões é fundamental para facilitar a ventila-
se devem considerar quando se pretende fazer uma ção natural e reduzir as alterações de temperaturas
boa gestão desta fase produtiva. nas diferentes épocas do ano (figura 2).
Desenho das dimensões Doenças
dos pavilhões e parques
É preciso conhecer a epidemiologia das diferentes
É fundamental conhecer o tipo de materiais com os doenças que podem afetar os leitões no período de
quais foram construídas as instalações, bem como o engorda para poder estabelecer medidas de controlo
coeficiente de isolamento (coeficiente k), o tipo de (tabela 2). Grande parte deste trabalho deve ser rea-
ventilação e o controlo de temperatura, seja artificial lizado nas duas fases produtivas anteriores (produção
ou natural. Dependendo das instalações que tenha- de leitões e transição). Deve -se procurar a melhor
mos, o potencial de crescimento que os animais de- solução ao menor custo possível: a via de administra-
ção do tratamento dependerá da duração do mesmo
e da dose que se queira alcançar. Serão diferenciados
Figura 1. Relação entre as condições ambientais e benefício económico. dois processos: digestivos e respiratórios.
Digestivos
Suínos de alto potencial Suínos de baixo potencial A diferença Entre eles, os que têm maior impacto são:
Rendimento económico entre o alto e Neste tipo de processos encontramos duas entidades
Processos colibacilares
baixo potencial
patológicas diferenciadas associadas a E. coli: coliba-
pode ser de até
15 € por suíno
cilose enterotoxigénica e doença dos edemas. Ambas
na finalização
são doenças multifatoriais e os fatores ambientais e
de maneio são muito importantes (qualidade da
água, temperatura das instalações, grau de limpeza,
etc.).
Baixo Médio Alto
Ambiente Disenteria suína
Tem especial importância económica, dado que in-
fluencia enormemente no índice de conversão. Hoje
Figura 2. Orientação ideal do pavilhão para a ventilação natural. em dia há numerosos produtos não antibióticos que
são capazes de controlar a doença.
N
Ileíte
Trata -se de um processo ao qual não se dava muita
importância, mas que cada vez tem uma maior reper-
cussão no índice de conversão e no aumento dos
O E custos com a medicação.
Úlceras gástricas
Nas novas genéticas observa -se um aumento deste
tipo de problemas, devido a uma série de fatores de
S risco: fundamentalmente o stresse, a granulometria
do alimento e as condições de alojamento.
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