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rev port estomatol med dent cir maxilofac . 2019;60(4):216-222         221


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           positiva, produz uma melhoria da sintomatologia.  Esta ma-  A vantagem principal da abordagem extraoral, em par-
           nobra, não exclui outras patologias como, por exemplo, a ne-  ticular a submandibular para casos de apófises estiloides
                                                                          14
           vralgia do glossofaríngeo. 3                        muito longas,  como no caso clínico 1, é a melhor visuali-
              O tratamento da SCE deve ser faseado, iniciando -se com   zação do campo operatório e das estruturas adjacentes,
           uma atitude conservadora, mediante tratamento farmacoló-  reduzindo a possibilidade de lesão de estruturas neurovas-
           gico, e no caso de persistência do quadro clínico avançar para   culares. 1,3,5,7,9,11,12,15
           o tratamento cirúrgico por estiloidectomia. O sucesso dos tra-  As desvantagens principais das abordagens extraorais são
           tamentos, médico e cirúrgico, é inferior a 80%. Pensa -se que o   a cicatriz cutânea, o maior tempo cirúrgico e risco de lesão do
                                                                        5
           insucesso do tratamento esteja relacionado com outros facto-  nervo facial,  do ramo mandibular na abordagem submandi-
           res desconhecidos implicados na sua etiopatogénese. 5  bular ou do troncos principais na abordagem pré -auricular.
              O tratamento conservador baseia -se no tratamento da dor   Da experiência adquirida e pelos bons resultados obtidos,
           neuropática mediante o uso de AINEs, carbamazepina, val-  tanto estéticos como funcionais, consideramos que ambas as
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           proato, gabapentina ou amitriptilina.  Uma opção eficaz na   abordagens extraorais apresentadas fornecem soluções cirúr-
           paliação sintomática aguda é a infiltração da loca amigdalina   gicas seguras e eficazes. No entanto, as opções terapêuticas
           de um anestésico local ou de corticoesteroides. Esta opção   devem ser cuidadosamente avaliadas e individualizadas para
           pode ser eficaz na paliação sintomática aguda, no entanto a   cada caso clínico.
           durabilidade está limitada pela semivida dos fármacos, para   A Síndrome do Complexo Estiloide deve fazer parte do
           além de que administrações repetidas podem provocar efei-  diagnóstico diferencial de dor orocervicofacial. O seu trata-
           tos deletérios. Há descrições de manipulação indireta digital   mento deve ser faseado, iniciando -se sempre por medidas
           do PE através da loca amigdalina provocando fratura do mes-  conservadoras. Nos casos de necessidade de abordagem ci-
           mo, mas esta técnica não foi provada como sendo segura ou   rúrgica, esta deve ser adaptada a cada caso clínico, permitin-
           reprodutível. 2,7                                   do a abordagem extraoral uma melhor visualização do campo
              O tratamento cirúrgico consiste na estiloidectomia, por   operatório reduzindo a possibilidade de lesão de estruturas
           abordagem intraoral ou extraoral, não havendo consenso de   neurovasculares.
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           qual é a mais indicada,  em particular em situações de alon-
           gamentos moderados.
              A abordagem intraoral, descrita inicialmente por Eagle em   Responsabilidades éticas
           1937, com uma incisão de aproximadamente 1 cm sobre o PE
           que é dissecado das estruturas envolventes, procedendo -se à   Proteção de pessoas e animais. Os autores declaram que não
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           sua secção.  Uma adaptação da técnica original, que incluía a   se realizaram experiências em seres humanos e/ou animais.
           realização de uma amigdalectomia quando a mesma não tinha
           sido realizada anteriormente, propõe uma incisão no pilar amig-  Confidencialidade dos dados. Os autores declaram ter seguido
           dalino anterior evitando -se a necessidade de amigdalectomia. 2  os protocolos do seu centro de trabalho acerca da publicação
              Alguns autores recomendam o uso destas técnicas com   dos dados de pacientes.
           controlo endoscópico ou navegação intraoperatória, reduzindo
           assim a taxa de complicações. 2,9,12                Direito à privacidade e consentimento escrito. Os autores
              As vantagens da abordagem intraoral são, menor duração   declaram ter recebido consentimento escrito dos pacientes
           do procedimento, ausência de cicatrizes visíveis, menos dis-  e/ou sujeitos mencionados no artigo. O autor para correspon-
           secção dos tecidos adjacentes e mais rápida recupera-  dência está na posse deste documento.
           ção. 3,5,7,11,12  As desvantagens são potencialidade da infeção dos
           espaços cervicais profundos, campo operatório limitado, difícil
           visualização e escassa exposição das estruturas contíguas, ha-  Conflito de interesses
           vendo risco acrescido de lesão neurovascular. O risco de com-
           plicações pós -operatórias, nomeadamente trismos e edema da   Os autores declaram não haver conflito de interesses.
           via aérea, 1,7,11,12  faz com que a abordagem intraoral bilateral
           no mesmo tempo operatório seja considerada uma contrain-
           dicação relativa. 2                                 referências
              A abordagem extraoral foi descrita inicialmente por Loeser
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           e Cardwell  em 1942 como uma abordagem de cervicotomia   1. Peng GG, Chen WL, Wu JW, Pan JY. Eagle’s syndrome treated
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           lateral, como a realizada no caso clínico 1, mais adequada para   approach combined with antidepressants. Chin J Dent Res.
           PEs muito alongados.                                  2011;14:37-40.
              Alternativas a esta abordagem, com a principal vantagem   2. Badhey A, Jategaonkar A, Anglin Kovacs AJ, Kadakia S, De
           de terem um melhor resultado estético, são as abordagens de   Deyn PP, Ducic Y, et al. Eagle syndrome: A comprehensive
           ritidectomia e a pré -auricular, 4,7,13  particularmente útil para   review. Clin Neurol Neurosurg. 2017;159:34-8.
           PEs moderadamente alongados.                         3. Colby CC, Del Gaudio JM. Stylohyoid complex syndrome: a
              A abordagem pré -auricular, como a realizada no caso clí-  new diagnostic classification. Arch Otolaryngol Head Neck
                                                                 Surg. 2011;137:248-52.
           nico 2, descrita classicamente desde a raiz do hélix até ao lobo   4. Fini G, Gasparini G, Filippini F, Becelli R, Marcotullio D. The
           auricular, foi adaptada para melhor visualização do campo   long styloid process syndrome or Eagle’s syndrome. J
           operatório.                                           Craniomaxillofac Surg. 2000;28:123-7.
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