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rev port estomatol med dent cir maxilofac . 2020;61(2):91-96             93


























            Figura 1. Aspeto intraoral inicial, evidenciando massa   Figura 3. Infiltrado linfocitóide atípico denso na derme e
            nodular na região palatina direita, com dilatação dos   em toda a sua espessura.
            vasos superficiais na região posterior.
























                                                                Figura 4. Epidermotropismo de linfócitos não evidenciados
                                                                nos cortes analisados.



                                                                 A doente foi encaminhada ao Serviço de Oncologia do Hos-
                                                               pital Erasto Gaertner, onde realizou uma tomografia compu-
                                                               torizada, do tipo PET/CT, para estadiamento do linfoma, a qual
                                                               mostrou atividade em nódulo na região parietal e palatina
                                                               direita com extensão para processo pterigóideo direito e lin-
                                                               fonodos (Figuras 7 e 8). Observava -se também lesão nodular
                                                               no tecido adiposo subcutâneo profundo na região parietal di-
            Figura 2. Corte sagital de tomografia computadorizada   reita, linfonodos e linfoadenomegálias na cadeia cervical di-
            evidenciando rompimento da cortical óssea palatina.   reita e axilar bilateral, áreas de acentuado aumento de meta-
                                                               bolismo na região central dos segmentos hepáticos, lesão
                                                               sólida vegetante no reto inferior e áreas de espessamento
           lio de um punch. O exame anatomopatológico inicial foi incon-  nodular na região pré -sacral à esquerda.
           clusivo, sugerindo proliferação linfóide atípica em tecido fibro-  A doente realizou 6 sessões de quimioterapia, iniciando em
           conjuntivo, podendo corresponder à hiperplasia linfóide de   maio de 2019 e finalizado em agosto do mesmo ano. A medica-
           caráter reacional ou a neoplasia linfóide (Figuras 3 e 4). Reali-  ção usada na quimioterapia foi ciclofosfamida e rituximab, ha-
           zado exame imunohistoquímico, o mesmo foi positivo para os   vendo completa regressão da massa nodular palatina (Figura 9).
           marcadores BCL -2, CD10, CD20, CD23 e Ki -67, estabelecendo -se   Foi realizada nova tomografia do tipo PET/CT, demonstrando
           o diagnóstico final de linfoma não -Hodgkin folicular de células   remissão da lesão palatina (Figura 10). A paciente permanece
           B (Figuras 5 e 6).                                  em acompanhamento semestral com o oncologista responsável.
                                                                                                                                           B



                                                                                          A
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