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HISTÓRIA DA DOENÇA ACTUAL
Doente do sexo feminino, 78 anos, fumadora, com história pessoal de DPOC

condicionando IRGC com necessidade de OLD desde há um ano, com um internamento
por exacerbação da doença respiratória de base no último ano, em contexto de

traqueobronquite aguda. O estudo funcional respiratório demonstrou FEV1 de 37% (620

mL), FEV1/FVC 38% e FVC 79%. Manteve-se clinicamente estável até três meses
antes do atual internamento, altura em que refere agravamento progressivo das queixas

de dispneia. Negava outra sintomatologia acompanhante.

Por este motivo recorreu a consulta não programada de Insuficientes Respiratórios
Crónicos, no dia 18 de Maio de 2017. Nesta altura, a gasometria, sob oxigénio a 2,5 L

(débito habitual), era compatível com insuficiência respiratória global com acidémia
respiratória (pH 7.28, pCO2 74 mmHg, pO2 56 mmHg, HCO3 34.8 mg/dL, SatO2

85%). Iniciou-se ventilação não invasiva (VNI), com os parâmetros IPAP 16, EPAP 6,
FR 16 e 6L, sem melhoria, tendo ficado internada.




EXAME OBJECTIVO
Doente vigil, orientada e colaborante.

Pele e mucosas coradas e hidratadas.
IMC 18 Kg/m2

Polipneica em repouso.
SatO2 ao ar ambiente de 85%, FR 26 cpm, à auscultação pulmonar: MV globalmente

diminuído com fervores crepitantes bibasais. À auscultação cardíaca, S1+S2 rítmicos,

sem sopros ou extrassons.
Abdómen mole e depressível, indolor à palpação, RHA+

MI com edemas, bilateral e simétrico, até 2/3 inferiores da perna.



DESCRIÇÃO DA RADIOGRAFIA DE TÓRAX À ENTRADA

Radiografia de tórax PA, centrada, bem penetrada, com rarefacção bilateral do
parênquima pulmonar, índice cardiotorácico aumentado, calcificação do botão aórtico,

sem alterações agudas pleuroparenquimatosas, seios costofrénicos e cardio-frénicos
permeáveis.









 

 
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