Page 34 - Revista SPEMD 2020 61 - SUPLEMENTO - FINAL
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           da hipossialia da amostra foi 60%, sendo mais prevalente nos   ção da escovagem no jardim de infância (p=0,019) e para a
           grupos de 51 -60 anos (17,5%) e 61 -70 anos (17,5%). A amostra   realização dos procedimentos corretos de escovagem (p=0,007).
           é composta por 55% do sexo masculino e 45 % do sexo femi-  Também a visita ao profissional de saúde oral se verificou as-
           nino, sendo a hipossialia mais prevalente no sexo masculino   sociada à realização dos procedimentos corretos de escovagem
           (35%), na raça caucasiana (55%), que frequentou até o 1.º ciclo   dos dentes (p=0,005). Conclusões: A escovagem bidiária dos
           de escolaridade (20%), que afere entre 1 -2 salários mínimos   dentes revelou -se bastante frequente na população estudada,
           nacionais (42,5%), reformados (as) (40%) e casados (as) / união   no entanto a frequência de crianças que realiza todos os pro-
           de facto (47,5%). Verificou -se a prevalência de hipossialia no   cedimentos corretos de escovagem dos dentes verificou -se
           grupo dos hipertensos > 10 anos (37,5%), que administram   baixa, bem como a frequência de escovagem dos dentes em
           anti -hipertensores > 10 anos (37,5%), administram um único   ambiente escolar.
           anti -hipertensor (52,5%) e na administração dos Bloqueado-  http://doi.org/10.24873/j.rpemd.2020.12.798
           res dos Canais de Cálcio (22,5%). Não foi encontrada correla-
           ção entre prevalência de hipossialia e variáveis sociodemo-
           gráficas (p> 0,05), nem com os dados clínicos da Hipertensão   #076 Avaliação da Utilização da Fotografia
           (p> 0,05). Conclusões: Com este estudo foi possível observar   em Medicina Dentária Durante a Pandemia
           que mais que metade da nossa amostra padece de hipossia-  da Covid ‑19
           lia, mas desconhece a sua repercussão na cavidade oral. Os
           resultados obtidos realçam a necessidade de se reforçar o   Bruno Seabra*, Teresa Albuquerque, Henrique Luís, Jaime
                                                              Portugal
           diagnóstico precoce da hipossialia associada a administração
           de anti -hipertensores como um meio de promoção e preven-  Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa
           ção de doenças orais futuras.
           http://doi.org/10.24873/j.rpemd.2020.12.797           Objetivos: Analisar a adaptação e mudança de comporta-
                                                              mentos na utilização da fotografia em Medicina Dentária na
                                                              atual situação pandémica de COVID -19. Materiais e métodos:
           #075 Caracterização da Escovagem dos Dentes        Foi criado um inquérito no Google forms e que foi partilhado
           na População Pré ‑Escolar                          para médicos dentistas por mensagem ou por e -mail, entre
                                                              os dias 13 -08 -2020 e 15 -09 -2020. Foi usada uma técnica de
           Diana Ferreira*, Mário Bernardo, Sónia Mendes
                                                              amostragem não -probabilística. Responderam ao inquérito
           Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa  235 médicos dentistas que realizam a sua prática clínica em
                                                              Portugal. Foram analisadas variáveis demográficas e compor-
             Objetivos: O objetivo deste estudo foi caracterizar a esco-  tamentais. Os dados foram recolhidos e exportados para aná-
           vagem dos dentes da população em idade pré -escolar, residen-  lise no programa SPSS – Statistical Package for Social Sciences
           te em Portugal. Materiais e métodos: A população -alvo foi   (versão 27.0). Resultados: Os resultados mostram que entre
           constituída por encarregados de educação de crianças em   os 235 médicos dentistas que preencheram o inquérito, 80,4%
           idade pré -escolar, que frequentavam jardins de infância por-  já usavam a fotografia na sua prática clínica antes da pande-
           tugueses. A recolha de dados foi realizada através de um ques-  mia e apenas 19,6% responderam que não utilizavam. Até dia
           tionário online. O questionário, construído para o efeito com   15 de Setembro, dos que costumam fotografar, cerca 98,9% já
           base na revisão da literatura, permitiu a obtenção de informa-  tinha reiniciado o seu trabalho clínico. No entanto, cerca de
           ção sociodemográfica, da escovagem em ambiente familiar e   15% não se encontrava ainda a trabalhar no seu horário nor-
           da escovagem em ambiente escolar. Foi realizada a análise   mal. Cerca de 40% referiram que a prática clínica teria sido
           descritiva dos dados e utilizados os testes do Qui -quadrado,   afetada pela diminuição do número de horas de consultas e
           Exato de Fisher, Mann -Whitney e Kruskal -Wallis α=0,05). Re‑  correspondentemente pelo número de pacientes por dia.
           sultados: A amostra foi constituída por 711 participantes. A   Apenas 21% consideraram que teria havido uma diminuição
           maioria das crianças realizava a escovagem dos dentes em   acentuada no número de pacientes a procurar consulta. Ape-
           casa (99,4%), duas ou mais vezes por dia (65,3%) ou com ajuda   nas 19% dos médicos dentistas que fotografam os seus casos
           de um adulto (62,9%). Grande parte das crianças não realizava   por rotina, consideraram que a COVID -19 tivesse afetado de
           escovagem dos dentes no jardim de infância (71,2%). As prin-  forma importante a fotografia no seu dia a dia. Notou -se uma
           cipais barreiras identificadas relativamente à autorização da   diminuição no número de casos fotografados, principalmen-
           escovagem no jardim de infância foram a falta de higiene e   te para quem fotografa menor número de casos. Apenas 8,6
           segurança (32,6%) e a possibilidade de partilha de escovas   % referem ter deixado de fotografar os seus casos. Diferentes
           (42,9%). Considerando a escovagem dos dentes nos dois con-  causas foram apontadas mas a mais importante para 46 % foi
           textos, familiar e escolar, a percentagem de escovagem bidiá-  a tentativa em diminuir risco de infeção cruzada. Para evitar
           ria foi referida em três quartos das crianças. No entanto, ape-  contaminação, 53% referem que a medida mais importante
           nas 7,8% realizavam corretamente todos os procedimentos   que realizam é a desinfeção da camara após sua utilização.
           associados à escovagem. A escovagem dos dentes em ambien-  Apenas 12% assumem ter tomado como medida face ao CO-
           te escolar foi referida como sendo mais frequente nos jardins   VID -19, isolar a câmara sempre que a utilizam ou ter sempre
           de infância privados (p<0,001) e na região Autónoma dos Aço-  uma pessoa responsável para fotografar os casos. Conclu‑
           res (p<0,001). Um maior nível de instrução do encarregado de   sões: A pandemia da COVID -19 trouxe algumas alterações ao
           educação contribuiu significativamente para a não autoriza-  tempo de consulta e disponibilidade de agenda para atender
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