Page 40 - Revista SPEMD 2020 61 - SUPLEMENTO - FINAL
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           #089 Os efeitos do tratamento ortodôntico          #090 Distração osteogénica dento ‑ancorada:
           na posição do osso hioide: um estudo retrospetivo   análise radiológica de dois protocolos de ativação
           Inês Ferreira de Oliveira, Mariana Gonçalves, Sérgio Neto,   Francisco Vale, Raquel Travassos*, José Pedro Figueiredo, Inês
           Elsa Rodrigues Carvalho, Maria João Ponces*        Francisco

           Faculdade de Medicina Dentária da Universidade do Porto   Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra; Instituto de
           – FMDUP; Escola Superior do Vale do Sousa          Ortodontia – Faculdade de Medicina da Universidade de
                                                              Coimbra
             Objetivos: Analisar a posição do osso hióide em relação às
           estruturas adjacentes numa população ortodôntica através da   Objetivos: Avaliar radiologicamente dois protocolos de ati-
           avaliação de telerradiografias faciais em incidência de perfil   vação da distração osteogénica dento -ancorada no alonga-
           antes e após o tratamento ortodôntico recorrendo ao método   mento sagital mandibular canino. Materiais e métodos: 7 cães
           do Triângulo Hioide, proposto por Bibby em 1981 e Rocabado   Beagle, com peso entre os 15 -18Kg foram submetidos a distra-
           em 1983. Materiais e métodos: Foram analisadas as telerradio-  ção osteogénica e 3 permaneceram como grupo controlo. Am-
           grafias de T0 (antes) e T1 (após o tratamento ortodôntico) de   bas as hemimandíbulas foram utilizadas, formando os grupos
           158 indivíduos (69 do género masculino e 89 do feminino) tra-  experimentais: A: 6 hemimandíbulas – grupo controlo; B: 7
           tados no Departamento de Ortodontia da Faculdade de Medi-  hemimandíbulas  -ativações bidiárias de 0,5 mm; C: 7 hemi-
           cina Dentária da Universidade do Porto. O triângulo hioideu   mandíbulas  –  ativação  diária  de  1  mm. Após  a  distracção
           (C3 -RGn, C3 -H, H -RGn) foi estudado nos subgrupos criados em   seguiu -se um período de consolidação de 12 semanas. Sema-
           função das classes esqueléticas e dentárias através da análise   nalmente foi realizada a avaliação da regeneração óssea no
                                  ®
           realizada no Software ImageJ . O tratamento estatístico foi   espaço de distração através de radiografias de incidência oclu-
                                   ®
           realizado com o software SPSS  utilizando teste T -student e   sal. Resultados: Durante os dez dias de ativação, verificou -se
           análises de variância, considerando um nível de significância   o deslocamento sagital gradual com sentido póstero -anterior
           de 5% (p<0.05). Resultados: O aumento da distância C3 -RGn foi   dos fragmentos mandibulares, anteriores à osteotomia. Nas
           estatisticamente significativo em pacientes com Classe II di-  primeiras quatro semanas de consolidação, observaram -se
           visão 1 e com Classe II esquelética. O aumento da distância   pequenos focos retangulares radiopacos com orientação pa-
           C3 -H foi estatisticamente significativo em todos as Classes   ralela ao eixo de distração em todas as hemimandíbulas dos
           dentárias e esqueléticas, exceto em pacientes com Classe III   grupos B e C. No decurso deste período, verificou -se uma ra-
           dentária e esquelética. Em relação à distância H -RGn, H -H’ e o   diopacidade crescente até à décima segunda semana, na qual
           ângulo HP não foram encontradas diferenças de T0 para T1.   se observou uma zona uniforme de mineralização em todas
           Conclusões: Considerando a sua relação bidimensional, o osso   as hemimandíbulas. Conclusões: O protocolo de distração,
           hióide adotou uma posição mais anterior em relação à cervical   através do dispositivo dento -ancorado, é eficaz no alongamen-
           (exceto na Classe III dentária e esquelética) mas a sua relação   to sagital mandibular. A distração possibilitou uma formação
           com a mandíbula não sofreu alterações estatisticamente sig-  óssea semelhante à arquitetura óssea original, sobretudo no
           nificativas.                                       grupo de distração bidiária.
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