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sem alterações segmentares da contractilidade, boa função sistólica global. Pericárdio
sem alterações significativas.
Broncofibroscopia: presença de secreções mucopurulentas ao nível da traqueia,
aspiradas. Sem alterações endoscópicas. Sem evidência de hemorragia ativa ou
vestígios hemáticos. Sem lesões endobrônquicas.
Lavado Broncoalveolar: amostra sem linfocitose, com neutrofilia e alguns eosinófilos,
marcada desgranulação e contaminação hemática (formação de coágulos e grumos),
inadequada para contagem diferencial. Não enviada para citometria.
Exame citopatológico secreções brônquicas: Citologia negativa para malignidade.
Biópsia cutânea: Infiltração da parede das vénulas por neutrófilos, com
leucocitoclasia e deposição de fibrina na derme circundante, grande número de
eosinófilos circundando os vasoso e disseminados por toda a derme. Vasculite
leucocitoclásica.
Biópsia nasal: Fragmento polipóide de mucosa de tipo nasal com alterações reactivas
epiteliais, moderado infiltrado inflamatório misto rico em eosinófilos e proliferação
capilar no estroma. Não se identificam granulomas, vasculite, nem tecido neoplásico,
nesta amostra.
Eletromiografia: A neurografia sensitiva e motora apenas evidencia incipiente
síndrome do canal cárpico à esquerda e ligeiro síndrome do canal cárpico à
direita (objectivável apenas no estudo comparativo mediano-radial com estímulo no
1º dedo), já com evidência de degenerescência axonal das fibras sensitivas à direita.
Estes achados não permitem inferir de forma definitiva se existe neuropatia
secundária à vasculite da doente (o síndrome do canal cárpico é mais comum
em doentes com mononeuropatia múltipla por vasculite).
Mielograma:
- Série Megacariocítica- Série megacariocítica com presença relativa de acordo com a
celularidade observada; predomínio de elementos no estadio maturativo tardio.

