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os pacientes que procuravam consulta, que levou a uma di- #078 Determinação da profundidade de
minuição dos casos fotografados. Alguns médicos dentistas polimerização de compósitos bulk ‑fill
deixaram de fotografar, principalmente com o receio de pro-
vocar infeção cruzada. Deverão ser repensados os protocolos Cláudia Semião*, Filipa Chasqueira, Jaime Portugal
e meios fotográficos. Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa
http://doi.org/10.24873/j.rpemd.2020.12.799
Objetivos: Determinar a influência do método de fotopoli-
merização na microdureza e na profundidade de polimerização
#077 Avaliação de desgaste dentário erosivo em de compósitos bulk -fill. Materiais e métodos: Foram criados 10
esmalte com Scanner 3D intraoral – Estudo Piloto grupos experimentais de acordo com as diversas combinações
possíveis entre 5 compósitos bulk -fill (Admira Fusion x -base,
Duarte Neves Lima*, Ana Maria Vieira, João Rua, Ana Paula Admira Fusion x -tra, x -tra, x -tra fill, Viscalor bulk), e 2 métodos
Serro, Catarina Branco, José João Mendes
de fotopolimerização (600 mW/cm2; 1200mW/cm2). A profun-
Instituto Superior Técnico; Instituto Universitário Egas Moniz didade de polimerização foi determinada de acordo com a nor-
ma ISO -4049, através do rácio de microdureza e pela compara-
Objetivos: O desgaste dentário erosivo, pode resultar em ção entre a microdureza do topo e da profundidade do espécime.
condições clínicas de desgaste severo, que requerem trata- Para a determinação da profundidade de polimerização seguin-
mentos complexos e dispendiosos. É da máxima importância do a norma ISO -4049 foram preparados 20 espécimes (n=2). Para
garantir uma forma eficaz de o diagnosticar precocemente, determinar a profundidade de polimerização com a microdu-
que permita também a monitorização da sua progressão, com reza, foram fabricados 50 paralelepípedos de compósito (n=5)
o objectivo de gerir de forma segura protocolos de prevenção expondo apenas uma das extremidades (topo) à radiação lumi-
e/ou tratamento. Acompanhando a tendência geral para a di- nosa. Foi determinada a microdureza Knoop no topo, e numa
gitalização dos métodos usados em Medicina Dentária, os das faces laterais a 1, 2, 3, 4 e 5 mm de profundidade. Um rácio
scanners intraorais têm sido propostos para a qualificação e de microdureza (profundidade/topo) inferior a 0,8 foi conside-
quantificação do desgaste dentário. Validar a utilização do rado inadequado. Os dados de microdureza obtidos foram ana-
scanner intraoral 3M™ ESPE True Definition na quantificação lisados com testes estatísticos não paramétricos segundo
de Desgaste Dentário Erosivo utilizando como método de re- Kruskal -Wallis, Mann -Whitney e Friedman (α=0,05). Resultados:
ferência um Interferómetro de Luz Branca Profilm3D da Filme- Observaram -se diferenças estatisticamente significativas
trics™. Materiais e métodos: Cinco dentes molares humanos, (p=0,026) entre a microdureza dos diversos compósitos testados,
extraídos, foram submetidos a desinfeção e, posteriormente, mas não foi detetada influência estatisticamente significativa
seccionados de forma a obter amostras de esmalte (n=7). As (p=0,299) do método de fotopolimerização sobre esta proprie-
amostras foram acrilizadas e polidas, sendo de seguida anali- dade. A profundidade de polimerização determinado de acordo
sadas com o Scanner Intraoral e com o Interferómetro, de for- com a norma ISO -4049 variou entre 3,5 mm e 4,5 mm. Utilizan-
ma a obter uma referência, ou baseline, antes de iniciar os do o rácio de microdureza apenas os compósitos Admira Fusion
ciclos de erosão e remineralização. Posteriormente, as amos- x -tra. x -tra base e Viscalor bulk, fotopolimerizado com o méto-
tras foram submetidas ao protocolo de erosão/remineraliza- do 1200 mW/cm2 x 20 segundos permitiram obter 4 mm de
ção, que consistiu em 3 imersões (4 min) na bebida Sprite™, profundidade de polimerização. Pela comparação da microdu-
com agitação controlada, intercaladas com 1 h de imersão em reza da profundidade com o topo dos espécimes apenas com
saliva artificial. Após o ciclo de erosão/remineralização, as os compósitos Admira Fusion x -base (1200 mW/cm2 x 20 segun-
amostras voltaram a ser analisadas com ambos os métodos e dos), x -tra base (600 mW/cm2 x 40 segundos), x -tra fill (600 mW/
calculou -se por cada um a quantidade de material dentário cm2 x 20 segundos) e Viscalor bulk (600 mW/cm2 x 40 segundos)
perdido. Os valores de perda de material dentário obtidos fo- não foi possível obter uma profundidade de polimerização de 4
ram analisados estatisticamente com o teste t -student para mm. Conclusões: O método de polimerização não influenciou
amostras emparelhadas. Resultados: A perda de material den- a microdureza dos compósitos testados. Apenas os compósitos
tário medida por Interferometria foi de 9,54 ± 4,45 micróme- x -tra base e Viscalor bulk, ambos fotopolimerizados durante 20
tros. O aumento de profundidade após erosão medido por este segundos com 1200 mW/cm2, demonstraram uma profundida-
método, foi estatisticamente significativo (t (6) = – 5,666, p = de de 4 mm com os três métodos de determinação utilizados.
0,001). Os resultados com o Scanner Intraoral indicaram tam- http://doi.org/10.24873/j.rpemd.2020.12.801
bém uma perda de material dentário após o ciclo erosivo. O
valor médio de perda de material dentário foi de 14,19 ± 8,56
micrómetros. Os valores detetados com o Scanner Intraoral #079 Influência do tipo de tratamento térmico
mostraram uma tendência para superar os valores medidos na resistência à flexão de resinas bis ‑acrílicas
através de Interferometria. Esta diferença, que foi em média
de -4,66 ± 5,31 micrómetros, não se revelou no entanto esta- Sara Brás Gomes*, Margarida Venancio, Bruno Seabra, Filipa
Chasqueira, Jaime Portugal
tisticamente significativa (t(6) = – 2,320, p = 0,059). Conclusões:
O Scanner Intraoral quantificou desgaste dentário erosivo ini- Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa
cial, in vitro, de forma comparável à Interferometria de Luz
Branca. Objetivos: Avaliar o efeito da duração e tipo de tratamen-
http://doi.org/10.24873/j.rpemd.2020.12.800 to térmico pós -polimerização na resistência à flexão de 2

