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218 rev port estomatol med dent cir maxilofac. 2018;59(4):215-220
Tabela 3. Descrição do uso de moldeiras de proteção Tabela 4. Distribuição da presença de lesões orais
Moldeiras de Proteção n (%) Alterações Orais n (%)
Sim 32 (88,89) Sim 5 (13,89)
Utiliza moldeira Dores na gengiva
Não 4 (11,11) Não 31 (86,11)
Stock 1 (3,13) Sim 14 (38,89)
Dores de cabeça
Boil and bite 25 (79,13) Não 22 (61,11)
Tipo de moldeira
Costum-made 5 (15,63) Sim 12 (33,33)
Dores na ATM
Não sabe 1 (3,13) Não 24 (66,67)
Sempre 14 (43,75) Dificuldade em Sim 9 (25,00)
Quando utilizam abrir a boca
Nem sempre 18 (56,25) Não 27 (75,00)
Sim 30 (93,75) Sim 1 (2,78)
Mobilidade
Bem-adaptada Não 0 Não 35 (97,22)
Não sabe 2 (6,25) Sim 2 (5,56)
Fratura
Sim 12 (37,5) Não 34 (94,44)
Desgaste
Não 20 (62,5) Sim 1 (2,78)
Perda dentária
Não 35 (97,22)
bite são as mais populares, com uma taxa de utilização de Tratamentos Sim 2 (5.56)
78,13% (referente a 16 indivíduos de boxe de manutenção e 9 dentários Não 34 (94,44)
de competição). De seguida surgem as Custom-made, utilizadas
por 15,63% dos indivíduos (3 de competição e 2 de manuten-
ção). Por último, apenas 1 indivíduo, praticante de boxe de dicaram já ter apresentado dificuldade em abrir a boca após o
competição, referiu utilizar a Stock e 1 indivíduo indicou não treino ou competição. Em relação às peças dentárias, apenas
saber qual o tipo de moldeira que utilizava (Tabela 3). se verificaram alterações nos indivíduos que fazem competi-
Dos 32 indivíduos que utilizam moldeira, 14 desportistas ção, tendo apenas um desportista indicado já ter experiencia-
(metade praticantes de boxe de competição) informaram nun- do mobilidade de um dente e dois a sua fratura, após a prática
ca praticarem a modalidade sem a utilizar, e 18 (dos quais de boxe. Quanto à perda de alguma peça dentária, apenas um
66,67% praticantes de boxe de manutenção) esclareceram nem individuo referiu já ter acontecido, afirmando que não utiliza-
sempre fazerem uso da moldeira. va a moldeira quando aconteceu. Por fim, dois indivíduos
Perante estes resultados, não existe diferença estatistica- (5,56%) indicaram ter recorrido a tratamentos dentários em
mente significativa entre os indivíduos que fazem boxe de resultado da prática deste desporto (Tabela 4).
manutenção ou de competição, quando comparados para o Os dados recolhidos sobre as alterações da cavidade oral,
uso de moldeira (p=0,111) e para a sua utilização durante os permitiram verificar que não existem diferenças estatistica-
treinos (p=0,341). mente significativas entre os dois tipos de prática de boxe para
Relativamente à adaptação da moldeira à arcada dentária, as lesões gengivais (p=0,845), dores de cabeça (p=0,452), dores
93,75% afirmou estar bem-adaptada, sendo que os restantes de ATM (p=0,177), dificuldade em abrir a boca (p=0,225), mobi-
não souberam responder. Quanto ao desgaste da moldeira, 12 lidade dentária (p=0,177) e fratura dentária (p=0,053).
indivíduos, praticantes há pelo menos 1 ano, informaram já Relativamente aos hábitos de higiene oral, 32 indivíduos
ter trocado de moldeira, embora não haja uma relação entre o (88,89%) disseram escovar os dentes 2 a 3 vezes ao dia, 3 refe-
desgaste e o tipo de prática, visto que 6 indivíduos praticam riram escovar apenas uma vez por dia e 1 individuo não res-
boxe de manutenção e 6 indivíduos boxe de competição. pondeu à questão. No que diz respeito aos meios auxiliares de
Sobre as alterações na saúde oral provocadas pela prática remoção de placa bacteriana interproximal, 20 indivíduos
desta modalidade, apenas 5 indivíduos (3 praticantes de boxe (62,50%) utilizam fio dentário ou escovilhão, sendo que 4 des-
de manutenção e 2 de competição) referiram já ter sofrido tes ainda completam a sua higiene com um elixir ou colutório,
dores na gengiva e 14 indivíduos (10 de manutenção e 4 de 2 indicaram apenas utilizar elixir ou colutório e 14 disseram
competição) terem tido dores de cabeça durante ou após a não utilizar nada. A maioria, 88,89%, afirmou visitar um pro-
prática. Nas alterações da articulação temporomandibular, fissional de saúde oral 1 a 2 vezes por ano, enquanto 4 indiví-
sete indivíduos praticantes de boxe de manutenção e 5 de duos dizem só visitar quanto têm dor (Tabela 5).
competição (perfazendo um total de 33,33% do total de parti- De acordo com a observação da cavidade oral dos partici-
cipantes no estudo) afirmaram já terem sentido dores na ATM pantes, a prevalência de cárie foi de 88,57%, tendo um valor
durante o treino ou competição e 9 indivíduos (25% do total de médio do índice CPO-D de 5,66. O valor médio de dentes caria-
participantes, sendo 5 de manutenção e 4 de competição) in- dos foi 0,23, de dentes perdidos 0,97 e de dentes obturados 4,46.

