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HIPÓTESES DE DIAGNÓSTICO
Exacerbação de DPOC com IRGC agudizada
Insuficiência cardíaca descompensada
Tromboembolismo pulmonar
EXAMES COMPLEMENTARES E EVOLUÇÃO CLÍNICA
Durante o internamento, a doente manteve dispneia em repouso, sem evidência
laboratorial de parâmetros de infecção ou de qualquer foco infecioso.
Registou-se agravamento progressivo da saturação periférica de oxigénio (saturações
mínimas registadas entre 70-75%) sob VNI contínua e oxigenoterapia.
Na gasometria sob VNI com parâmetros IPAP 18, EPAP 8, FR 16, O2 a 30L: pH 7.54;
pO2 34; pCO2 52; HCO3- 44.5; SatO2 74%.
Após discussão da situação clínica com a família, decidiu-se por medidas de conforto e
paliação, tendo iniciado oxigenoterapia de alto fluxo. A doente ficou bem adaptada à
oxigenoterapia de alto fluxo, com alívio imediato da sensação de dispneia, permitindo
manter via oral e comunicação com familiares.
A gasometria cerca de 6 horas após o início desta modalidade de oxigenoterapia (FiO2
60%, 31ºC) foi pH 7.43, pO2 56 mmHg, pCO2 55 mmHg, HCO3 36 mg/dL, satO2
90%.
Durante o internamento, manteve a oxigenoterapia de alto fluxo no período diurno e
VNI nocturna, com boa adaptação e saturações superiores a 90%. Na última gasometria
sob oxigenoterapia de alto fluxo, fluxo 40 L/min e Fi 39%: pH 7.43, pCO2 63, pO2 67,
HCO3- 29, Sat.O2 94%.
Teve alta sob oxigenoterapia de alto fluxo e VNI, como efectuado no internamento.
CONCLUSÃO
A oxigenoterapia de alto fluxo revelou ser uma alternativa eficaz à oxigenoterapia
convencional e à VNI contínua, tendo em consideração o facto de se tratar de uma
DPOC de longa evolução com insuficiência respiratória crónica grave, com indicação
para medidas de conforto e paliação. Os autores salientam a evidência na melhoria
clínica e gasométrica da doente, bem como o seu conforto e fácil adaptação a esta
abordagem terapêutica.

